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Drones nos EUA replantam florestas queimadas após incêndios que destruíram mais de 3 milhões de hectares em 2020 usando enxames capazes de cobrir 20 hectares por dia e acelerar a recuperação ambiental

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Escrito por Noel Budeguer Publicado em 24/02/2026 às 18:46
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Nos Estados Unidos, a empresa DroneSeed realizou reflorestamento com enxames de drones após incêndios que queimaram mais de 3 milhões de hectares em 2020 para acelerar a recuperação das florestas, provocando redução do tempo de plantio e chamando atenção do setor ambiental.

A temporada de incêndios florestais de 2020 foi a mais devastadora já registrada nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de hectares destruídos pelo fogo em diversas regiões do país.

Normalmente, a recuperação dessas áreas levaria anos e exigiria centenas de trabalhadores plantando mudas manualmente cultivadas em viveiros. O processo tradicional é lento e depende de grandes equipes em campo.

Uma empresa sediada em Seattle desenvolveu uma alternativa tecnológica que promete acelerar o reflorestamento em grande escala. A proposta utiliza enxames de drones para lançar sementes em áreas devastadas pelo fogo.

O que parecia impossível anos atrás agora está sendo aplicado em florestas reais da costa oeste americana.

Enxames de drones conseguem plantar até 20 hectares por dia

A DroneSeed utiliza drones com 2,5 metros de tamanho que operam em enxames de até cinco unidades ao mesmo tempo.

Esses drones seguem rotas pré programadas e conseguem cobrir até 20 hectares por dia, acelerando significativamente o plantio.

Cada drone pode transportar até 25 quilos de vasos de sementes, permitindo o lançamento de grandes quantidades de material em áreas de difícil acesso.

Segundo a empresa, o sistema é seis vezes mais rápido do que o plantio manual tradicional, que normalmente cobre pouco menos de 1 hectare por dia.

O tempo necessário para colocar sementes no solo também caiu drasticamente, passando de três anos para cerca de três meses.

Enxames de drones da DroneSeed são preparados para missão de reflorestamento nos Estados Unidos, onde a tecnologia já é usada para recuperar áreas devastadas pelos incêndios florestais de 2020, que destruíram mais de 3 milhões de hectares. Equipados com Lidar e rotas pré-programadas, os drones lançam até 25 kg de vasos de sementes por voo e conseguem plantar até 20 hectares por dia — um processo até seis vezes mais rápido que o plantio manual tradicional

Tecnologia identifica os melhores locais para plantar árvores

O processo começa com um mapeamento detalhado do terreno utilizando tecnologia avançada.

A empresa utiliza Lidar, o mesmo sistema de detecção usado em carros autônomos, para criar modelos tridimensionais do relevo.

Sensores analisam diferentes comprimentos de onda de luz para identificar diferenças entre cascalho e áreas com solo saudável.

Essas informações permitem definir os pontos com maiores chances de crescimento das árvores, aumentando a eficiência do reflorestamento.

Esse mapeamento detalhado é o que orienta as rotas programadas dos drones.

Vasos especiais ajudam sementes a sobreviver no solo

As sementes são lançadas dentro de recipientes especialmente projetados para aumentar as chances de sobrevivência.

Os chamados vasos de sementes contêm fertilizantes, nutrientes e agentes que ajudam a prevenir pragas.

O material é feito de fibra seca que absorve umidade e se expande conforme o ambiente fica mais úmido, reduzindo o risco de ressecamento.

Esse detalhe é considerado essencial, já que o ressecamento é uma das principais causas da perda de sementes.

Os recipientes também incluem pimenta extremamente picante, usada para impedir que esquilos e outros animais comam as sementes.

Testes mostram plantio de até 100 árvores por hectare

A DroneSeed afirma que testes realizados na Nova Zelândia e no estado de Washington indicam que o sistema pode plantar quase 100 árvores por hectare.

A empresa já atua no reflorestamento de áreas atingidas por incêndios na Califórnia e no Oregon, além de avaliar novos locais na costa oeste dos Estados Unidos.

O uso de drones para espalhar sementes não é novo, já que aviões e helicópteros já realizavam esse tipo de operação.

Especialistas afirmam que a semeadura aérea costuma ser mais barata e mais simples do que o plantio manual, embora normalmente apresente menor taxa de sucesso.

Ainda assim, a escolha correta das espécies e dos locais de plantio pode aumentar bastante a eficiência do método.

Com a intensificação das mudanças climáticas e o aumento dos incêndios florestais, a demanda por soluções rápidas de reflorestamento continua crescendo.

A tecnologia de drones surge como uma alternativa promissora, mas ainda não é considerada uma solução definitiva para recuperar florestas destruídas.

Você acha que drones podem substituir o plantio manual na recuperação de florestas? Deixe sua opinião nos comentários.

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Noel Budeguer

Sou jornalista argentino baseado no Rio de Janeiro, com foco em energia e geopolítica, além de tecnologia e assuntos militares. Produzo análises e reportagens com linguagem acessível, dados, contexto e visão estratégica sobre os movimentos que impactam o Brasil e o mundo. 📩 Contato: noelbudeguer@gmail.com

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