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Cientistas abrem ovo de dinossauro de 70 milhões de anos e encontram algo inesperado

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 03/01/2026 às 01:07
Atualizado em 03/01/2026 às 01:09
Ovo de dinossauro de 70 milhões de anos encontrado na China revelou cristais de calcita e levou à identificação de nova oospecies.
Ovo de dinossauro de 70 milhões de anos encontrado na China revelou cristais de calcita e levou à identificação de nova oospecies.
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Encontrado na Formação Chishan, na Bacia de Qianshan, o ovo de dinossauro datado de cerca de 70 milhões de anos revelou cristais de calcita no interior, permitiu identificar uma nova oospecies e ampliou o registro científico sobre microestrutura, fossilização e condições ambientais do Cretáceo Superior na China

Um ovo de dinossauro com cerca de 70 milhões de anos, encontrado na Formação Chishan, na China, surpreendeu pesquisadores ao conter cristais de calcita, permitindo identificar uma nova oospecies e gerar dados inéditos sobre microestrutura, fossilização e condições ambientais do sítio.

Descoberta do ovo e a geode natural

O fóssil, do tamanho aproximado de uma toranja, foi encontrado em um sítio fossilífero chinês e apresentou uma condição incomum. Em vez de embrião ou sedimentos, o interior do ovo estava revestido por cristais brilhantes de calcita aderidos à casca interna.

Essa configuração transformou o ovo em uma geode natural de dinossauro, algo raro no registro paleontológico.

O material chamou a atenção dos pesquisadores por preservar a casca de forma íntegra, ao mesmo tempo em que revela um processo mineralógico pouco documentado nesse tipo de fóssil.

A análise mostrou que os cristais não fazem parte da estrutura original do ovo, mas resultam de processos posteriores ao soterramento. Essa preservação incomum oferece novas possibilidades para estudar eventos ocorridos após a deposição do material no solo.

Identificação da nova oospecies

O estudo detalhado da microestrutura da casca levou à identificação de uma oospecies inédita, denominada Shixingoolithus qianshanensis. A descrição foi publicada em artigo de 2022 liderado pelo paleontólogo Qing He, da Universidade de Anhui.

A classificação baseou-se na organização microscópica da casca, considerada mais semelhante à de outros ovos de dinossauro do que à de ovos de répteis ou aves. Essa característica foi decisiva para reconhecer tratar-se de uma nova espécie de ovo fossilizado.

Dois ovos foram descobertos e classificados no mesmo oogenus. Nenhum deles, porém, continha embrião preservado, o que limita a identificação do animal responsável pela postura e impede associações diretas com esqueletos conhecidos.

Contexto geológico da Formação Chishan

Os ovos estão entre as primeiras evidências de dinossauros registradas na Formação Chishan, unidade do Cretáceo Superior com idade estimada em cerca de 70 milhões de anos, localizada na Bacia de Qianshan.

A região é tradicionalmente conhecida por fósseis de tartarugas, mamíferos e aves do Paleoceno. Por isso, a presença de ovos de dinossauro amplia o entendimento sobre a diversidade faunística local no fim do Cretáceo.

O achado sugere que dinossauros frequentaram ou nidificaram na área, mesmo que restos esqueletais ainda não tenham sido identificados. Esse dado contribui para reavaliar a importância paleontológica da formação.

Processo de formação dos cristais de calcita

Para que cristais minerais se formem dentro de um ovo de dinossauro, uma sequência específica de eventos precisa ocorrer. Inicialmente, o embrião se decompõe completamente, deixando o interior do ovo vazio.

Posteriormente, a água subterrânea infiltra-se lentamente pela casca por meio de microporos e pequenas fissuras. Os minerais dissolvidos nessa água passam a se depositar no interior, acumulando-se gradualmente até formar cristais de calcita.

Esse processo indica que a mineralização ocorreu após o soterramento do ovo. A análise das conchas e dos cristais pode fornecer informações relevantes sobre os fluidos subterrâneos e o ambiente geoquímico do sítio fossilífero.

Aplicações científicas e preservação da história da vida

Em um artigo publicado no início deste ano, cientistas utilizaram cristais de calcita de outro ovo de dinossauro para datar diretamente o próprio ovo, algo inédito na paleontologia. O método aproveita a precipitação mineral posterior ao enterramento.

Além da datação, esses cristais podem reter informações sobre os fluidos que circularam pelo leito fossilífero e sobre o ambiente geoquímico do ninho original. Esses dados ampliam as possibilidades de estudo de ovos fossilizados.

O ovo com geode de calcita exemplifica como processos naturais preservam a história da vida. De ossos incrustados de minerais a estruturas substituídas por opalas, esses registros oferecem evidências duradouras de organismos extintos e seus ambientes.

Artigo elaborado com base em informações de estudo científico publicado em 2022, liderado pelo paleontólogo Qing He, da Universidade de Anhui, e em artigo científico divulgado no início deste ano sobre o uso de cristais de calcita em ovos de dinossauro para datação direta na paleontologia.

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Nando
Nando
05/01/2026 22:49

Isso é um geodo

Filho de pais
Filho de pais
04/01/2026 09:58

E muita ousadia vcs acharem que as pessoas acreditam !….nem vcs acredita!?… sabemos agora de uns tempos até aqui ,que tudo e um sistema ….tudo e dinheiro…A pandemia e o governo de Bolsonaro mostrou as falsas noticia e mentiras que todo sistema tem….deveriam saber que não…leitores nao são mais enganado por esse sistema….pessoas que nao tem.conhecimentos ainda pode ser que nao tenha tanta informações…mas a geração 70 ,80 nao acredita nesses enganos que vcs querem enfiar a boca abaixo….deveriam sentir vergonha!….

Crewman Josef
Crewman Josef
Em resposta a  Filho de pais
05/01/2026 07:12

Speak for yourself. If you think this specific finding is false, point to a SPECIFIC error: the stratigraphy, the microscopy, the mineral interpretation, the dating, or the publication record. General claims like ‘everything is money’ are not an argument, they’re just a slogan.

Scientific claims stand or fall on methods, data, and replication, not on whether you feel cynical about ‘systems.’ In this case, the observation is straightforward: a fossil egg with an intact shell, an internal calcite crystal lining formed after burial, and a shell microstructure distinct enough to justify a new oospecies. You can disagree, but disagreement requires evidence, not outrage or cynicism.

Rosane Maria Arnt
Rosane Maria Arnt
Em resposta a  Crewman Josef
05/01/2026 20:14

Exactly! Thank you.

Rosane Maria Arnt
Rosane Maria Arnt
Em resposta a  Crewman Josef
05/01/2026 20:15

Exactly!

Crewman Knife
Crewman Knife
Em resposta a  Filho de pais
05/01/2026 07:16

Speak for yourself. If you think this specific finding is false, point to a SPECIFIC error: the stratigraphy, the microscopy, the mineral interpretation, the dating, or the publication record. General claims like ‘everything is money’ are not an argument, they’re just a slogan.

Scientific claims stand or fall on methods, data, and replication, not on whether you feel cynical about ‘systems.’ In this case, the observation is straightforward: a fossil egg with an intact shell, an internal calcite crystal lining formed after burial, and a shell microstructure distinct enough to justify a new species. You can disagree, but disagreement requires evidence, not outrage or cynicism.

carol
carol
Em resposta a  Filho de pais
09/01/2026 16:33

Desequilibrado😅😅 , Só podia ser um **** kkkk

O cara acredita em cobra falante, mas não acredita em dinossauro?
A ciência consegue provar o aparecimento de dinossauro, o que a ciência não consegue provar é que uma cobra fala kkkkk

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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