1. Início
  2. / Construção
  3. / Com 55 km sobre o mar, custo de US$ 20 bilhões e aço bastante para construir 60 Torres Eiffel, a maior obra da China uniu Hong Kong, Zhuhai e Macau em uma ponte colossal que desafia a lógica da engenharia
Tempo de leitura 5 min de leitura Comentários 9 comentários

Com 55 km sobre o mar, custo de US$ 20 bilhões e aço bastante para construir 60 Torres Eiffel, a maior obra da China uniu Hong Kong, Zhuhai e Macau em uma ponte colossal que desafia a lógica da engenharia

Escrito por Ana Alice
Publicado em 03/04/2026 às 12:17
Atualizado em 03/04/2026 às 12:20
Assista o vídeoConheça a travessia de 55 km entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, com túnel submarino e impacto na mobilidade e na logística regional. (Imagem: Ilustrativa)
Conheça a travessia de 55 km entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, com túnel submarino e impacto na mobilidade e na logística regional. (Imagem: Ilustrativa)
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
  • Reação
257 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Uma travessia marítima que reúne ponte, túnel submarino e ilhas artificiais em um dos principais projetos de infraestrutura do sul da China, com impacto direto na mobilidade regional e na integração entre Hong Kong, Zhuhai e Macau.

A ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau passou a operar em 24 de outubro de 2018 e conectou, por via terrestre, Hong Kong, Zhuhai e Macau pelo estuário do Rio das Pérolas, no sul da China.

Com 55 quilômetros de extensão no conjunto da travessia, a estrutura reduziu o tempo de deslocamento entre áreas estratégicas da região.

Dados oficiais indicam que a obra consumiu 420 mil toneladas de aço, volume frequentemente comparado ao necessário para construir cerca de 60 Torres Eiffel.

O custo total mais citado é de US$ 18,8 bilhões, embora parte da cobertura internacional tenha arredondado o valor para US$ 20 bilhões.

A ligação não é formada apenas por uma ponte convencional.

O projeto reúne pontes, vias de acesso, ilhas artificiais e um túnel submarino.

Na prática, trata-se de um corredor rodoviário criado para integrar três centros com perfis econômicos distintos: Hong Kong, com forte presença dos setores financeiro e de serviços; Macau, voltada sobretudo ao turismo e ao entretenimento; e Zhuhai, cidade da província de Guangdong com atividade industrial e tecnológica.

Segundo autoridades chinesas e do governo de Hong Kong, a travessia integra a estratégia de fortalecimento da chamada Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, região tratada como um dos principais polos de desenvolvimento econômico do país.

A obra passou, assim, a ter função logística e regional, além do papel simbólico atribuído por governos locais ao avanço da infraestrutura chinesa.

Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau: como funciona a travessia

Embora o trecho sobre a água seja a parte mais conhecida, a Hong Kong–Zhuhai–Macau Bridge é um sistema mais amplo.

O empreendimento inclui uma ponte principal de 30 quilômetros, um trecho de 23 quilômetros de ponte dentro do sistema total, além de um túnel submarino de 7 quilômetros e conexões viárias em cada uma das três cidades.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O túnel foi incorporado ao projeto para permitir a passagem de grandes embarcações em uma área de tráfego marítimo intenso.

Já as duas ilhas artificiais fazem a ligação entre a parte submersa e os trechos elevados da travessia.

Esses elementos foram integrados para manter a circulação rodoviária sem interromper a navegação no estuário.

De acordo com material oficial do governo de Hong Kong, a estrutura foi projetada com vida útil de 120 anos.

O projeto também considerou condições severas da região, como tufões, correntes marítimas fortes e intensa movimentação de cargas.

Por isso, a construção exigiu soluções de engenharia adaptadas ao ambiente marítimo e ao volume de tráfego esperado.

Redução do tempo de viagem entre Hong Kong, Zhuhai e Macau

Um dos efeitos mais imediatos da obra foi a diminuição do tempo de deslocamento entre Hong Kong, Zhuhai e Macau.

Antes da ligação direta, parte desses percursos dependia de balsas ou de trajetos rodoviários mais longos.

Com a abertura da travessia, o acesso entre as cidades passou a ocorrer por uma rota mais curta.

Dados oficiais do governo de Hong Kong apontam que a viagem entre Zhuhai e o aeroporto internacional de Hong Kong caiu de cerca de quatro horas para 45 minutos.

