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Com 18 níveis escavados na rocha e capacidade para 20 mil pessoas, a gigantesca cidade subterrânea da Turquia era um refúgio completo com igrejas, escolas, água e ventilação, criado para manter uma população inteira escondida e protegida

Escrito por Ana Alice
Publicado em 01/05/2026 às 23:52
Derinkuyu, na Turquia, impressiona com 18 níveis subterrâneos, sistema de ventilação e espaço estimado para 20 mil pessoas.
Derinkuyu, na Turquia, impressiona com 18 níveis subterrâneos, sistema de ventilação e espaço estimado para 20 mil pessoas.
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Derinkuyu revela como antigas comunidades da Capadócia transformaram o subsolo em uma estrutura de abrigo, circulação, armazenamento e vida coletiva, em um complexo que segue atraindo atenção de pesquisadores e visitantes.

A cidade subterrânea de Derinkuyu, na Capadócia, integra o conjunto de estruturas escavadas em rocha que ajudaram a tornar essa região da Turquia uma referência em ocupações subterrâneas antigas.

Localizado na província de Nevşehir, o complexo chega a cerca de 85 metros de profundidade e reúne ambientes associados à permanência de grupos numerosos no subsolo, como áreas de armazenamento, estábulos, cozinha, igreja, refeitório e uma escola religiosa.

A capacidade para até 20 mil pessoas aparece em textos de divulgação histórica e em reportagens internacionais, mas deve ser tratada como estimativa, não como contagem comprovada por registro populacional.

A National Geographic, ao tratar de cidades subterrâneas da Capadócia, descreve Derinkuyu como o maior complexo subterrâneo escavado da região e informa que ele poderia abrigar esse número de pessoas em períodos de refúgio.

O local também faz parte da área reconhecida pela Unesco no conjunto “Parque Nacional de Göreme e sítios rupestres da Capadócia”.

Segundo a organização, cidades subterrâneas como Kaymaklı e Derinkuyu foram usadas como locais de abrigo em diferentes momentos históricos, especialmente em contextos de ameaça e deslocamento na Anatólia.

Cidade subterrânea de Derinkuyu foi escavada na rocha da Capadócia

Derinkuyu foi construída em um ambiente geológico favorável à escavação.

A Capadócia é marcada por formações de origem vulcânica e por rochas que permitiram a abertura de túneis, salas e passagens.

Essa condição natural explica a presença de moradias, igrejas e cidades subterrâneas em diferentes pontos da região.

A arquitetura do complexo não se limita a corredores de passagem.

No interior da cidade, há espaços que indicam planejamento para permanência temporária, circulação interna e proteção.

O portal Turkish Museums, ligado à divulgação oficial de museus da Turquia, informa que Derinkuyu possui estruturas como estábulo, adega, refeitório, igreja e cozinha, além de uma escola missionária no segundo pavimento.

A presença desses ambientes sugere que o subsolo não era usado apenas como esconderijo imediato.

Em situações de risco, a população podia se deslocar para áreas internas com suprimentos, animais e objetos necessários à rotina básica.

A organização do espaço, portanto, estava ligada à sobrevivência coletiva durante períodos de isolamento.

Sistema de ventilação ajudava a manter o ar nos túneis

A circulação de ar era uma condição essencial para o funcionamento de Derinkuyu.

Poços verticais conectavam os níveis subterrâneos e permitiam que o oxigênio chegasse às áreas internas mesmo quando acessos principais eram fechados.

Sem esse sistema, a permanência de muitas pessoas em salas profundas teria sido limitada.

Fontes acadêmicas sobre a cidade descrevem a existência de dezenas de canais de ventilação, frequentemente citados como cerca de 52 poços.

Esses dutos ajudavam a distribuir ar entre diferentes setores e, em alguns casos, também aparecem associados ao abastecimento de água dentro do complexo.

A estrutura dos poços mostra que a ventilação fazia parte do desenho da cidade.

Depósitos, áreas de convivência, cozinhas e passagens precisavam se conectar a zonas com ar renovado.

Em uma ocupação subterrânea, esse tipo de solução tinha função prática e determinava quais espaços poderiam ser usados por mais tempo.

