Nos Estados Unidos, a empresa DroneSeed realizou reflorestamento com enxames de drones após incêndios que queimaram mais de 3 milhões de hectares em 2020 para acelerar a recuperação das florestas, provocando redução do tempo de plantio e chamando atenção do setor ambiental.
A temporada de incêndios florestais de 2020 foi a mais devastadora já registrada nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de hectares destruídos pelo fogo em diversas regiões do país.
Normalmente, a recuperação dessas áreas levaria anos e exigiria centenas de trabalhadores plantando mudas manualmente cultivadas em viveiros. O processo tradicional é lento e depende de grandes equipes em campo.
Uma empresa sediada em Seattle desenvolveu uma alternativa tecnológica que promete acelerar o reflorestamento em grande escala. A proposta utiliza enxames de drones para lançar sementes em áreas devastadas pelo fogo.
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O que parecia impossível anos atrás agora está sendo aplicado em florestas reais da costa oeste americana.
Enxames de drones conseguem plantar até 20 hectares por dia
A DroneSeed utiliza drones com 2,5 metros de tamanho que operam em enxames de até cinco unidades ao mesmo tempo.
Esses drones seguem rotas pré programadas e conseguem cobrir até 20 hectares por dia, acelerando significativamente o plantio.
Cada drone pode transportar até 25 quilos de vasos de sementes, permitindo o lançamento de grandes quantidades de material em áreas de difícil acesso.
Segundo a empresa, o sistema é seis vezes mais rápido do que o plantio manual tradicional, que normalmente cobre pouco menos de 1 hectare por dia.
O tempo necessário para colocar sementes no solo também caiu drasticamente, passando de três anos para cerca de três meses.

Tecnologia identifica os melhores locais para plantar árvores
O processo começa com um mapeamento detalhado do terreno utilizando tecnologia avançada.
A empresa utiliza Lidar, o mesmo sistema de detecção usado em carros autônomos, para criar modelos tridimensionais do relevo.
Sensores analisam diferentes comprimentos de onda de luz para identificar diferenças entre cascalho e áreas com solo saudável.
Essas informações permitem definir os pontos com maiores chances de crescimento das árvores, aumentando a eficiência do reflorestamento.
Esse mapeamento detalhado é o que orienta as rotas programadas dos drones.
Vasos especiais ajudam sementes a sobreviver no solo
As sementes são lançadas dentro de recipientes especialmente projetados para aumentar as chances de sobrevivência.
Os chamados vasos de sementes contêm fertilizantes, nutrientes e agentes que ajudam a prevenir pragas.
O material é feito de fibra seca que absorve umidade e se expande conforme o ambiente fica mais úmido, reduzindo o risco de ressecamento.
Esse detalhe é considerado essencial, já que o ressecamento é uma das principais causas da perda de sementes.
Os recipientes também incluem pimenta extremamente picante, usada para impedir que esquilos e outros animais comam as sementes.
Testes mostram plantio de até 100 árvores por hectare
A DroneSeed afirma que testes realizados na Nova Zelândia e no estado de Washington indicam que o sistema pode plantar quase 100 árvores por hectare.
A empresa já atua no reflorestamento de áreas atingidas por incêndios na Califórnia e no Oregon, além de avaliar novos locais na costa oeste dos Estados Unidos.
O uso de drones para espalhar sementes não é novo, já que aviões e helicópteros já realizavam esse tipo de operação.
Especialistas afirmam que a semeadura aérea costuma ser mais barata e mais simples do que o plantio manual, embora normalmente apresente menor taxa de sucesso.
Ainda assim, a escolha correta das espécies e dos locais de plantio pode aumentar bastante a eficiência do método.
Com a intensificação das mudanças climáticas e o aumento dos incêndios florestais, a demanda por soluções rápidas de reflorestamento continua crescendo.
A tecnologia de drones surge como uma alternativa promissora, mas ainda não é considerada uma solução definitiva para recuperar florestas destruídas.
Você acha que drones podem substituir o plantio manual na recuperação de florestas? Deixe sua opinião nos comentários.
