A medida da CSN preocupa os moradores devido à proximidade das áreas residenciais ao Mina Casa de Pedra em Congonhas
Em reunião semelhante a realizada que aprovou a instalação do polo de mineração do Tâmisa, na Serra do Curral, no último dia 29 de abril, a CMI (Câmara de Atividade Minerária) do Copam (Conselho de Política Ambiental) aprovou também o aumento de 50% na capacidade de produção da CSN na Mina Casa de Pedra, Congonhas, na região central de Minas Gerais.
Em Congonhas encontra-se uma das maiores barragens de rejeitos da América Latina, o que desperta a preocupação dos moradores pela proximidade das acomodações ao empreendimento da Mina Casa de Pedra.
O programa da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que prevê o aumento de 50% na produção do Mina Casa de Pedra em Congonhas, culminou em uma mineradora produzindo 5 milhões de toneladas por ano no beneficiamento de minério de ferro. Atualmente, a produção de Congonhas é de cerca de 10 milhões de toneladas por ano. A elevação da produção das minas da CSN, na maior área de barragens da América Latina gera preocupação na população.
O diretor de Meio Ambiente da Unaccon (União das Associações Comunitárias de Congonhas), Sandoval de Souza Filho, considerou que os aumentos de “cinco em cinco, de dez em dez” mais preocupante.
A preocupação ambiental está fundamentada em um comunicado ao mercado, no qual a CSN afirmou que quer “cobrir a crescente e demanda por minérios de ferro com alta qualidade” e, para isso acontecer, deve-se ter grandes projetos de expansão, que a empresa acredita que vão se elevar de R$ 33 milhões por ano para R$ 108 milhões de toneladas por ano, de processamento de minério de ferro até 2033.
Mina Casa de Pedra utiliza plano brownfield
De acordo com a Mina Casa de Pedra em Congonhas, o plano é o “plano de expansão brownfield” que vai gerar valor através da recuperação total de 180 milhões de toneladas de resíduos atualmente armazenados em barragens, como parte de seu programa de desintegração.
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Estima-se que os citados projetos de reabilitação de rejeitos nas barragens proporcionem um aumento de produção de 8 milhões de toneladas por ano, com investimento estimado de R$ 1,1 bilhão no período de 5 anos, previu a Mina Casa de Pedra, Congonhas, em documento com foco em acionistas.
“O que estamos discutindo não é o aumento, é a forma como a (CSN) está fazendo sua expansão. Assim, toda a história se dispersa. Sim, o aumento de 5 milhões de toneladas por ano é pequeno, mas não estão jogando abertos ao público, conversando com o mercado sobre algo e não licenciando o que querem fazer”, anunciou Sandoval Filho.
Suppri considera de grande importância a expansão da Mina Casa de Pedra
De acordo com a visão da Suppri (Superintendência de Projetos Prioritários), a indústria beneficiada pelo aumento da CSN na Mina Casa de Pedra, Congonhas, será importante para o melhor aproveitamento dos combustíveis fósseis e redução da produção de rejeitos, eliminando a necessidade de novas instalações de armazenamento e aumento da capacidade. A mesma vai ampliar a produção na Mina Casa de Pedra e vai liberar elevado volume de minério de ferro sob os, garantindo a continuidade da produção da planta central.
CSN solicita licença excluindo todos os contratos anteriores
Apesar de todas as mudanças na produção, a CSN Mineração solicitou a emissão de uma licença separada, também chamada de “solteira” pelos conselheiros, excluindo todas as outorgas e alvarás anteriores.
De acordo com a CSN, a ADA (Área Diretamente Afetada) será menor com a expansão “e sem a necessidade de aumentar o uso de água doce no sistema de benefício”, além de “não precisar de novas pressões ou aumento de áreas sem licença”.
O processo estava marcado para uma reunião no mês de março, assim como uma proposta para a instalação da Tâmisa na Serra do Curral. No entanto, a expansão da CSN em Congonhas foi adiada para o mês de abril após conselheiros pedirem uma vista do processo, ou seja, pedir mais tempo de análise no desenvolvimento da empresa Mina Casa de Pedra.

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