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Dessalinização do futuro: sem engrenagens e com baixa energia, nova tecnologia remove metade do sal da água e promete revolucionar projetos de dessalinização

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 17/03/2026 às 23:45
Bomba iônica remove 50% do sal da água com baixa energia e pode mudar projetos de dessalinização e tratamento hídrico.
Bomba iônica remove 50% do sal da água com baixa energia e pode mudar projetos de dessalinização e tratamento hídrico.
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Nova bomba iônica desenvolvida por universidades dos Estados Unidos e de Israel utiliza baixa voltagem, dispensa reações químicas e remove até 50% do sal da água, indicando mudança relevante em eficiência energética e custo em projetos de dessalinização e tratamento hídrico

Uma bomba iônica desenvolvida por cientistas da Universidade da Califórnia, Irvine, e da Universidade de Tel Aviv demonstrou capacidade de remover 50% do sal da água com baixa voltagem, abrindo novas possibilidades para projetos de dessalinizaçã e aplicações energéticas.

O dispositivo funciona sem engrenagens, combustível ou reações químicas, utilizando apenas vibração elétrica rápida para movimentar partículas carregadas em líquidos.

A tecnologia representa uma alternativa aos sistemas tradicionais, frequentemente limitados por processos complexos e alto consumo energético.

Nos testes realizados pelos pesquisadores, a bomba conseguiu extrair sal da água de forma consistente, utilizando um método baseado em sinais elétricos de baixa intensidade. A ausência de partes móveis e de produtos químicos reduz a necessidade de manutenção e simplifica o funcionamento do sistema.

Nova abordagem para projetos de dessalinização

O avanço pode impactar diretamente projetos de dessalinização, que hoje dependem de métodos intensivos em energia e baseados em reações eletroquímicas complexas.

Esses sistemas convencionais apresentam limitações que afetam a eficiência e aumentam custos operacionais.

A nova bomba iônica contorna essas restrições ao substituir processos químicos por um mecanismo elétrico mais simples.

O uso de baixa voltagem permite operar com menor consumo energético, mantendo a capacidade de mover íons de forma controlada dentro do líquido.

Segundo os pesquisadores, controlar o movimento de íons é essencial para diversas aplicações, incluindo produção de água potável e processos biológicos. A nova tecnologia oferece uma alternativa mais limpa e eficiente para essas finalidades.

Funcionamento baseado em efeito catraca

O dispositivo utiliza uma lâmina fina e porosa revestida com camadas metálicas, formando uma estrutura capaz de gerar movimento direcional de partículas. A aplicação de um sinal elétrico que liga e desliga rapidamente cria o chamado efeito catraca.

Esse mecanismo depende da combinação entre assimetria estrutural e propriedades em nanoescala das interfaces entre metal e eletrólito.

A interação dessas características permite gerar um fluxo contínuo de partículas sem necessidade de reações químicas.

A bomba funciona como um controlador de tráfego molecular em estado sólido, utilizando uma membrana nanoporosa posicionada entre duas camadas metálicas ultrafinas. Esse arranjo é fundamental para direcionar os íons de maneira consistente.

O processo ocorre por meio do carregamento e descarregamento assimétricos das superfícies metálicas em contato com o líquido. Esse desequilíbrio cria uma voltagem interna que impulsiona os íons em uma única direção constante.

Resultados experimentais e comprovação

Para validar o funcionamento, os cientistas construíram um sistema de desionização de estado sólido. O equipamento conseguiu remover 50% do sal da água utilizando voltagem mínima, confirmando a viabilidade do método.

Durante os testes, o dispositivo manteve fluxo constante de partículas mesmo sob forças opostas. Isso foi possível ao integrar a bomba com membranas íon-seletivas, formando um circuito iônico especializado.

Essa configuração demonstrou que a bomba pode extrair o sal para uma célula separada sem recorrer a partes móveis ou reações químicas de alta energia. O resultado reforça o potencial da tecnologia para projetos de dessalinização mais eficientes.

Aplicações e potencial tecnológico

Além da dessalinização, a tecnologia pode ser aplicada na remoção de metais pesados da água, incluindo substâncias tóxicas como o chumbo.

O sistema consegue atuar em concentrações extremamente baixas, na escala de partes por bilhão.

A precisão do processo permite retirar contaminantes sem eliminar minerais essenciais para o consumo humano. Essa característica amplia as possibilidades de uso em sistemas de purificação de água potável.

Os pesquisadores indicam que o dispositivo também pode ser utilizado na extração de íons de lítio da água do mar, na reciclagem de materiais de baterias e em dispositivos biomédicos. A versatilidade amplia o alcance da inovação.

A capacidade de remover pequenas quantidades de íons de grandes volumes de líquido pode representar um avanço no tratamento de água contaminada. Esse aspecto é relevante para cenários onde a poluição envolve metais pesados.

O estudo que descreve a tecnologia foi publicado na revista Nature Materials. A pesquisa aponta caminhos para novos projetos de dessalinização com menor consumo energético e maior eficiência operacional, além de aplicações em energia e saúde.

O estudo foi publicado na revista Nature Materials.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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