A escassez de água é um dos maiores desafios enfrentados por comunidades que vivem em regiões extremamente áridas. No Deserto do Atacama, no Chile, onde a média de chuva anual é de apenas 1,4 milímetro, a sobrevivência depende da extração de água de rochas subterrâneas que foram abastecidas há milhares de anos. Agora, cientistas desenvolveram uma nova técnica inovadora para extrair água no deserto, utilizando coletores de neblina.
O Deserto do Atacama é considerado um dos locais mais áridos do planeta. Em algumas regiões, a umidade do solo é tão baixa que a vida vegetal é quase inexistente. A falta de chuvas torna a obtenção de água no deserto um enorme desafio para os habitantes locais.
Atualmente, grande parte da água consumida na região vem de camadas de rochas subterrâneas. No entanto, esse recurso é finito, pois essas reservas foram formadas há milhares de anos. Apenas 1,6% da população que vive nos aglomerados subnormais de Alto Hospicio tem acesso a redes de distribuição de água. A maioria depende de caminhões-pipa para abastecimento.
A nova técnica para extrair água no deserto

Diante dessa realidade, uma equipe internacional de cientistas propôs um método inovador: coletar neblina para obter água no deserto. O estudo publicado no dia 20 revelou a eficácia dessa abordagem no Deserto do Atacama.
-
China não encontrou caminhão elétrico adequado para mineração, encomendou um do zero, lançou veículo de 140 toneladas com bateria de 770 kWh trocável em 4 minutos e já opera 290 unidades na maior mina de zinco de Xinjiang
-
Meta prepara o Arena, novo aplicativo de previsões que pode usar pontos, aproveitar 3,56 bilhões de usuários e entrar na disputa direta com Polymarket e Kalshi
-
Cientista desafia uma das teorias mais famosas sobre a evolução humana e afirma que o Homo sapiens não passou por uma revolução repentina, mas por milhares de anos de mudanças graduais
-
Aos 15 anos, uma americana construiu um gerador oceânico com cano de PVC e hélice de impressora 3D por R$ 61, ganhou um prêmio nacional, apresentou o projeto na Casa Branca e entrou na lista Forbes 30 Under 30
A técnica consiste no uso de coletores de neblina, que são painéis suspensos projetados para capturar a umidade da cerração. Essas estruturas não precisam de energia externa, tornando o processo sustentável. A umidade capturada pelos painéis se condensa e é armazenada para posterior utilização.
Os testes foram realizados na cidade de Alto Hospicio, onde cerca de 10 mil pessoas vivem em condições precárias de abastecimento. Os cientistas identificaram uma área de 100 quilômetros quadrados onde é possível coletar de 0,2 a 5 litros de água por metro quadrado diariamente. Durante agosto e setembro de 2024, esse número chegou a 10 litros por metro quadrado, evidenciando o potencial da técnica.
O potencial e os desafios da coleta de neblina
Embora a técnica tenha mostrado bons resultados, sua eficiência depende da altitude e das condições climáticas. Quanto maior a altitude, melhor a captação da neblina. No entanto, muitas áreas propícias para a instalação dos coletores estão fora dos limites urbanos, o que pode dificultar o transporte e o armazenamento da água coletada.
Por não depender de eletricidade, a captação de neblina é uma alternativa sustentável para regiões áridas. No entanto, para que a técnica seja implementada em grande escala, são necessários investimentos significativos em infraestrutura e sistemas de armazenamento.

NÃO FORAM ESTES CIENTISTAS Q CRIARAM O APARELHO. Nos Andes tem nome de Atraplaneblas e já existem há uns 20 anos feitos com telas tipo sombrite.