Esbanjando tecnologia, Reino Unido está desenvolvendo sua primeira cidade subaquática: cidade submersa, chamada de projeto Deep, pode ser finalizada em 2027.
Inspirado em cenários de ficção científica, o Projeto Deep – cidade submersa visa estabelecer uma presença humana permanente sob os oceanos até 2027. Localizado próximo a Chepstow, na fronteira do País de Gales, a futura cidade subaquática está transformando uma antiga pedreira inundada em uma instalação de ponta, que incluirá habitats subaquáticos modulares chamados “Sentinelas”. Essas estruturas da cidade debaixo da água permitirão que cientistas vivam e trabalhem a profundidades de até 200 metros por períodos prolongados, facilitando pesquisas avançadas sobre ecossistemas marinhos. Financiado por um investidor anônimo disposto a investir centenas de milhões de libras, o Projeto Deep representa um avanço significativo na exploração subaquática.
A iniciativa destaca a crescente importância de compreender e preservar os oceanos, que desempenham um papel crucial na regulação do clima e na sustentação da vida na Terra. Combinando tecnologia de ponta e design inovador, o projeto busca expandir os limites da habitação humana e da pesquisa científica no ambiente marinho.
Cidade submersa não é uma ideia tão inovadora quanto aparenta
Financiada por um investidor anônimo, a cidade subaquática visa estabelecer uma presença humana permanente debaixo do oceano até 2027. Esta cidade debaixo da água é ousada e une tecnologia de ponta e pesquisa científica para explorar as profundezas oceânicas extensamente desconhecidas.
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A ideia de uma cidade submersa não é nova e remonta à década de 1960, com os testes de Jacques-Yves Cousteau. Apesar desses projetos nunca terem sido deixados de lado, eles inspiram iniciativas como o Aquarius Reef, ainda usado pela Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA em inglês) para treinar seus astronautas.
A cidade subaquática pega esse conceito com ambições ainda maiores. Ao contrário dos habitats fixos do passado, seus módulos, chamados de Sentinels, são modulares e implantáveis em diversas profundidades, oferecendo flexibilidade sem precedentes para pesquisa.
Os módulos da cidade debaixo da água são desenvolvidos para suportar pressões extremas, de até 200 metros de profundidade. Desenvolvido com um aço especial, eles apresentam vigias que oferecem vistas deslumbrantes da vida marinha, assim como espaços de convivência confortáveis.
Cada detalhe da cidade submersa foi pensado para trazer o conforto e bem-estar dos ocupantes, de quartos espaçosos a banheiros modernos. Um biorreator também está em fase de construção para gerenciar resíduos, permitindo autonomia estendida debaixo d’água.
Projeto Deep também conta com treinamento de 18 meses para futuros moradores
Viver em uma cidade subaquática demanda uma preparação física e psicológica rigorosa. O Deep utiliza simuladores para avaliar a capacidade dos futuros moradores de suportar o isolamento e a proximidade por longos períodos.
O treinamento para morar na cidade submersa pode durar até 18 meses para novatos. Menus especiais, ricos em sabores ousados, também estão sendo desenvolvidos para compensar a perda de sensibilidade gustativa devido à pressão.
O Deep não se limita à pesquisa científica e desenvolvimento de tecnologias. A longo prazo, a cidade debaixo da água pode hospedar turistas ou até mesmo servir como base para colônias humanas permanentes. Esse projeto abre perspectivas sem precedentes para a exploração e compreensão do mundo que existe abaixo dos oceanos.
Com fortes parcerias, como a agência de segurança DNV, a cidade subaquática é um projeto que garante que cada aspecto seja testado e certificado. O foco é tornar o oceano um local habitável e acessível, ao mesmo tempo, em que expande os limites da ciência.
Entenda como a cidade submersa protege humanos da pressão subaquática
Antes de tudo, é importante saber que a pressão subaquática é a força exercida pela água sobre qualquer objeto submerso ou ser vivo. Ela aumenta conforme a profundidade, a 10 metros, por exemplo, já é o dobro da pressão atmosférica na superfície.
Essa pressão afeta o corpo humano de várias formas, visto que ela comprime cavidades cheias de ar, como pulmões e seios nasais, o que pode gerar dor ou ferimentos caso a descida seja muito rápida. Desta forma, os mergulhadores devem se adaptar gradualmente.
Habitats subaquáticos, como é o caso da cidade debaixo da água, são desenvolvidos para neutralizar esses efeitos. Eles mantêm uma pressão interna estável, permitindo que os ocupantes vivam e trabalhem confortavelmente, mesmo a 200 metros de profundidade.

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