Estudo publicado em 2025 por pesquisadores da Universidade Ruhr de Bochum reúne evidências comportamentais e neurobiológicas indicando que aves apresentam percepção subjetiva, processamento consciente de estímulos e formas básicas de autoconsciência, com paralelos funcionais aos observados em mamíferos, apesar da ausência de córtex cerebral
Pesquisadores da Universidade Ruhr de Bochum analisaram evidências comportamentais e neurobiológicas indicando que aves apresentam formas fundamentais de percepção consciente, com resultados publicados em 2025 na revista Philosophical Transactions of the Royal Society B, sugerindo implicações evolutivas amplas para o entendimento da consciência animal.
Consciência sensorial observada em respostas comportamentais
Estudos reunidos no artigo indicam que aves não apenas processam estímulos de maneira automática, mas também os experimentam subjetivamente.
Em testes com estímulos visuais ambíguos, pombos alternam entre interpretações distintas, comportamento comparável ao observado em humanos diante de imagens ambíguas.
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Em corvos, registros neurais mostram atividade que não corresponde apenas à presença física do estímulo.
Certas células reagem de acordo com a percepção subjetiva do animal, ativando-se quando o estímulo é conscientemente percebido e permanecendo inativas quando não há essa experiência interna.
Estruturas cerebrais e fundamentos neurobiológicos
Apesar de não possuírem córtex cerebral, aves apresentam estruturas funcionais compatíveis com requisitos teóricos do processamento consciente. O nidopallium caudolaterale, considerado o equivalente aviário do córtex pré-frontal, é descrito como altamente conectado e capaz de integrar informações de forma flexível.
Segundo os autores, o conectoma do prosencéflao das aves compartilha semelhanças relevantes com o de mamíferos, especialmente na organização dos fluxos de informação. Esses achados indicam que diferentes arquiteturas cerebrais podem sustentar funções cognitivas comparáveis.
Compatibilidade com teorias estabelecidas da consciência
O estudo aponta que aves atendem a critérios de teorias consolidadas sobre a consciência, como a teoria do Espaço de Trabalho Neuronal Global.
A presença de integração ampla de informações e de sinais neurais associados à experiência subjetiva reforça essa compatibilidade teórica.
Esses elementos sugerem que o processamento consciente não depende exclusivamente de um córtex cerebral, ampliando o escopo das bases biológicas possíveis para a consciênica em diferentes grupos animais.
Evidências de autopercepção em diferentes espécies
Experimentos recentes indicam que aves podem apresentar tipos distintos de autopercepção. Algumas espécies de corvídeos passaram no teste tradicional do espelho, enquanto adaptações ecologicamente relevantes do teste revelaram formas alternativas de autoconsciência em outras aves.
Pombos e galinhas demonstraram capacidade de diferenciar seu reflexo de um indivíduo real da mesma espécie, reagindo conforme o contexto. Os autores interpretam esse comportamento como sinal de autoconsciência básica e situacional.
Implicações evolutivas dos resultados
Os resultados sugerem que a consciência é um fenômeno evolutivo mais antigo e difundido do que se supunha. As aves demonstram que soluções funcionais semelhantes podem emergir a partir de estruturas cerebrais diferentes, ampliando a compreensão sobre a diversidade evolutiva da cognição consciente.3,
Este artigo foi elaborado com base em estudo científico publicado na revista Philosophical Transactions of the Royal Society B por Gianmarco Maldarelli e Onur Güntürkün, da Universidade Ruhr de Bochum, edição de 2025, DOI: 10.1098/rstb.2024.0308.

Tenho um Ring Neck que quando em situação difícil e sem saída, ele apela por minha filha, chamando-a pelo nome e ela tem pouco relacionamento com ele, mas é a única opção restante, afinal.
Eu tive um papagaio que amava todos da família, mas tinha restrições com minha mãe. Isso só pode ser consciência, porque ele sabia quem e porque e não esquecia.
Todos animais são inteligentes
Não se pode confiar em alguém que tem o prazer em prender uma Ave numa gaiola. Quem tira a liberdade de um passarinho que tem asas merecia ser preso também
Concordo plenamente.