Em uma viagem de 530 km até o litoral sul paulista, o sedã equipado com motor 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm enfrentou serra, uso urbano e carga completa, registrou 11,3 km/l de consumo e revelou desempenho consistente, mas expôs atraso no acelerador e autonomia inferior aos 632 km indicados
O Volkswagen Virtus Comfortline com motor 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm foi usado por 19 dias em uma viagem de 530 km até Itanhaém (SP) e mostrou estabilidade, silêncio e conforto, mas o atraso na resposta do pedal do acelerador foi apontado como o principal ponto negativo durante o uso.
O relato é de Demetrios Cardozo, do AutoEsporte, que ficou responsável por usar o Virtus flex a combustão em um especial de fim de ano.
Ele afirma que não se trata de um texto aprofundado em tecnicidades e relata a experiência prática de viagem e uso urbano com o sedã compacto.
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Comportamento na estrada destaca estabilidade e retomadas após adaptação ao pedal
No dia escolhido para descer a serra rumo ao litoral sul de São Paulo, o Virtus foi usado para buscar a namorada do autor, Marina, e a cachorra dela, Malu, antes de carregar o carro com malas, cadeiras de praia, coolers e compras. O porta-malas de 521 litros foi usado como suporte para a logística da viagem, com acomodação descrita como sem sufoco.
Já na estrada, o Virtus foi descrito como “estável, silencioso e confortável”, especialmente na subida da serra. Segundo o relato, após o motorista se entender com o “famoso delay do pedal acelerador”, as ultrapassagens e retomadas passaram a ocorrer de maneira mais natural.
O conjunto mecânico citado é o motor 1.0 TSI de 128 cv e 20,4 kgfm de torque, descrito como suficiente para levar os 1.213 kg do carro, além de passageiros e bagagem. A ficha técnica apresentada no material-base registra potência de 128 cv a 5.500 rpm e torque de 20,4 kgfm a 2.000 rpm, com câmbio automático de seis marchas e tração dianteira.
O “delay” do acelerador vira ressalva recorrente durante o uso
O atraso na resposta do pedal aparece como um ponto que exigiu adaptação. O autor registra que o tema já era comentado por colegas de redação e relata que, depois de se ajustar à característica, o comportamento em manobras de retomada ficou mais previsível.
Ao final do período de uso, o atraso no acelerador é citado entre os pontos negativos do modelo, ao lado do acabamento “com muito plástico”. Já os pontos positivos listados no material-base incluem conectividade da central multimídia, espaço interno e porta-malas.
Consumo real fecha em 11,3 km/l e alcance projetado fica em 605 km
A viagem e o período de uso também forneceram números de consumo e alcance. No total, foram 530 km rodados com quase um tanque de gasolina. Ao abastecer, entraram 46,9 litros, com autonomia restante de cerca de 75 km. A partir desses dados, o consumo médio anotado foi de 11,3 km/l.
Com base no consumo registrado, o alcance total projetado foi de 605 km. O valor ficou abaixo da autonomia declarada de 632 km indicada no painel do carro, citada no material-base como referência “de acordo com as marcas do Inmetro”, na mesma condição de rodagem descrita pelo autor.
O texto registra ainda a proporção aproximada do uso durante o período: quase dois terços na cidade e um terço em estradas. Na ficha técnica, o consumo (Inmetro) informado é de 12,1 km/l no urbano e 14,7 km/l no rodoviário (G).
Itanhaém e o uso urbano reforçam espaço e conforto para passageiros
Em Itanhaém, o Virtus ficou estacionado praticamente o período todo e saiu apenas em uma ocasião, quando foi levado para a sessão de fotos. Na volta para a capital, o autor relata ter rodado mais na cidade e com passageiros no banco traseiro, registrando elogios sobre espaço e conforto.
Um dos comentários citados no material-base veio da mãe do motorista, que brincou se sentir em “um carro de executivo”. O relato é apresentado como percepção de passageiros sobre o banco traseiro e a sensação de conforto durante o uso.
Multimídia e ergonomia entram como complemento à experiência, com contraponto no acabamento
Durante o uso, a conectividade aparece como destaque na experiência, embora não seja o foco principal do relato de desempenho. O autor menciona que, por acompanhar gravações e sessões de fotos, dirige com frequência carros que passam pela redação e que um problema recorrente é a dificuldade de parear o celular via Apple CarPlay. No Virtus, segundo ele, o processo foi simples, com pareamento rápido ao sair e voltar ao carro.
A central multimídia VW Play de 10,1 polegadas é descrita como “excelente”, com operação sem travamentos e uso simples. O material-base também menciona a ergonomia do carro, citando comandos do ar-condicionado e configurações do painel digital de 8”. O encaixe das peças e o material dos bancos são descritos como bons no relato.
Como contraponto, o texto registra a presença de bastante plástico no interior, apontando que críticas ao acabamento existem, especialmente após a comparação com fabricantes chinesas, citadas como oferecendo materiais melhores em carros “até mais baratos”. O preço do Virtus Comfortline é reiterado no material-base: R$ 150.890.
Conjunto técnico e números do modelo citados no material-base
O material-base lista a configuração do Volkswagen Virtus Flex usada no período: motor dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 1.0 12V, injeção direta, turbo, flex. A ficha técnica também informa direção elétrica, suspensão independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, freios a disco ventilado na frente e sólidos atrás, pneus 205/55 R16 e tanque de 49 litros.
O desempenho divulgado na ficha inclui zero a 100 km/h em 9,9 segundos. As dimensões informadas são 4,56 metros de comprimento, 1,75 m de largura, 1,48 m de altura e entre-eixos de 2,65 m. O porta-malas aparece com 521 litros (fabricante) e o peso é de 1.213 kg.
Balanço do uso: utilidade na viagem, conforto e segurança, com consumo abaixo do esperado
Encerrado o período de 19 dias, o autor afirma que o Virtus foi útil e atendeu às necessidades do uso proposto, destacando sensação de segurança e conforto. Ao mesmo tempo, registra que o consumo ficou abaixo do esperado no uso relatado.
Ao responder se teria o Virtus, ele aponta que, para seu perfil, “talvez o Polo faça mais sentido”, mas indica o sedã como opção para quem precisa de espaço e viaja com família e animais, “em meio à infinidade de SUVs por aí”, conforme o texto-base.
No fechamento, o material-base resume os pontos positivos como conectividade da central multimídia, espaço interno e porta-malas, enquanto os pontos negativos são atraso no pedal do acelerador e acabamento com muito plástico.

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