Pesquisadores da Universidade de Viena e do TU Wien recriaram o efeito Terrell-Penrose, fenômeno previsto há 100 anos, e transformaram a teoria da relatividade em imagens reais que revelam como a luz distorce o espaço.
Cientistas da Universidade de Viena e do Vienna Center for Quantum Science and Technology (TU Wien) conseguiram o que parecia impossível: tornar visível o movimento à velocidade da luz.
A equipe liderada por Dominik Hornof e Peter Schattschneider conseguiu registrar visualmente o chamado efeito Terrell-Penrose, um fenômeno previsto há mais de um século e descrito por Albert Einstein em sua teoria da relatividade especial.
O estudo, publicado na revista científica Communications Physics (Nature, 2025), mostra como um objeto em movimento extremo não parece se “contrair”, como se acreditava, mas sim girar aos olhos do observador, uma ilusão causada pelo tempo que a luz de cada ponto leva para chegar à câmera.
-
Holanda registra primeiro caso de eutanásia em criança desde ampliação das regras para menores
-
Depois de 4 anos e muita fibra de vidro na garagem, brasileiro desce com um submarino caseiro até o fundo do mar em Paraty, enfrenta vazamento na escotilha e alarme falso de oxigênio a 7 metros e sobe vivo para contar
-
China não encontrou caminhão elétrico adequado para mineração, encomendou um do zero, lançou veículo de 140 toneladas com bateria de 770 kWh trocável em 4 minutos e já opera 290 unidades na maior mina de zinco de Xinjiang
-
Meta prepara o Arena, novo aplicativo de previsões que pode usar pontos, aproveitar 3,56 bilhões de usuários e entrar na disputa direta com Polymarket e Kalshi
“Se você quisesse fotografar um foguete passando à velocidade da luz, precisaria considerar que a luz das diferentes partes dele leva tempos distintos para chegar até você. O resultado é que o objeto parece girar”, explicou Schattschneider em comunicado oficial.

A luz “fotografada” como nunca antes
Para recriar o fenômeno, os cientistas desenvolveram uma técnica que combina lasers pulsados e fotografia de alta velocidade. A ideia lembra o modo panorâmico de um smartphone: eles fatiaram o reflexo da luz em centenas de microimagens e depois as “costuraram”, obtendo uma sequência que simula a visão à velocidade da luz.
O resultado foi descrito pelos próprios pesquisadores como “um vídeo impossível”. Um cubo parece torcido, uma esfera continua redonda, mas com o polo deslocado, exatamente como a teoria previa.
Com o método, a equipe conseguiu reduzir a percepção da velocidade da luz a apenas 2 metros por segundo, permitindo que o olho humano interprete o movimento como se fosse real.
Um experimento que une arte, física e fotografia
O estudo presta homenagem a três físicos históricos: Anton Lampa (1924), Roger Penrose e James Terrell (1959), que teorizaram os efeitos visuais da relatividade sem jamais vê-los. Agora, pela primeira vez, a ciência traduziu equações em imagens, criando um marco na comunicação científica e visualização física.
Além de ser um feito estético impressionante, a pesquisa pode ajudar em novas formas de simular fenômenos relativísticos, inclusive em áreas como óptica quântica, fotografia ultrarrápida e astrofísica experimental.
