Correios seguem negociando novo empréstimo com bancos após autorização para captar até R$ 8 bilhões, mas a estatal afirma que não deve usar todo o limite aprovado, enquanto avança com venda de imóveis, PDV, renegociação de passivos e fechamento de agências para equilibrar o caixa.
Os Correios seguem negociando com bancos a contratação de um novo empréstimo dentro do plano de reestruturação financeira da estatal, informou nesta quinta-feira (23) o presidente da empresa, Emmanoel Rondon. Apesar da autorização do Conselho Monetário Nacional, em fevereiro, para captação de até R$ 8 bilhões, a companhia descarta, por ora, usar todo esse limite.
Correios descartam uso integral do teto aprovado
Rondon afirmou que as medidas já adotadas para recomposição financeira ampliaram a liquidez da estatal. Com isso, o valor de um eventual novo crédito deve ser menor que o teto autorizado pelo CMN.
A nova negociação faz parte da continuidade do plano de ajuste das contas da empresa. A estatal busca reforçar o caixa sem recorrer, neste momento, ao valor máximo disponível.
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Empréstimo anterior somou R$ 12 bilhões
Na primeira fase do plano, os Correios captaram R$ 12 bilhões junto a um pool de bancos no fim de 2025. Os recursos foram usados para garantir liquidez imediata, regularizar o fluxo financeiro e quitar obrigações em atraso.
A operação também teve como objetivo recuperar a credibilidade da empresa com fornecedores, empregados e clientes. As operações de crédito contam com garantia da União, com o Tesouro Nacional responsável por cobrir eventuais inadimplências.
Venda de imóveis deve reforçar caixa
Entre as medidas em andamento, os Correios realizam leilões de imóveis sem uso operacional. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias.
A iniciativa também busca reduzir custos de manutenção. A venda desses ativos integra o conjunto de ações voltadas ao equilíbrio do caixa da estatal.
PDV teve adesão abaixo do previsto
Outra frente do plano foi a reabertura do Programa de Demissão Voluntária, em janeiro de 2026. A expectativa inicial era de adesão de 10 mil empregados, mas 3.181 funcionários optaram pelo desligamento.
O número representa cerca de 30% do público-alvo previsto pela empresa. A reestruturação dos Correios ainda prevê o reequilíbrio do plano de saúde, a renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da companhia.

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