No caso do deslocamento entre Zhuhai e o terminal de contêineres de Kwai Tsing, o tempo informado passou de 3,5 horas para 75 minutos.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

A mudança ampliou a conexão terrestre entre a porção oeste do Delta do Rio das Pérolas e Hong Kong.

Além de reduzir o tempo de viagem, a ponte passou a ser usada em escala crescente.

Em 2024, o posto fronteiriço ligado à travessia registrou 28,47 milhões de passageiros e 4,29 milhões de veículos no lado de Hong Kong.

No mesmo período, autoridades chinesas informaram mais de 27 milhões de viagens de entrada e saída de passageiros pelo porto de Zhuhai.

Os números indicam aumento na circulação regional de pessoas e mercadorias após os primeiros anos de operação.

Obra da China levou anos de planejamento e construção

A execução do projeto levou praticamente uma década.

Material oficial resume o processo como seis anos de preparação e nove anos de construção.

Registros públicos situam o início das obras em dezembro de 2009, com conclusão estrutural em fevereiro de 2018 e inauguração em outubro do mesmo ano.

Ao longo da construção, o cronograma foi alterado e o custo aumentou em relação às previsões iniciais.

Reportagens da imprensa internacional registraram que a abertura ao público ocorreu depois de adiamentos sucessivos.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O empreendimento também foi alvo de questionamentos relacionados a impacto ambiental, segurança do trabalho e controle de qualidade em partes da obra, sobretudo no lado de Hong Kong.

Esses episódios fizeram com que a ponte fosse analisada sob diferentes aspectos durante sua execução.

De um lado, autoridades apresentaram o projeto como peça central da integração regional.

De outro, houve cobrança pública sobre custo, prazo e fiscalização.

Ainda assim, a estrutura foi concluída e entrou em operação como a mais longa travessia marítima por ponte-túnel do mundo, segundo documentação oficial do projeto e registros da cobertura internacional à época da inauguração.

Integração regional e impacto econômico da travessia

A relevância da obra vai além da mobilidade entre as três cidades.

Segundo o governo de Hong Kong, a ligação fortalece a conexão entre as margens leste e oeste do Rio das Pérolas, facilita o transporte de passageiros e cargas e amplia a integração econômica da Grande Baía.

Com isso, a travessia passou a ocupar posição estratégica em uma região que concentra parte relevante da atividade produtiva chinesa.

No plano operacional, a ponte encurtou rotas e aproximou áreas com funções complementares.

(Imagem: tmlau/Shutterstock)
(Imagem: tmlau/Shutterstock)

Hong Kong mantém papel importante nos serviços e nas finanças, Macau concentra parte significativa da atividade turística e Zhuhai integra a expansão industrial e tecnológica de Guangdong.

A ligação terrestre entre esses pontos passou a atender tanto ao deslocamento diário quanto ao fluxo comercial.

Os números do projeto também ajudam a dimensionar sua escala.

O uso de 420 mil toneladas de aço, a construção de ilhas artificiais e a implantação de um túnel submarino em mar aberto colocaram a obra entre as maiores iniciativas de infraestrutura da China nas últimas décadas.

Por esse conjunto de características, a Hong Kong–Zhuhai–Macau Bridge passou a ser tratada por autoridades e pela cobertura internacional como um dos principais projetos de integração física do sul do país.

Inscreva-se
Notificar de
guest
9 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Wilson
Wilson
07/04/2026 19:42

É muito fácil para China fazer essas obras eles tem matéria prima de sobra levado aqui do Brasil “praticamente de graça “

Antônio Migliano
Antônio Migliano
04/04/2026 07:55

Com o preço do aço “vendido” pelo Brasil a preço de **** ela pode fazer !!!! Em troca a China deveria “dar” para cada família brasileira um carro elétrico de graça!!!!

Carlos
Carlos
Em resposta a  Antônio Migliano
05/04/2026 07:19

Daqui a pouco vc fala que deveria vender aos EUA que iriam pagar menos que a China pelo aço brasileiro

Christiano Sunderhus Filho
Christiano Sunderhus Filho
Em resposta a  Carlos
05/04/2026 08:50

Lembremos que a mão de obra chinesa é muito barata, e, lá quem manda é o capitalismo selvagem do PCChines!! Pura exploração!!

Antônio
Antônio
Em resposta a  Christiano Sunderhus Filho
06/04/2026 17:55

Mão de obra barata, capitalismo selvagem, pura exploração, a favor de quem do povo Chinês ou de quem? De alguns corruptos que vendem a pátria à nações estranhas como aqui entre nós?

