Com cinco unidades de 93 metros quadrados vendidas por US$ 375.000 cada, projeto de casas impressas em 3D promete reduzir tempo e desperdício com impressão em até 24 dias, mas apresenta custo de US$ 375 por metro quadrado, acima da média local de US$ 268
As casas impressas em 3D concluídas pela 4Dify no Condado de Yuba, na Califórnia, formam o que a empresa define como o primeiro bairro impresso em 3D da América, com cinco unidades de 93 metros quadrados vendidas por US$ 375.000 cada.
Bairro com cinco unidades de 93 m² ao norte de Sacramento
A proposta para casas impressas em 3D sempre foi reduzir tempo, desperdício e necessidade de mão de obra, tornando as residências mais baratas. No entanto, o resultado no Condado de Yuba não seguiu exatamente essa expectativa inicial.
Segundo o site SlashGear, o bairro é composto por cinco casas de 93 metros quadrados, equivalentes a 1.000 pés quadrados, localizadas ao norte de Sacramento. A responsável pelo projeto é a empresa 4Dify.
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Cada residência foi produzida por uma impressora de concreto avaliada em cerca de US$ 1,5 milhão. A primeira unidade levou aproximadamente 24 dias para ser impressa.
Processo pode cair para 10 dias, mas preço chama atenção
A 4Dify prevê que, no futuro, todo o processo de impressão poderá ser concluído em cerca de 10 dias. Apesar dessa expectativa de redução no tempo de produção, o dado que mais chama atenção é o valor cobrado pelas unidades.
De acordo com o SlashGear, a primeira casa foi colocada à venda por US$ 375.000. O preço médio de uma casa no Condado de Yuba é de US$ 450.000, o que pode sugerir vantagem inicial.
No entanto, a análise muda ao considerar o custo por metro quadrado, principal indicador de comparação no mercado imobiliário local.
Custo de US$ 375 por metro quadrado supera média local de US$ 268
Com 93 metros quadrados e preço total de US$ 375.000, as casas impressas em 3D da 4Dify alcançam US$ 375 por metro quadrado. Segundo dados da RedFin, o preço médio por metro quadrado no Condado de Yuba é de US$ 268.
Com esse valor, as estruturas de concreto da empresa apresentam custo comparável ao de uma casa personalizada de 232 metros quadrados nos subúrbios noroeste de Chicago.
Essa comparação não considera possíveis riscos de manutenção ou seguro associados a um novo tipo de moradia, que pode apresentar problemas imprevisíveis ao longo do tempo.
Redução de desperdício não garante economia ao consumidor
É fato que o processo de construção das casas impressas em 3D utiliza menos tempo e menos trabalhadores do que uma construção tradicional, além de poder reduzir drasticamente o desperdício de materiais.
Mesmo assim, enquanto empresas como a 4Dify não reduzirem os preços por meio da produção em larga escala, o modelo tende a permanecer limitado. No melhor cenário, configura-se como experimento habitacional; no pior, como novidade cara no mercado imobilário.
Assim, apesar da promessa inicial de tornar moradias mais acessíveis, o projeto no Condado de Yuba indica que o custo final ainda não acompanha totalmente o discurso de economia ao consumidor final, mantendo as casas impressas em 3D como alternativa em fase de consolidação.

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