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Como gerar energia solar à noite? a tecnologia esquecida que pode revolucionar o mundo com eletricidade limpa 24h e desafiar painéis solares tradicionais

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 20/04/2026 às 18:01
Atualizado em 20/04/2026 às 18:10
Assista o vídeousina de energia solar concentrada com torre central e espelhos no deserto ao entardecer
Usina de energia solar concentrada permite geração de eletricidade mesmo após o pôr do sol
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Tecnologia pouco conhecida promete energia limpa contínua mesmo sem sol e pode redefinir o futuro da matriz energética global

Desde os anos 70, a busca por fontes renováveis eficientes já despertava fascínio ao redor do mundo. Naquela época, como mostrou um documentário clássico, as células fotovoltaicas já eram vistas como uma solução quase perfeita — afinal, conseguiam converter luz diretamente em eletricidade, sem partes móveis. No entanto, havia um problema crucial: o custo era absurdamente alto. Um único conjunto de fotocélulas podia custar cerca de 250 mil dólares, gerando energia suficiente para apenas três ou quatro famílias.

Diante desse cenário, uma tecnologia concorrente começou a ganhar espaço e chamar atenção: a energia solar concentrada, também conhecida como CSP (Concentrated Solar Power). Diferente dos painéis solares tradicionais, essa abordagem utiliza grandes espelhos para refletir e concentrar a luz do sol em um único ponto, gerando calor intenso que pode ser transformado em eletricidade.

A informação foi divulgada por “DW Planet A”, conforme reportagem detalhada sobre a evolução da energia solar, que reúne análises de especialistas e dados históricos do setor energético global.

Como funciona a energia solar concentrada e por que ela pode operar até durante a noite

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Ao contrário do que muitos imaginam, a energia solar não precisa parar quando o sol se põe. E é justamente aqui que a tecnologia CSP se destaca. Em usinas desse tipo, milhares de espelhos acompanham o movimento do sol ao longo do dia, refletindo seus raios para o topo de uma torre.

Nesse ponto específico, o calor é intensificado em cerca de 1000 vezes, aquecendo um fluido — geralmente sal fundido — até temperaturas extremamente altas. Esse material aquecido é então utilizado para gerar vapor, que movimenta turbinas e produz eletricidade, de forma semelhante às usinas tradicionais, porém sem queimar combustíveis fósseis.

Além disso, há um diferencial decisivo: o armazenamento térmico. O sal fundido aquecido pode ser armazenado em grandes tanques, perdendo apenas 1°C por dia. Isso significa que a energia captada durante o dia pode ser utilizada horas depois, inclusive à noite ou em momentos de alta demanda.

Consequentemente, essa tecnologia permite algo que os painéis solares convencionais não conseguem: fornecimento contínuo de energia, mesmo sem luz solar direta.

Desafios, fracassos bilionários e o possível renascimento da tecnologia no cenário global

Apesar do enorme potencial, a energia solar concentrada enfrentou diversos obstáculos ao longo das últimas décadas. Um dos casos mais emblemáticos foi o projeto Crescent Dunes, nos Estados Unidos, que custou cerca de 1 bilhão de dólares e prometia abastecer até 75 mil residências.

Entretanto, o projeto apresentou falhas técnicas recorrentes, principalmente relacionadas ao sal fundido. Em alguns casos, o material solidificava dentro dos tubos, causando paralisações. Em uma ocasião, a usina ficou inativa por oito meses. Em outra, um vazamento contaminou o solo, levando à desmontagem completa da torre. Como resultado, o projeto foi encerrado, prejudicando a reputação da tecnologia.

Enquanto isso, a energia fotovoltaica avançava rapidamente. Em pouco mais de uma década, o custo da eletricidade gerada por painéis solares caiu cerca de 90%, impulsionado principalmente por políticas públicas e pela expansão da indústria na China.

Atualmente, a diferença de escala é gigantesca: existem cerca de 1.700 gigawatts de capacidade instalada em energia solar fotovoltaica, contra apenas 7 gigawatts de usinas CSP no mundo.

Ainda assim, o cenário pode estar mudando. Nos últimos anos, a China tem investido fortemente na tecnologia, com cerca de 30 novas usinas em desenvolvimento. Isso ocorre porque o país exige que projetos renováveis com capacidade de 1 GW incluam pelo menos 10% de armazenamento de energia.

Dessa forma, surge uma estratégia híbrida: durante o dia, a energia barata dos painéis solares é utilizada, enquanto o calor gerado pela CSP é armazenado para uso noturno.

Especialistas apontam que essa combinação pode ser essencial para garantir estabilidade nas redes elétricas, especialmente à medida que aumentamos o uso de fontes intermitentes como solar e eólica.

Portanto, embora a energia solar concentrada tenha perdido a disputa para os painéis tradicionais no passado, ela pode ter encontrado um novo papel: atuar como uma solução eficiente de armazenamento e fornecimento contínuo de energia limpa.

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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