Pesquisadores dos Estados Unidos criaram um computador mecânico feito com molas e aço, capaz de executar lógica e memória sem bateria nem energia externa
Um grupo de cientistas do St. Olaf College e da Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos, criou um computador mecânico feito com molas e barras de aço que realiza lógica e memória sem energia externa, abrindo caminho para aplicações em ambientes extremos.
Como funciona o computador mecânico
A proposta troca chips e sinais elétricos por tensão mecânica e movimento físico. Em vez de depender de bateria ou fonte externa, o sistema usa a própria estrutura dos materiais para processar informações e armazenar respostas ligadas ao que recebeu antes.
A base do computador mecânico está na chamada memória física. Certos materiais comuns mantêm marcas do que viveram, como acontece com a borracha depois de ser comprimida ou esticada.
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A equipe quis aproveitar esse comportamento não só para lembrar movimentos, mas também para computar.
Foi a partir dessa ideia que os pesquisadores montaram três sistemas mecânicos com barras de aço e molas.
Cada um foi desenhado para executar uma tarefa específica dentro desse modelo de computação sem componentes eletrônicos tradicionais.
Três sistemas com funções diferentes
Um dos dispositivos age como contador de puxões físicos. Outro funciona como uma porta lógica, capaz de diferenciar entradas pares e ímpares. O terceiro opera como medidor que mantém a memória da força aplicada ao sistema.
Juntos, esses três arranjos mostram que tarefas de processamento podem acontecer por meio de movimentos estruturais, sem a necessidade de eletricidade.
O resultado indica que cálculos simples podem ser executados por uma máquina construída apenas com componentes físicos.
Joey Paulsen, professor associado de física no St. Olaf College, afirmou que a memória costuma ser vista como algo guardado em disco rígido ou no cérebro.
Ele destacou, porém, que muitos materiais do cotidiano também retêm lembranças do seu passado.
Paulsen explicou que a equipe buscou entender se materiais comuns poderiam não apenas lembrar movimentos anteriores, mas também processar informações.
Ele disse ainda que agora existe uma forma racional de construir máquinas capazes de realizar cálculos simples sem chip e sem energia externa.
Por que a ideia chama atenção
Embora pareça um retorno ao passado, o computador mecânico foi pensado com usos futuros. Chips de silício são delicados em certas condições, podendo derreter em temperaturas extremas, falhar sob alta radiação e corroer em ambientes químicos agressivos.
Os sistemas mecânicos criados pelos pesquisadores foram pensados para suportar justamente esses cenários.
A resistência desse tipo de estrutura pode permitir funcionamento em locais onde outros hardwares seriam destruídos ou perderiam desempenho com facilidade.
Aplicações e próximos passos
Entre os exemplos citados pelos cientistas, está uma prótese capaz de sentir e reagir à pressão sem bateria.
Outro caso seria um sensor instalado em um motor a jato para acompanhar desgaste usando somente a vibração do próprio motor.
Paulsen disse que os resultados representam um passo rumo a materiais capazes de perceber o ambiente, tomar decisões e reagir.
Esses materiais inteligentes, afirmou, podem ajudar a melhorar a vida das pessoas com próteses mais responsivas e ambinetes táteis.
Agora, o foco do trabalho está na escalabilidade e nos limites desses sistemas. Alunos do St. Olaf investigam como múltiplos rotores interagem e se influenciam mutuamente, em busca de redes mais complexas.
A meta é transformar componentes isolados em máquinas sofisitcadas com várias partes.
Com informações de Interesting Engineering.

O próximo passo é rodar Doom
Dãr! Bocó!
Mto boa. Essa eu fiz questão de comentar hahahahahahayayayyayayayayhahauauauua
Eu não duvido que não consigam kkkkkk