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Cangurus gigantes de até 250 quilos surpreendem cientistas ao revelar que conseguiam saltar no Pleistoceno, contrariando décadas de teorias sobre sua locomoção

Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 23/01/2026 às 23:32
Assista o vídeoCanguru gigante pré-histórico do Pleistoceno com ossos e patas traseiras adaptadas para o salto.
Ilustração científica mostra canguru gigante do Pleistoceno com estrutura corporal compatível com saltos.
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Estudo anatômico revela que cangurus pré-históricos do Pleistoceno possuíam ossos, tendões e articulações compatíveis com o salto, contrariando a ideia de que apenas caminhavam de forma lenta e ereta

A imagem dos cangurus saltando pelo interior árido da Austrália é uma das mais icônicas da fauna do país. No entanto, novas descobertas científicas indicam que essa cena pode ter sido ainda mais impressionante durante o Pleistoceno, período marcado por animais de proporções muito maiores do que as atuais. Cangurus gigantes, com mais de dois metros de altura e peso superior a 250 quilos, podem ter sido capazes de saltar — algo que por décadas foi considerado improvável.

A informação foi divulgada por pesquisadores das universidades de Manchester e Bristol, no Reino Unido, em parceria com a Universidade de Melbourne, na Austrália, conforme estudo publicado na revista científica Scientific Reports. Segundo os cientistas, a análise detalhada da anatomia desses animais pré-históricos revela que suas estruturas corporais eram mais versáteis do que se imaginava.

Durante muito tempo, acreditou-se que o tamanho extremo desses cangurus tornava o salto biomecanicamente inviável. A hipótese dominante defendia que animais tão pesados romperiam facilmente os tendões de Aquiles ao tentar saltar, o que os obrigaria a adotar uma locomoção lenta e quase humana, caminhando eretos sobre as patas traseiras. No entanto, os novos dados apontam para um cenário bem diferente.

Ossos, tendões e pés indicam capacidade real de salto em curtas distâncias

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os ossos dos membros posteriores de 63 espécies de cangurus e wallabies, incluindo animais vivos e extintos. Ao todo, foram examinados 94 espécimes modernos e 40 fósseis, o que permitiu uma comparação detalhada entre espécies atuais e gigantes pré-históricos.

A partir das espécies modernas, a equipe estimou o tamanho e a espessura dos tendões necessários para suportar as forças geradas durante o salto. Em seguida, os cientistas observaram os ossos do calcanhar dos cangurus gigantes para verificar se existiam pontos de fixação compatíveis com tendões desse porte. Além disso, foram medidas a largura e o comprimento do quarto metatarso — o osso do pé mais suscetível à fratura durante o impacto do salto.

Os resultados foram consistentes: todas as espécies extintas analisadas apresentavam ossos robustos, articulações reforçadas e áreas de ancoragem adequadas para grandes tendões. Esses fatores indicam que, do ponto de vista anatômico, os cangurus gigantes possuíam a “engenharia” necessária para saltar sem comprometer sua integridade física.

Salto não era o padrão, mas fazia parte do repertório locomotor

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Apesar da descoberta, os cientistas ressaltam que isso não significa que esses animais se deslocavam saltando constantemente como os cangurus modernos. Pelo contrário, o comportamento mais provável era uma locomoção predominantemente caminhante, com postura ereta, lembrando de forma curiosa um grande dinossauro bípede coberto de pelos.

Ainda assim, os dados indicam que o salto fazia parte do repertório locomotor desses gigantes. Ele teria sido utilizado principalmente em situações específicas, como a travessia de terrenos irregulares, obstáculos naturais ou fugas rápidas de predadores. “Embora o salto provavelmente não fosse o principal modo de locomoção, nossos achados sugerem que ele poderia ser usado em rajadas curtas de velocidade”, afirmam os autores do estudo.

Dessa forma, a descoberta não apenas desafia conceitos antigos sobre a biomecânica desses animais, como também amplia o entendimento sobre a diversidade de estratégias de sobrevivência adotadas pela megafauna australiana. Mais uma vez, fósseis mostram que o passado da vida na Terra era muito mais complexo — e surpreendente — do que se imaginava.

Fonte: Sciencealert

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Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com

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