Após dois anos vivendo na cabana que construíram, o casal Davi Moura e Clara vai deixar o lar por algumas semanas para realizar a maior reforma da chácara. Tempo e infiltrações danificaram telhado, forro, piso e postes, e uma tiny house cedida pela família servirá de base temporária até a volta ao refúgio.
Depois de exatamente dois anos morando em uma cabana construída com as próprias mãos, o casal Davi Moura e Clara se prepara para o momento mais desafiador de sua jornada rural: deixar temporariamente o lar que tanto ama para encarar a maior reforma da chácara. A decisão, embora carregue um tom de tristeza pela mudança, é vista com otimismo pela dupla, que enxerga na obra a chance de dar nova vida ao espaço onde construiu boa parte de sua história, registrada no canal Davi Moura, no YouTube.
O motivo da saída é simples e necessário: a cabana tem um único cômodo, o que torna impossível morar nela durante uma reforma que vai mexer em telhado, forro, piso e paredes. Por isso, o casal aceitou a oferta dos sogros, que cederam uma tiny house recém-construída para servir de abrigo durante as semanas de obra. A expectativa é que tudo dure cerca de um mês, embora imprevistos possam estender esse prazo, e cada etapa será compartilhada com os seguidores do canal.
Por que o casal precisou deixar a cabana

A razão central para a mudança está na própria estrutura da cabana, que é composta por um único cômodo. Quando se trata de lixar madeira, mexer nas paredes, retirar o telhado e trocar o forro, não há como permanecer morando no meio da obra. A poeira, o trânsito de pessoas trabalhando e a duração do processo tornariam a permanência inviável e desconfortável.
-
Em uma das economias mais modernas da Ásia, idosos empurram carrinhos gigantes de papelão pelas ruas enquanto cerca de 45% dos maiores de 65 anos vivem com menos de 50% da renda mediana disponível
-
A estrada que cruza 8 estados, tem quase 4.000 km e se tornou símbolo dos Estados Unidos: a Route 66 liga Chicago à Califórnia e preserva um século de história nos EUA
-
Caminhoneiros brasileiros começam a ser liberados após impasse que travou cargas por mais de 20 dias e expôs um problema envolvendo quase 1 milhão de registros
-
Dois estudantes brasileiros criaram uma maca hospitalar que se ajusta apenas pela voz do paciente, sem manivelas nem telas, e levaram o prêmio de melhor projeto internacional na Mostra de Ciência 2026 de Portugal, dando mais autonomia a idosos, pessoas com mobilidade reduzida e até tetraplégicos

A alternativa mais óbvia, alugar outro imóvel, foi descartada por ser cara demais. Pagar aluguel, transportar móveis e depois trazer tudo de volta sairia muito custoso para Davi e Clara. A solução veio da própria família: os sogros estão terminando de construir uma tiny house, uma casa mais simples e rústica, mas aconchegante, e decidiram cedê-la para que o casal a ocupe durante a reforma. Eles serão, inclusive, os primeiros a usar o espaço, o que torna o gesto ainda mais especial.
O telhado: a maior reforma de todas

Entre todas as intervenções planejadas, o telhado é a mais importante e trabalhosa. Tanto o da cabana quanto o da varanda precisarão ser retirados por completo e refeitos do zero. O telhado da varanda, construído pelo próprio Davi Moura com a família, não suporta bem as chuvas de vento comuns na região noroeste de São Paulo, deixando a água infiltrar tanto pelas laterais quanto pelo próprio madeiramento.
A solução será mudar o formato do telhado da varanda, que passará de uma água para duas águas, melhorando o escoamento. Já o telhado da cabana precisará sair para que um novo forro seja instalado. O forro atual, feito de pinus pelo casal de forma improvisada, cumpriu seu papel ao longo dos anos, mas é de madeira frágil e estraga quando a água das chuvas de vento infiltra. A reforma prevê um forro novo, a colocação de manta térmica e a reconstrução completa da cobertura.
Piso, postes e a parte elétrica também entram na obra
A reforma vai muito além do telhado. O caminho de pedras que circunda a cabana, criado para acabar com o barro vermelho que se formava nos dias de chuva, também será substituído. Apesar de ter resolvido o problema da lama na época, as pedras passaram a machucar os pés de quem anda descalço, e agora darão lugar à única área concretada da chácara, que vai do portão até a garagem e contorna toda a cabana.
Os postes de iluminação são outro ponto crítico. Feitos de eucalipto não tratado, alguns já têm quase três anos e meio e estão apodrecendo, a ponto de balançarem com um simples toque de mão. O casal já comprou palanques de eucalipto tratado para substituí-los, o que exigirá também mexer na parte elétrica e renovar toda a iluminação da propriedade. A garagem, aliás, já passou por reforma recente, com um telhado novo e calha para resolver o problema de água que caía sobre os carros.
Os detalhes finais: piso interno e pintura

Dentro da cabana, o casal pretende fazer uma mudança pontual no piso. O atual é de cimento queimado, material que Davi Moura recomenda com entusiasmo por ser forte, resistente e fácil de limpar. A ideia, porém, é instalar ladrilho hidráulico em volta da ilha da cozinha, mantendo o cimento queimado no restante do ambiente, combinando o charme do ladrilho com a praticidade do piso original.
Por fim, virá a pintura. Algumas paredes já estão descascadas, resultado da época em que a água caía do telhado direto sobre elas, antes da instalação do caminho de pedras. Uma parede precisou até ser aberta recentemente para a passagem do encanamento da lava-louças, deixando marcas visíveis. Todo o madeiramento do telhado também será lixado, e o novo forro precisará ser envernizado, o que mostra o tamanho do trabalho que o casal terá pela frente.
Uma nova fase acompanhada de perto pela comunidade
Mais do que uma simples obra, a reforma representa o início de uma nova fase para o casal e para o refúgio que construíram. Depois de dois anos, o desgaste natural da cabana, com pintura gasta e madeiras estragando, pediu uma renovação completa, e a dupla encara esse processo como uma forma de retribuir o cuidado ao lugar que ama. A obra deve começar no finalzinho de junho.
Davi e Clara fizeram questão de envolver os seguidores em cada decisão, pedindo sugestões de materiais e ideias antes de a reforma começar. A lógica é clara: o momento de descobrir novas possibilidades é agora, enquanto ainda há tempo de planejar.
Toda a transformação será documentada no canal Davi Moura como uma nova série de vídeos, reforçando o vínculo de comunidade que o casal construiu com quem acompanha sua jornada na vida rural.
Você já passou pela experiência de reformar a casa e precisou se mudar temporariamente? Que materiais ou ideias você recomendaria para Davi e Clara usarem nessa reforma da cabana, como o ladrilho hidráulico ou o cimento queimado? Deixa sua sugestão nos comentários e marque aquele amigo que sonha em construir um refúgio no campo!


Seja o primeiro a reagir!