Caso expõe fragilidade no sistema digital de formação de instrutores e levanta questionamentos sobre a validação de cursos ligados à CNH no Brasil
Uma falha grave no processo de certificação digital de instrutores de trânsito veio à tona após um teste simples, mas revelador, realizado por uma empresária do setor automotivo. O episódio envolveu o aplicativo CNH do Brasil e resultou na emissão de um certificado oficial de instrutor de trânsito para uma criança de apenas 3 anos, sem que o sistema exigisse comprovação de idade ou número de habilitação.
A informação foi divulgada pelo site AutoPapo, que detalhou o caso envolvendo Rafaela Lira Machado, proprietária de um Centro de Formação de Condutores (CFC) e também advogada imobiliarista. Segundo o portal, o experimento escancarou fragilidades preocupantes no novo modelo digital adotado para a formação desses profissionais.
Teste simples revelou falhas graves na validação do curso digital
De acordo com o relato, Rafaela já possuía sua habilitação cadastrada no aplicativo CNH Brasil. Ao acessar a plataforma, ela selecionou a opção para realizar o curso de instrutor de trânsito, procedimento que deveria, em tese, seguir critérios rigorosos de validação.
-
Planeta rosa com nuvens de sal surpreende astrônomos: James Webb desvenda atmosfera cheia de água, metano e amônia, mas deixa no ar a maior dúvida sobre o GJ 504b — afinal, é planeta gigante ou anã marrom?
-
Você pode estar facilitando a entrada da aranha-marrom sem perceber; conheça os esconderijos favoritos e os truques gratuitos que reduzem o risco de picadas
-
O natto parece estranho, forma fios pegajosos e assusta pelo aroma intenso, mas virou queridinho de quem ama novidades gastronômicas, ganhou fama de superalimento nas redes sociais e levou o Japão a exportar 5.248 toneladas somente em 2025
-
Prefeito de Santa Catarina se disfarça de morador de rua por quase 24 horas para avaliar na prática os serviços públicos da própria prefeitura
No entanto, logo após a escolha do curso, houve um redirecionamento para a plataforma que hospeda os módulos digitais, etapa em que foi solicitado apenas o login da conta Gov.br para prosseguir. Foi nesse momento que a empresária decidiu realizar o teste: ela preencheu todos os dados do cadastro utilizando as informações de seu filho, Caleo, de apenas 3 anos de idade.
Para surpresa da proprietária da autoescola, o sistema não solicitou em nenhuma etapa o número da Carteira Nacional de Habilitação nem a idade do aluno. Ainda assim, a plataforma permitiu o acesso integral ao curso, possibilitando o avanço pelos módulos normalmente.
Na sequência, Rafaela concluiu todas as etapas exigidas. Cada módulo apresentava questionários simples, que foram respondidos sem dificuldade. Segundo ela, todo o curso foi finalizado em menos de uma hora, tempo muito inferior ao padrão histórico de formação para a função.
Curso antigo exigia 116 horas-aula e regras rígidas do Contran
Para entender a dimensão da mudança, é importante comparar o modelo atual com o anterior. Conforme a Resolução nº 789/2020 do Contran, que regulava o processo antes das recentes alterações, o curso de instrutor de trânsito exigia uma carga horária total de 116 horas-aula, distribuídas em diversos módulos, além de um limite máximo de 10 horas-aula por dia.
Esse formato previa aulas teóricas aprofundadas, avaliações criteriosas e uma formação progressiva, pensada para garantir domínio técnico e pedagógico ao futuro instrutor. Agora, porém, esse caminho foi substituído por textos digitais, que podem ser lidos rapidamente ou até ignorados.
Na versão atual, basta acertar 70% das questões em cada módulo para obter aprovação. Uma vez atingido esse percentual mínimo, o sistema emite imediatamente o certificado de instrutor de trânsito, sem qualquer análise complementar ou validação humana.
Além disso, Rafaela destacou outro ponto crítico: o conteúdo das provas. Segundo a empresária, o exame continha erros de ortografia e digitação, além de perguntas mal formuladas e com baixo nível técnico, incompatíveis com a responsabilidade de quem irá formar novos condutores.
Certificação não garante atuação, mas risco preocupa especialistas
Apesar da facilidade para obter o certificado, a atuação profissional como instrutor de trânsito ainda depende de um passo adicional. Após a conclusão do curso, é necessário realizar o registro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Somente após essa validação o nome do profissional passa a constar na lista oficial do Ministério dos Transportes.
Ainda assim, especialistas alertam que o problema não está apenas na etapa final, mas no afrouxamento excessivo do processo de formação. Com as novas regras da CNH, a formação de instrutores se tornou muito mais acessível — e, segundo críticos, simples até demais.
O receio é que profissionais com formação incompleta e sem prática real passem a ministrar aulas de direção, inclusive em veículos sem as adaptações adequadas, colocando em risco a qualidade do ensino e, consequentemente, a segurança no trânsito.
O caso reacende o debate sobre a digitalização acelerada de processos sensíveis, como a formação de instrutores, e levanta questionamentos sobre a eficácia dos mecanismos de controle adotados atualmente no sistema da CNH no Brasil.

Fake igual nota de 3 reais. Fazer o curso no gov é fácil, quero ver concluir à solicitação no DETRAN desse curso que foi feito pela pessoa fez o estelionato. Pessoal pensa que é só obter uma aprovação digital para ser instrutor. Fazem de tudo hoje em dia por mídia, seguidores. Por mais que haja falha no portal, isso foi um falsidade ideológica, ou seja, estelionato!
A INTENÇÃO DO GOVERNO É BOA E ACESSÍVEIS,MAS PRECISAR MELHORAR EM ALGUNS PONTOS DE FALHA E CRITÉRIOS E EXIGÊNCIAS ASSERTIVAS,
ONDE TEMOS VISTO QUE EMPRESÁRIOS DE AUTO FORMAÇÃO DE MOTORISTA ESTÃO PROCURANDO BRECHAS PRA BOTAR EM DESCRÉDITO AQUILO QUE PARA ELES GERAVAM GRANDES LUCROS ABUSIVOS…..
Segue a versão em frase formal, com tom crítico e bem estruturado:
> “Parabenizar uma criança de três anos por supostamente possuir inteligência suficiente para se tornar instrutora não invalida o fato de que, quando o valor da CNH chegou a cerca de R$ 4.500, tornou-se mais viável andar sem habilitação. Agora que o governo decidiu reduzir os custos para facilitar o acesso do cidadão, surgem apenas reclamações. Nada parece satisfazer. Quantas pessoas, afinal, circulam atualmente no Brasil sem CNH?”
Se quiser, posso deixar mais curta, mais irônica ou mais neutra/institucional.