Inaugurada em 2022 em Chongqing, a estação Hongyancun integra a Linha 9, superou a ucraniana Arsenalna e mostra como o relevo montanhoso da cidade levou o metrô a avançar 116 metros abaixo da superfície
A estação Hongyancun, em Chongqing, na China, chega a 116 metros abaixo da superfície, foi inaugurada em 2022 e pode exigir até 8 minutos de caminhada antes do embarque. Mas também tem estações de trem no Brasil que chega a surpreender pela profundidade.
Estações mais profundas do mundo: Estação Hongyancun fica em cidade construída em camadas
Chongqing, no sudoeste da China, é uma das maiores e mais singulares metrópoles do país, com população urbana superior a 23 milhões de habitantes. A cidade chama atenção pela arquitetura futurista erguida em camadas nas montanhas.
Nesse cenário, a estação Hongyancun se tornou um dos exemplos mais chamativos da relação entre transporte urbano e relevo. A estrutura integra a Linha 9 do sistema metroviário local e opera desde 2022.
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Com 116 metros de profundidade, a estação passou a ser considerada a mais profunda do mundo. O marco superou a estação Arsenalna, na Ucrânia, que antes ocupava essa posição entre as estações subterrâneas.
Caminho até o trem pode levar 8 minutos
A profundidade da estação Hongyancun afeta a rotina dos passageiros. Dependendo do trajeito escolhido dentro da estrutura, o deslocamento até a área de embarque pode levar até 8 minutos.
Para reduzir o esforço no percurso interno, a estação conta com esteiras, escadas rolantes e elevadores. Ainda assim, o tamanho vertical da obra impõe uma experiência incomum antes mesmo da entrada no trem.
A estrutura foi planejada com foco em segurança e eficiência. O projeto inclui sistemas avançados de ventilação, resistência a abalos sísmicos e múltiplas entradas, criadas para melhorar o fluxo de passageiros.
Obra nasceu da geografia de Chongqing
A construção da estação Hongyancun não teve como objetivo principal criar um recorde mundial. A profundidade surgiu da necessidade de adaptar o metrô às condições físicas da cidade.
Chongqing tem relevvo acidentado, com montanhas e rios que dificultam a expansão urbana tradicional. Para vencer essas barreiras, a solução encontrada foi avançar de forma intensa pelo subsolo.
Essa característica ajuda a explicar por que a estação se destaca em comparação com outras estruturas metroviárias. O projeto responde a um ambiente urbano complexo, marcado por desníveis e ocupação em diferentes camadas.
Brasil tem estação em funcionamento com 52 metros
No Brasil, a estação mais profunda em funcionamento é a Santa Albina, da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.
Ela chega a 52 metros abaixo da superfície, menos da metade da profundidade registrada em Chongqing.
Esse cenário deve mudar nos próximos anos. Cinco estações de trem com obras iniciadas estão previstas para conclusão entre 2026 e 2029, ampliando a presença de estruturas profundas no país.
São Paulo deve liderar essa lista, com quatro estações acima de 60 metros de profundidade. A maior delas será Itaberaba/Hosp. Vila Penteado, com 65,71 metros.
Também aparecem Higenópolis/Mackenzie, com 64,86 metros, Bela Vista, com 60,86 metros, e PUC/Cardoso de Almeida, com 60,51 metros. Todas ficam acima da marca atual registrada no Rio.
Salvador terá estação de 55 metros
A quinta futura estação mais profunda do Brasil fica em Salvador. A estação Campo Grande terá 55 metros de profundidade e ligará a região do Centro da capital baiana.
O tramo IV do metrô terá 1,1 km de extensão, no subsolo do Centro Antigo de Salvador. O traçado começa na Estação da Lapa e segue sob a Avenida Joana Angélica e o Politeama.
O empreendimento tem custo estimado de R$ 1,518 bilhão, com verbas liberadas pelo novo PAC. Também em Salvador, a estação Campo da Pólvora possui 35 metros de profundidade.
Essa medida equivale a um prédio de 12 andares. Atualmente, Campo da Pólvora é a estação em funcionamento mais profunda do Nordeste.
Com informações de A Tarde.

