Contrato de US$ 99 milhões prevê drone com propulsão híbrida e capacidade para voar por dias em missões furtivas.
A Força Aérea dos Estados Unidos (AFRL) firmou um novo contrato com a General Atomics para desenvolver o GHOST, um drone furtivo de última geração.
A aeronave é descrita como um sistema aéreo não tripulado com propulsão elétrica híbrida e ventilador canalizado. O objetivo é realizar missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e ataque em ambientes desafiadores.
Contrato de quase US$ 100 milhões
A contratação foi divulgada em um aviso do Pentágono, datado de 27 de maio. A General Atomics receberá US$ 99.292.613 para avançar com o projeto.
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O contrato é de custo mais taxa fixa, e o trabalho será executado em Poway, Califórnia. A previsão é de que a entrega final aconteça no verão de 2028.
Segundo o aviso, o sistema de drones foi projetado para fornecer capacidades em “um espectro de ambientes contestados”. A General Atomics já possui histórico no desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados com longa duração de voo, sendo referência na área.
Missões com duração de até 60 horas
A General Atomics afirma que sua tecnologia híbrido-elétrica permite voos com até 60 horas de duração. Esses sistemas são conhecidos por oferecer operações silenciosas e alta eficiência. A mesma base tecnológica é usada na série de drones Gambit, da própria empresa.
Com esse tempo de operação, o drone GHOST poderá realizar missões autônomas por vários dias antes de executar qualquer ação ofensiva. Isso amplia o alcance estratégico e reduz a necessidade de apoio logístico imediato, além de permitir maior discrição.
Especificações ainda mantidas em sigilo
Apesar do anúncio do contrato, a General Atomics e a AFRL não divulgaram detalhes técnicos específicos sobre o GHOST. O porta-voz da empresa, C. Mark Brinkley, limitou-se a destacar a longa experiência da General Atomics no setor.
“Por mais de 30 anos, a General Atomics vem desenvolvendo sistemas aéreos não tripulados de maneiras nunca antes alcançadas e muitas vezes mal replicadas”, disse Brinkley. Ele também afirmou que não poderia revelar mais nada sobre o GHOST: “ao contrário do que você vê no noticiário, a revolução não será televisionada”.
Um cenário de guerra cada vez mais dependente de drones
O uso de drones tem ganhado espaço em conflitos modernos. Em maio do ano passado, militares ucranianos declararam que drones eram a principal causa de mortes nos dois lados da guerra.
Já o Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia relatou que a Rússia adquire mensalmente cerca de 100.000 drones de baixo custo.
O contrato da AFRL com a General Atomics reforça a importância da tecnologia no campo de batalha atual.

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