Dois ciclones atuam simultaneamente próximos ao Brasil nesta semana. Um sistema formado entre Argentina, Paraguai e Uruguai traz chuvas moderadas a fortes para o Sul, enquanto outro ciclone no Atlântico empurra uma massa de ar frio que derruba as temperaturas até 6°C em áreas como a Serra da Mantiqueira, afetando do Sul ao Nordeste.
Dois ciclones estão atuando ao mesmo tempo nas proximidades do Brasil e mudando o tempo em grande parte do país. Os sistemas se formaram na última quarta-feira (15) e devem provocar chuvas e queda significativa de temperatura nesta quinta-feira (16). Um dos ciclones se formou sobre o continente, entre Argentina, Paraguai e Uruguai, e já influencia diretamente o Sul do Brasil com pancadas de chuva moderada a forte. O outro está posicionado no oceano Atlântico, distante da costa, mas com influência indireta poderosa: ele mantém uma massa de ar frio que atinge desde o Sul até parte do Nordeste, derrubando termômetros em regiões de altitude.
A combinação dos dois ciclones cria um cenário meteorológico incomum em que diferentes partes do Brasil enfrentam efeitos distintos ao mesmo tempo. No Sul, a previsão para esta quinta-feira inclui madrugada e manhã com céu fechado, pancadas de chuva de intensidade moderada a forte e rajadas de vento moderadas no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. No Sudeste e em parte do Nordeste, o segundo ciclone mantém temperaturas mais baixas, com mínimas entre 13°C e 16°C no leste da Região Sul, podendo chegar a cerca de 6°C em áreas de maior altitude como a Serra da Mantiqueira.
O que são os ciclones e por que dois atuam juntos sobre o Brasil
Segundo informações do portal ndmais, os ciclones são áreas de baixa pressão atmosférica que funcionam como centros de circulação de ventos, favorecendo a formação de nuvens e o transporte de umidade e ar frio. A intensidade e extensão de cada sistema variam, mas o efeito prático é o mesmo: eles reorganizam os padrões de vento e temperatura em áreas enormes, podendo aumentar a nebulosidade, alterar a direção dos ventos, transportar massas de ar frio e provocar chuva em regiões que, sem a presença dos ciclones, estariam com tempo estável.
-
Em Andradina, no interior de SP, uma curtidora transformou a pele de tilápia que os frigoríficos jogavam no lixo em couro exótico para bolsas, sapatos e até vestido de noiva, produz cerca de 2 mil peças por mês e exporta para sete países, provando que o resíduo do peixe virou moda de alto valor
-
O lixo industrial que nem as recicladoras queriam ganhou valor no interior da Bahia: dois empreendedores investiram R$ 2,8 milhões para transformar 350 toneladas por ano de espuma, borracha e plástico em placas que podem substituir madeira e MDF
-
Para que serve uma lanterna de luz vermelha, afinal? Veja por que ela é tão usada à noite
-
Ele nunca leu uma linha de código, mas já sabe trabalhar: a francesa UMA apresentou em Paris o Northstar, seu primeiro robô humanoide movido a IA e desenhado para fábricas e armazéns, capaz de copiar tarefas apenas observando um funcionário em ação
A atuação simultânea de dois ciclones próximos ao Brasil não é inédita, mas é relativamente pouco comum. Cada sistema opera de forma independente, com origens e trajetórias diferentes, mas seus efeitos se combinam sobre o território brasileiro, criando um cenário em que algumas regiões enfrentam chuva intensa enquanto outras lidam com frio atípico para a época. Segundo informações da Meteored, os dois ciclones devem manter influência sobre o país ao longo desta semana, com intensidade variando conforme se deslocam.
Onde o primeiro ciclone provoca chuva forte no Brasil
O ciclone formado no continente, entre Argentina, Paraguai e Uruguai, é o responsável direto pela instabilidade no Sul do Brasil. A previsão para esta quinta-feira indica pancadas de chuva de intensidade moderada a forte no Rio Grande do Sul, além de áreas do oeste de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná, com madrugada e manhã de céu fechado e rajadas de vento que podem causar transtornos em áreas urbanas.
