Projeto Parceiros do Futuro destaca diversificação econômica, inovação tecnológica e economia verde como motores do crescimento em Minas.
A agenda 2026 do projeto Parceiros do Futuro coloca a diversificação econômica e a inovação tecnológica no centro das estratégias para o crescimento de Minas Gerais.
A iniciativa, promovida pelo Diário do Comércio em parceria com a consultoria Spine, reúne lideranças empresariais, acadêmicas e do poder público ao longo deste ano, em encontros realizados no Estado.
O objetivo é discutir caminhos para o desenvolvimento sustentável, reduzir a dependência do extrativismo e estimular a atração de investimentos.
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Os debates acontecem por meio de fóruns, conteúdos estratégicos e articulações institucionais.
A proposta é construir soluções conjuntas que fortaleçam cadeias produtivas, ampliem valor agregado e impulsionem a economia verde.
Assim, o projeto consolida-se como um espaço permanente de planejamento de longo prazo.
Infraestrutura e turismo fortalecem a diversificação econômica
A infraestrutura logística aparece como eixo estruturante para a diversificação econômica mineira.
Nesse contexto, o BH Airport é apontado como vetor de conectividade, mobilidade e geração de oportunidades.
O CEO Daniel Miranda avalia que o Estado reúne tradição e capacidade de inovação.
“Minas tem uma capacidade única de respeitar o passado sem se prender a ele.
O futuro depende de decisões tomadas agora, com clareza de onde queremos chegar e para quem estamos construindo.
Nesse horizonte, a diversificação econômica se impõe como eixo estruturante”, resume.
Segundo ele, mineração e agronegócio continuarão estratégicos, porém mais orientados à geração de valor e responsabilidade socioambiental.
Ao mesmo tempo, a economia criativa tende a ganhar espaço, conectando cultura, tecnologia e empreendedorismo.
“Outro vetor decisivo dessa transformação é o turismo.
Mais do que um setor econômico estratégico, o segmento se consolida como uma indústria transversal, capaz de integrar infraestrutura, cultura, meio ambiente, trabalho e renda, mobilidade e inovação.
Minas tem o melhor do Brasil: patrimônio cultural, natureza exuberante, gastronomia reconhecida, hospitalidade e, sobretudo, gente que acolhe.
Nosso turismo integra economia, arte e identidade”, reforça.
Miranda destaca ainda o papel coletivo dessa transformação.
“O poder público atua como articulador e indutor; a iniciativa privada, como motor de investimentos e inovação; a academia, como fonte de conhecimento e tecnologia; e a sociedade civil, como guardiã do propósito e da conexão com as pessoas”, sugere.
Inovação tecnológica e atração de investimentos na indústria
A Associação Comercial e Empresarial de Minas aposta na inovação tecnológica como base da competitividade.
Para a entidade, a diversificação econômica exige modernização produtiva e expansão do setor de serviços.
Entre as prioridades está o estímulo à agroindústria, com processamento de matérias-primas locais para ampliar valor agregado.
A mineração tecnológica e sustentável também integra a estratégia, alinhada ao conceito de desenvolvimento sustentável.
Outro foco é a atração de investimentos para a indústria automobilística. O objetivo é consolidar Minas como segundo maior polo do país.
Para Cledorvino Belini, a estratégia é inevitável.
“Minas precisa avançar na inovação, na tecnologia e na agregação de valor às suas cadeias produtivas, criando um ambiente favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao desenvolvimento sustentável”, defende.
Conhecimento acadêmico impulsiona desenvolvimento sustentável
A Universidade Federal de Minas Gerais amplia sua atuação no ecossistema de inovação tecnológica.
A proposta é transformar pesquisa em soluções práticas para desafios sociais e econômicos.
A reitora Sandra Regina Goulart Almeida afirma que a inovação tornou-se transversal na instituição. Ensino, pesquisa e extensão atuam de forma integrada.
“A expansão do ecossistema de inovação e empreendedorismo da UFMG faz parte de sua missão institucional, estendida também a iniciativas ligadas às áreas de cultura, artes e humanidades.
Além disso, em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a sustentabilidade é um eixo estratégico para o presente e o futuro da instituição”, diz.
Assim, a universidade fortalece o elo entre ciência, mercado e políticas públicas.
Fomento científico acelera economia verde e startups
Assim, a Fapemig amplia investimentos em ciência e empreendedorismo.
O foco está na geração de valor agregado e no fortalecimento do ecossistema de inovação tecnológica.
Editais como Centelha 3 e Tecnova 4 apoiam startups.
Além disso, há aportes em deep techs e iniciativas no semiárido.
O programa Compete Minas permanece estratégico.
Em 2025, foram R$ 50 milhões destinados a 95 empresas.
“O diferencial deste ano, em diversos editais, será o foco em três desafios críticos: mudanças climáticas, minerais críticos e inteligência artificial.
Nossa expectativa é contribuir para a diversificação econômica do Estado e para a consolidação de Minas Gerais como um polo de talentos e soluções de alto impacto econômico e social”, afirma Carlos Arruda.
Crédito verde fortalece transição para economia de baixo carbono
O BDMG atua como indutor da economia verde.
Desde 2019, mais de R$ 2,2 bilhões financiaram projetos sustentáveis.
Os recursos apoiam energia solar, hidrelétricas e agricultura regenerativa.
O objetivo é acelerar o desenvolvimento sustentável.
“Ao mobilizar recursos externos e ao aplicar tais recursos em projetos sustentáveis, o BDMG é capaz de catalisar a transição para uma economia de baixo carbono e promover práticas ambientalmente responsáveis em todos os setores.
Dessa forma, desempenha um papel fundamental na mitigação e adaptação às mudanças climáticas no Estado”, afirma Gabriel Viégas Neto.
Linhas como o BDMG Verde incluem transporte limpo, saneamento e cidades resilientes.
Sebrae aposta na atração de investimentos municipais
O Sebrae Minas fortalece o ambiente de negócios local.
A estratégia inclui desburocratização e inclusão produtiva.
Assim, a expansão do Redesim + Livre automatiza abertura de empresas.
A meta é alcançar 300 municípios até 2027.
Programas como Regularização Fundiária e Compras Públicas ampliam a atração de investimentos. Segundo estimativas, fornecedores locais poderiam reter R$ 16,64 bilhões anuais nas economias municipais.
Além disso, o Fampe segue ampliando acesso ao crédito.
Integração institucional sustenta diversificação econômica
Assim, ao reunir infraestrutura, ciência, crédito e empreendedorismo, o Parceiros do Futuro estrutura uma agenda sistêmica.
A diversificação econômica surge como fio condutor das políticas de longo prazo.
Enquanto isso, a inovação tecnológica e a economia verde consolidam novos mercados.
Portanto, Minas avança para um modelo produtivo mais resiliente, competitivo e sustentável.
Portanto o ciclo 2026 reforça que desenvolvimento duradouro depende de cooperação.
E, sobretudo, de visão estratégica compartilhada.
Veja mais em: Diversificação econômica e inovação ditam futuro de Minas Gerais

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