Fernando
Fernando
Em resposta a  Antônio
07/04/2026 01:51

China de parabéns!
Qdo ingleses estavam lá, era só miséria, ópio e corrupção.

Jorge
Jorge
Em resposta a  Carlos
07/04/2026 03:42

Vender nada, sevde7xar tona colo querem tomar Ormuz, ja tentaram tomar Keait, e o olho grande na região de essequibo (França e EUA) de olho em petróleo, ouro e minérios. São igual zput8n, Rússia quer tudo pra ela, um país de 17 milhões km■ 60% de solo aproveitável, shernobil ja acabou a contaminação e ficam querendo terras da Ucrânia q e só 604 mil km■…. “A Guerra é a continuação da Política por outros meios, e a Política a continuação da Economia tb por outris meios. ” Essas incurssões e treinamentos dis EUA na Floresta e Selva Amazônica nunca me cheirou bem, mao subestimo nunca. Varredura e conhecimento do solo. E Brasil nao aguenta 2 horas de Guerra ,tem a Embraer ,mas nao investe em tecnologia arnamentista e bBélica em geral e IA pra Defesa das Forças Armadas e sucateafa ,comprando poucos Gripens da Suécia q ja quer parar de vender e oficiais das forças atuais inclusive Aeronáutica pedindo baixa porwye trabalhar em aviação comercial paga melhor, menos cobrança e tem folga. E não tem doutrina hierárquica estoicismo. Uns pedindo baixa, exoneração das forças especiais. Falta de incentivo e sugam nossa alma. Nosso sono, nossa transito, Oaz, amor por pátria nâo sustenta família nem paga boletos nem segura relacionamento saudável nao. Deveriam falar dis suicídios em geral nas FFAAs e forças policiais em geral. E quantos ficam doentes etc. Imposto de renda e previdência comem 37% do salário ****. Um salário de 9.500,00 num sobra 6 mil vem plano de saúde, ai tiver empréstimo, associação, pensão e ainda liberam 35,% de margem consignável sobre o **** e empréstimo em firna de cartão… incetiva o servidor gastar e se endividar e cade psicólogos inclusive pra wuem se aposentar e geralmente adoentado e ou adoecido pelo Sitema. Sociedade,maioria só críticas. Realidade ,o óbvio. Infelizmente.

Wilson
Wilson
Em resposta a  Carlos
07/04/2026 19:49

Não é esse o problema, o problema é a desvantagem de capacidade de negociação, um governo com mais de 1500 anos de cultura fazendo negócio com um governo ****, é que nem tomar doce de criança

Jorge
Jorge
Em resposta a  Antônio Migliano
07/04/2026 03:22

Concordo plenamente, o ferro sai da Vale,no Pará ( paraopebas), vai de trem até o Maranhão, e vai prs China de navio e Canadá a preço ínfimo e vontade pra nos caríssimo, e nesse meio vai ouro. E a Serra Pelada se tornou um atrativo de extração de paladium,por empresa estrangeira, um excelente endurecedor de metais e no meio vem ouro tb… obrigado FHC por ter vendido bem barato q7ase doado a Vale do Rio Doce. Hj Vale!… (in memorian).
Obs.: cerca de 350 a 400 anos ainda decretação de minérios na Vale. Logo privatizar Correios, SUS, q ja usa hospitais particulares, Pertrobrás ,etc. Mas q Drus tenja misericórdia. Com Vorcaro(Banco Master) BRB pode voltar aos trsmites de possivel privatização. .
Brasil, país das maravilhas, mas maravilhas so pra políticos e empresas multinacionais. E aqui tem pessias inteligentisdimas pra pra serem reconhecidas e conseguirem uma patenteaçao , vai poros EUA, Europa…e invenções como a Polalamina,cortam verbas. Cientistas se desdobram, e a Brasileira q inventou a caneta q detecta células cancerígenas ,tá nos EUA tb. Nossa soja maioria vai pra China, China tomando conta do agro no Goiás, faz ferrovias, e se nao vigiarmos qualquer hora perderemos a Amazônia e o aquífero guarani e outro aquífero q descobriram mais recentemente porqte países inclusive europeus sao pobres rm água doce e potável nós somos privilegiados e abençoados, mas muito mal administrado e esse câncer chanado corrupção. Infelizmente! Trste,mas é a realidade.

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

Compartilhar em aplicativos
Baixar aplicativo
Ir para o vídeo em destaque
9
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x