Ao longo da tarde, a tendência é de redução da chuva provocada por este ciclone, embora ainda haja possibilidade de precipitações leves em pontos isolados. Áreas de Mato Grosso do Sul também podem registrar chuvas pontuais associadas à circulação desse sistema, que está se deslocando gradualmente em direção ao oceano. Nos próximos dias, o ciclone continental deve perder força à medida que se afasta do território brasileiro, reduzindo sua influência direta sobre o Sul.
Como o segundo ciclone derruba as temperaturas até 6 graus no Sudeste
O segundo sistema meteorológico está localizado no oceano Atlântico, distante da costa brasileira, mas sua influência indireta é sentida em uma faixa que vai do Sul até parte do Nordeste. Esse ciclone contribui para a manutenção de uma massa de ar frio que avançou sobre o leste do Brasil, mantendo as temperaturas mais baixas do que o esperado para meados de abril em diversas regiões.
Os efeitos mais intensos dos dois ciclones combinados são sentidos nas áreas de altitude. Na Serra da Mantiqueira, as temperaturas podem cair a cerca de 6°C, enquanto no litoral de Santa Catarina, interior de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, região serrana do Rio de Janeiro e interior da Bahia as mínimas ficam entre 13°C e 16°C. Para quem vive nessas regiões, as primeiras horas do dia exigem agasalho, e a sensação térmica pode ser ainda mais baixa por conta dos ventos que os ciclones intensificam.
O que esperar nos próximos dias com a movimentação dos ciclones
A dinâmica dos dois ciclones vai mudar ao longo da semana. O sistema formado no continente tende a se deslocar em direção ao oceano nos próximos dias, reduzindo gradualmente sua influência sobre o território brasileiro e diminuindo as chuvas no Sul. Esse deslocamento é esperado e faz parte do ciclo de vida dos ciclones extratropicais, que se formam sobre o continente e migram para o mar conforme perdem energia.
O ciclone posicionado no Atlântico, por outro lado, mantém sua influência por mais tempo. Enquanto estiver ativo, ele continuará favorecendo a entrada de ar frio sobre o Brasil, mantendo temperaturas mais amenas principalmente nas primeiras horas do dia em regiões que vão do Sul ao Nordeste. A expectativa é que esse segundo sistema também perca força ao longo da semana, permitindo que as temperaturas retornem gradualmente aos padrões normais para a época. Até lá, os dois ciclones são os responsáveis pelo tempo instável e frio que marca esta semana no país.
Como se proteger dos efeitos dos ciclones que atingem o Brasil
Para moradores do Sul, onde o primeiro ciclone traz chuva forte, as recomendações são práticas. Evitar áreas de alagamento, manter distância de córregos e rios que podem transbordar, guardar objetos soltos em varandas e quintais que o vento pode arremessar e acompanhar alertas da Defesa Civil são medidas que reduzem riscos durante pancadas de chuva com rajadas de vento. Em áreas rurais, a atenção deve ser redobrada com estradas de terra que podem ficar intransitáveis.
Para quem enfrenta o frio provocado pelo segundo ciclone, a atenção principal é com a saúde respiratória: temperaturas de 6°C em áreas serranas exigem agasalho adequado, hidratação constante e cuidado especial com idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias crônicas que são mais sensíveis às quedas bruscas de temperatura. Os dois ciclones devem perder influência ao longo dos próximos dias, mas enquanto estiverem ativos, o tempo no Brasil permanece sob o controle dessas duas máquinas meteorológicas que cercam o país por flancos diferentes.
Dois ciclones cercam o Brasil ao mesmo tempo: um traz chuva forte para o Sul e outro derruba as temperaturas até 6°C no Sudeste. Você sentiu os efeitos na sua cidade? Como está o tempo aí? Conte nos comentários.