Portas de pedra reforçavam a defesa da cidade subterrânea

O sistema defensivo de Derinkuyu incluía grandes portas circulares de pedra, usadas para bloquear passagens a partir do lado interno.

Esse mecanismo permitia isolar setores da cidade e dificultava o avanço de invasores pelos corredores.

Em vez de depender de muralhas externas, a proteção ocorria dentro da própria rede subterrânea.

As passagens estreitas também tinham papel defensivo.

Túneis baixos e corredores reduzidos limitavam a movimentação de grupos grandes, além de obrigar quem entrasse sem conhecer o caminho a avançar lentamente.

Para os moradores ou usuários habituais do espaço, a familiaridade com o traçado podia facilitar deslocamentos entre níveis e salas.

A Unesco registra que, em períodos posteriores aos primeiros assentamentos monásticos da Capadócia, comunidades passaram a se reunir em vilas trogloditas e cidades subterrâneas como Kaymaklı e Derinkuyu para resistir a invasões.

A informação reforça a função desses espaços como áreas de proteção, sem necessidade de atribuir a eles uma única fase de uso ou um único grupo responsável por toda a construção.

Igreja, escola e áreas de alimentação funcionavam no subsolo

A cidade subterrânea reunia ambientes voltados à vida coletiva.

Entre eles estão uma igreja, áreas de alimentação, depósitos, adegas, estábulos e uma sala descrita como escola missionária.

Segundo o Turkish Museums, essa escola ficava no segundo andar, tinha teto em abóbada e contava com salas de estudo ao lado.

A presença de espaços religiosos e educacionais ajuda a entender a relação entre Derinkuyu e a história cristã da Capadócia.

A região de Göreme e seus arredores preserva igrejas rupestres, conjuntos monásticos e áreas de habitação escavadas na rocha.

Esse contexto aparece no reconhecimento da Unesco, que associa a paisagem local tanto à ocupação religiosa quanto ao uso de ambientes subterrâneos como refúgio.

As áreas de armazenamento tinham função direta na manutenção dos grupos abrigados.

Alimentos, água, animais e utensílios precisavam estar protegidos no interior da estrutura, principalmente quando o acesso à superfície ficava restrito.

Por isso, a cidade combinava espaços de defesa com dependências de uso cotidiano.

Profundidade e níveis de Derinkuyu exigem cautela nos dados

A profundidade aproximada de 85 metros é o dado mais consistente nas fontes consultadas.

O número aparece no portal Turkish Museums e também é repetido por materiais acadêmicos e de divulgação sobre Derinkuyu.

A informação sobre 18 andares é recorrente em textos de divulgação e no turismo, mas não aparece de forma uniforme nas fontes institucionais.

Algumas páginas oficiais priorizam a profundidade, os ambientes preservados e a localização do complexo, sem confirmar a contagem de níveis como dado técnico fechado.

Por esse motivo, a referência foi mantida no título, conforme solicitado, mas tratada no corpo do texto com cautela.

Outro ponto que exige correção é a área total.

O número de 445 km², citado em publicações na internet, não foi confirmado de forma segura em fontes oficiais.

No mapa da Unesco, a área inscrita para a cidade subterrânea de Derinkuyu aparece como 0,25 hectare, dado que se refere ao componente do sítio reconhecido pela organização, não necessariamente à extensão total escavada ou conhecida do complexo.

Visitação em Derinkuyu ocorre em áreas autorizadas

Derinkuyu está aberta à visitação e compõe roteiros turísticos da Capadócia.

A experiência no local envolve corredores estreitos, escadas, salas escavadas e áreas de circulação que ajudam a visualizar como parte da cidade funcionava.

Ainda assim, nem todo o complexo fica disponível ao público.

A limitação de acesso está ligada à preservação e à segurança.

Ambientes subterrâneos podem apresentar restrições por ventilação, estabilidade, umidade, conservação das superfícies e controle de fluxo de visitantes.

Por isso, a visita costuma se concentrar em setores autorizados, enquanto outras áreas permanecem fechadas ou sem acesso regular.

O interesse por Derinkuyu se mantém porque o complexo reúne arqueologia, geologia e história em uma mesma estrutura.

A cidade mostra como populações antigas usaram as características naturais da Capadócia para criar abrigo, armazenar recursos, circular entre ambientes e manter atividades essenciais embaixo da terra.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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