O ex-candidato Pablo Marçal transformou a partida do Brasil contra o Haiti em evento pago e dividiu opinião nas redes. O lote convencional do ingresso saía por R$ 497, a área VIP chegava a R$ 1.497, e o acesso à Copa do Mundo ao lado dele, em Alphaville, virou alvo de cobrança dos próprios seguidores.
Pagar quase R$ 1,5 mil para ver pela televisão um jogo que passava de graça em canal aberto. Foi essa a proposta que Pablo Marçal colocou de pé nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, em Alphaville, na Grande São Paulo, para a segunda rodada do Brasil na Copa do Mundo. O influenciador e ex-candidato à Presidência e à Prefeitura de São Paulo anunciou nas redes sociais um evento para assistir ao jogo do Brasil contra o Haiti em sua companhia, e cobrou por isso.
A mensagem que ele soltou aos seguidores foi direta: “Eu tô juntando a turma pra torcermos juntos! Bora?”. O detalhe que pegou mal foi o preço. Quem quisesse estar ao lado de Pablo Marçal durante a partida precisava comprar um ingresso que ia de R$ 497 a R$ 1.497, valores que renderam mais críticas do que adesão na caixa de comentários.
Quanto custava para sentar ao lado dele
O site de vendas trazia duas categorias de entrada para o evento em Alphaville. A mais barata custava cerca de R$ 497, anunciada à vista ou em doze parcelas de R$ 50,44. A mais cara, classificada como VIP, chegava a R$ 1.497. Nas duas faixas, o comprador tinha direito a levar um acompanhante, mas não havia detalhamento claro sobre o que diferenciava uma categoria da outra.
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Na prática, o que estava à venda era a presença física no mesmo ambiente que Pablo Marçal enquanto a bola rolava. Nada de arquibancada, gramado ou estádio. O jogo do Brasil na Copa do Mundo seria acompanhado por transmissão de televisão, do conforto de um espaço fechado na Grande São Paulo, com o influenciador como atração central. O ingresso, portanto, não dava acesso ao futebol em si, e sim ao encontro com a figura pública.
A contradição que os próprios seguidores apontaram
Foi aí que a conta não fechou para boa parte do público. Nos comentários, internautas lembraram que o mesmo Pablo Marçal que agora vendia ingresso para ver o jogo do Brasil já havia tratado o futebol como perda de tempo. “Você não falava tanto que era uma futilidade assistir essas coisas?”, questionou um seguidor. A pergunta resumiu o incômodo de quem acompanha o discurso do influenciador.
Outros foram para o lado financeiro da história. “Não está fácil não eihm, vende cursinho um atrás do outro e agora vendendo ingresso para assistir o jogo com você? Está com o caixa negativo, empresário?”, disparou outro internauta. A repercussão cresceu rápido, e o que era para ser um evento de torcida durante a Copa do Mundo acabou pautando portais de notícia por causa da cobrança. Em Alphaville, o preço falou mais alto que a bola.
O jogo aconteceu e o Brasil venceu de virada na liderança
Enquanto a discussão sobre o ingresso corria nas redes, a Seleção resolveu a parte dela em campo. O jogo do Brasil contra o Haiti, válido pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, terminou em 3 a 0 para a equipe brasileira, no Estádio da Filadélfia, nos Estados Unidos. A vitória colocou o Brasil na liderança do Grupo C, em uma noite tranquila para quem torcia.
Ou seja, quem pagou de R$ 497 a R$ 1.497 para acompanhar a partida ao lado de Pablo Marçal em Alphaville ao menos viu o time vencer. O resultado positivo, no entanto, não apagou o ponto central da polêmica, que nunca foi o placar, e sim o valor cobrado para assistir de graça a algo que já estava em rede aberta para todo o país. O contraste entre o evento pago e a transmissão gratuita ficou ainda mais evidente depois do apito final.
Quem é Pablo Marçal e por que o nome ainda gera atenção
Empresário e criador de conteúdo, Pablo Marçal construiu audiência vendendo cursos de desenvolvimento pessoal e ganhou projeção nacional ao disputar a Presidência em 2022 e a Prefeitura de São Paulo em 2024, quando terminou em terceiro lugar. Em março de 2026, deixou o PRTB e se filiou ao União Brasil, movimento que recolocou o nome dele no centro do noticiário político.
A trajetória, porém, vem cercada de problemas na Justiça Eleitoral. Marçal foi declarado inelegível por oito anos em decisões ligadas ao uso indevido das redes sociais na campanha de 2024, em especial pela estratégia do chamado concurso de cortes, que premiava em dinheiro quem espalhasse trechos do conteúdo dele. Os recursos seguem pendentes. Esse histórico ajuda a entender por que cada novidade do influenciador, até um ingresso para ver o jogo do Brasil na Copa do Mundo em Alphaville, vira assunto nacional em questão de horas.
O episódio mistura futebol, dinheiro e a relação cada vez mais comercial entre influenciadores e seguidores. De um lado, há quem veja na cobrança uma jogada legítima de quem vive de audiência. De outro, quem enxerga oportunismo em transformar um jogo gratuito em produto de até R$ 1.497. E você, pagaria para assistir a uma partida da Seleção ao lado de uma figura pública, ou acha que esse tipo de cobrança passa do ponto? Conta nos comentários o que achou da estratégia de Pablo Marçal.
FONTES CITADAS
- CNN Brasil — Pablo Marçal cobra até R$ 1.497 para assistir ao jogo do Brasil (fonte original)
- Metrópoles — Marçal cobra R$ 500 para ver jogo do Brasil em Alphaville (preços e parcelamento)
- Revista Fórum — críticas e repercussão da cobrança (reação do público)
- FIFA — Brasil 3 x 0 Haiti, Copa do Mundo 2026 (resultado e contexto da partida)
- InfoMoney — União Brasil filia Pablo Marçal, que está inelegível (filiação e processos)

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