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Com mais de 90 metros, gigante flutuante sem motor da NASA mede 310 pés, carrega a espinha dorsal do foguete SLS, tem 3 geradores de 200 kW e leva até 6 dias cruzando rios e mar rumo às missões lunares do Artemis

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 27/02/2026 às 18:36
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
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Bastidores do programa Artemis incluem barca rebocada que leva o core stage do SLS por rios e litoral, com dimensões de quase 100 metros, convés adaptado e geração própria de energia, conectando fabricação, testes e montagem final antes de o foguete aparecer no complexo de lançamento.

Uma etapa pouco visível sustenta a chegada do foguete Space Launch System (SLS) ao complexo de lançamento: o transporte do core stage, estágio central que concentra tanques e sistemas críticos, feito pela barca Pegasus, uma plataforma flutuante rebocada e sem motores próprios, mantida pela NASA.

Baseada na infraestrutura associada ao Michoud Assembly Facility, na região de Nova Orleans, a Pegasus funciona como convés de carga dedicado a componentes volumosos e sensíveis, operando com rebocadores e embarcações de apoio para cumprir rotas entre fábricas, centros de teste e a montagem final.

Ainda que a atenção pública se concentre no foguete, a agência descreve a Pegasus como parte direta da logística do Artemis, programa que conduz as missões lunares, ao conectar a produção em Michoud aos ensaios no Stennis Space Center e à integração no Kennedy Space Center.

Barca Pegasus sem motor e transporte do core stage do SLS

Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.

Segundo fichas técnicas publicadas pela NASA, a Pegasus não tem motores instalados para propulsão e precisa ser deslocada por rebocadores, uma escolha que prioriza estabilidade e previsibilidade no transporte de uma carga que não pode sofrer deformações ou danos durante a travessia.

O porte explica por que a embarcação chama atenção mesmo fora do noticiário de lançamentos: ela mede 310 pés de comprimento, equivalente a 94,4 metros, e tem 50 pés de largura, cerca de 15,24 metros, dimensões projetadas para acomodar estruturas longas.

No convés, a área útil é menor do que o comprimento total, mas continua ampla para padrões de logística industrial, com 240 pés de comprimento por 36 pés de largura e 41 pés de altura útil, espaço pensado para amarração e acomodação do core stage.

Rota Michoud–Stennis–Kennedy na logística do programa Artemis

Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.

Na rota descrita pela própria agência, o core stage pode sair de Michoud rumo ao Stennis Space Center, no Mississippi, onde ocorrem testes, antes de seguir ao Kennedy Space Center, na Flórida, para integração do veículo no Vehicle Assembly Building (VAB).

A NASA também divulga referências de tempo para planejar a movimentação: o trajeto entre Michoud e Stennis leva aproximadamente um dia, enquanto o trecho de Stennis até Kennedy pode durar cerca de seis dias, dependendo das condições operacionais da viagem.

Embora esses prazos sejam apresentados como estimativas, registros de missões anteriores mostram que o deslocamento pode variar, e a chegada do primeiro core stage a Kennedy, por exemplo, foi descrita por veículos especializados como uma viagem de quase cinco dias a partir de Stennis.

Geradores de 200 kW e suporte elétrico durante a travessia

Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.

Para sustentar a operação durante o percurso, a documentação técnica da NASA informa que a Pegasus conta com três geradores de 200 quilowatts, responsáveis por fornecer energia a bordo, um recurso ligado a necessidades de suporte e rotinas de transporte do hardware.

Esse detalhe reforça que a barca funciona como plataforma ativa de logística, e não apenas como “casco” de carga, já que a viagem envolve monitoramento, procedimentos de segurança e uma preparação cuidadosa para manter a integridade de um componente central do foguete.

Por outro lado, a ausência de propulsão própria mantém a Pegasus dependente de rebocadores e de uma coordenação detalhada de navegação por rios e trechos costeiros, o que ajuda a explicar por que a programação do Artemis inclui etapas que começam muito antes da contagem regressiva.

Ampliação da Pegasus para acomodar o estágio central do SLS

A barca passou por adaptações para atender ao SLS, e a NASA registra em suas fichas e materiais de referência que a Pegasus foi alongada de 260 pés para 310 pés, ajuste feito para acomodar o core stage, cuja extensão excede cargas associadas a programas anteriores.

Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.
Barca Pegasus, da NASA, transporta o core stage do SLS por até seis dias rumo às missões lunares do programa Artemis.

Ao detalhar o papel da embarcação, a agência também destaca que a Pegasus foi concebida para transportar o estágio central “pronto para voo” até Stennis para testes e, em seguida, a Kennedy, onde a integração com outros elementos do SLS ocorre antes do deslocamento final ao complexo de lançamento.

Nesse fluxo, o core stage chega ao VAB para compor o conjunto com outros componentes do SLS e, quando aplicável ao perfil da missão, com a espaçonave Orion, seguindo a lógica de uma cadeia industrial em que transporte, inspeção e montagem precisam operar no mesmo compasso.

Enquanto o foguete concentra a vitrine tecnológica, a Pegasus evidencia um lado pragmático do programa lunar: mover uma estrutura gigantesca por água, com estabilidade e prazos coordenados, para que o hardware chegue inteiro ao ponto de partida e esteja apto a testes e integração.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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