Estudo revela nova espécie de mosassauro chamada Pluridens imelaki, predador gigante que habitou mares antigos e ajuda cientistas a entender melhor os ecossistemas do final do período Cretáceo
A descoberta de fósseis sempre desperta fascínio entre cientistas e entusiastas da ciência. Afinal, cada novo achado ajuda a reconstruir capítulos importantes da história da Terra. Recentemente, paleontólogos identificaram uma nova espécie de grande réptil marinho pré-histórico que viveu nos oceanos há cerca de 70 milhões de anos. O animal foi batizado de Pluridens imelaki e pertence ao grupo dos mosassauros, predadores marinhos que dominaram os mares durante o final do período Cretáceo.
A informação foi divulgada por “CNN Brasil”, que repercutiu o estudo científico publicado na revista Diversity, com detalhes sobre a descoberta e sobre a importância desse novo predador para a compreensão da evolução dos ecossistemas marinhos pré-históricos.
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, o Pluridens imelaki podia ultrapassar 9 metros de comprimento, característica que o coloca entre os maiores representantes conhecidos dentro de sua família. Assim como outros mosassauros, esse réptil marinho era um predador extremamente eficiente e ocupava o topo da cadeia alimentar em diversos ecossistemas oceânicos da época.
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Além disso, a descoberta reforça a ideia de que os mares do final do Cretáceo eram ambientes repletos de predadores gigantes e altamente adaptados à vida marinha.
Fósseis encontrados no Marrocos revelam detalhes do predador pré-histórico
Os fósseis dessa nova espécie foram encontrados em depósitos fossilíferos marinhos no Marrocos, região que há décadas é considerada um dos locais mais importantes do planeta para o estudo de répteis marinhos antigos. Esses depósitos preservam fósseis provenientes de ambientes oceânicos que existiram há milhões de anos.
Mais especificamente, os restos fossilizados do chamado “monstro” marinho foram descobertos em depósitos de fosfato marinhos, conhecidos por sua grande riqueza paleontológica. Por causa dessa característica, a região se tornou um verdadeiro laboratório natural para cientistas interessados em entender a diversidade de animais que habitaram os mares antigos.
Além disso, pesquisas indicam que a área onde os fósseis foram encontrados correspondia, no passado, a um ambiente marinho raso conectado ao oceano Atlântico. Esse tipo de ambiente favorece a preservação de restos de animais marinhos, pois sedimentos acumulados ao longo do tempo ajudam a proteger ossos e outras estruturas biológicas.
Consequentemente, ao longo de milhões de anos, diferentes espécies que viveram nesses oceanos tiveram seus restos preservados nas camadas geológicas da região.
Mosassauros dominavam os mares antes da extinção dos dinossauros
Os mosassauros formam um grupo de grandes répteis marinhos que prosperaram durante o período Cretáceo, fase da história da Terra que antecedeu a grande extinção em massa responsável pelo desaparecimento dos dinossauros não avianos.
Esses animais apresentavam adaptações impressionantes para a vida nos oceanos. Entre essas características estavam corpos hidrodinâmicos, mandíbulas poderosas e grande capacidade de locomoção em ambientes marinhos. Por causa dessas vantagens evolutivas, eles se tornaram predadores dominantes em muitos ecossistemas oceânicos.
Pesquisadores da University of Bath e do Muséum National d’Histoire Naturelle destacam que os depósitos marroquinos já revelaram mais de 16 espécies diferentes de mosassauros. Esse número torna o local uma das assemblagens mais diversas já registradas para esses gigantes marinhos.
Portanto, cada nova descoberta feita na região contribui significativamente para ampliar o conhecimento científico sobre a diversidade desses animais e sobre a complexidade das cadeias alimentares que existiam nos mares pré-históricos.
Além disso, a identificação do Pluridens imelaki ajuda cientistas a entender melhor como esses grandes predadores evoluíram e se diversificaram antes do evento de extinção que marcou o fim da chamada era dos dinossauros.
Descobertas como essa mostram que ainda há muito a ser revelado sobre os oceanos antigos. Afinal, a cada novo fóssil encontrado, os pesquisadores conseguem montar com mais precisão o enorme quebra-cabeça da vida que existiu na Terra há milhões de anos.
Fonte: Aventuras na História

