Jacarta ultrapassa Tóquio e lidera ranking global das megacidades mais populosas, revela relatório atualizado da ONU.
A capital da Indonésia acaba de se tornar a cidade mais populosa do planeta, segundo um novo relatório divulgado pela ONU na última semana.
O estudo revela o quê mudou no cenário urbano mundial: Jacarta alcançou quase 42 milhões de habitantes, superando grandes megacidades tradicionais.
A atualização foi feita pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, que mostra quem lidera o ranking urbanístico global.
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As informações foram publicadas após a análise dos centros urbanos mundiais, quando a ONU confirmou o novo quadro demográfico.
O levantamento aponta que o avanço ocorreu onde a urbanização cresce mais rápido: na Ásia. A mudança acontece como resultado de décadas de expansão acelerada em metrópoles asiáticas.
E, por fim, o fenômeno se confirma por quê o ritmo de crescimento em cidades como Tóquio desacelerou de forma consistente nos últimos 25 anos.
Com isso, a configuração das megacidades — termo usado para definir áreas urbanas com mais de 10 milhões de habitantes — passa por uma transformação significativa.
Assim, o mundo presencia uma nova ordem urbana, marcada pela concentração populacional crescente na Ásia.
Daca e Tóquio completam o topo do ranking global de megacidades depois de Jacarta
Logo após Jacarta, aparece Daca, capital de Bangladesh, com quase 40 milhões de habitantes. Em seguida vem Tóquio, que mantém forte presença global, mas agora figura na terceira posição, com cerca de 33 milhões de pessoas.
A capital japonesa já foi a maior cidade do planeta no ano 2000. No entanto, o relatório indica que o crescimento populacional mais lento ao longo das últimas décadas fez com que Tóquio fosse ultrapassada.
Enquanto países asiáticos como Indonésia e Bangladesh mantiveram ritmos acelerados de urbanização, o Japão vive um processo de envelhecimento demográfico e redução no número de habitantes.
Megacidades quadruplicam desde 1975 e se concentram na Ásia
O documento da ONU destaca ainda que o número de megacidades saltou de 8 para 33 desde 1975, o que representa um crescimento quatro vezes maior.
Mais da metade delas está localizada na Ásia — 19 no total — reforçando a mudança de eixo da urbanização mundial.
Entre as dez maiores cidades, apenas Cairo, no Egito, não está no continente asiático, o que evidencia a força da região no cenário demográfico.
Expansão urbana deve criar quatro novas megacidades até 2050
Os especialistas envolvidos no relatório projetam que, até 2050, pelo menos quatro novas cidades devem ultrapassar a marca de 10 milhões de habitantes. São elas:
Adis Abeba (Etiópia);
Dar es Salaam (Tanzânia);
Kuala Lumpur (Malásia);
Hajipur (Índia).
Por outro lado, algumas grandes cidades começam a registrar queda populacional, como a Cidade do México e Chengdu, na China, o que demonstra que o fenômeno não avança de maneira uniforme.
Urbanização acelera: quase metade da população mundial já vive em cidades
O relatório também revela que 45% da população global, estimada em 8,2 bilhões de pessoas, já vive em áreas urbanas. Em 1950, esse número não passava de 20%.
Além disso, os especialistas preveem que dois terços do crescimento populacional mundial até 2050 ocorrerão justamente nas cidades.
Para a ONU, qualquer local com pelo menos 50 mil habitantes já pode ser considerado uma cidade.
Pequenas e médias cidades crescem mais rápido que as megacidades
Embora a atenção mundial se concentre nas enormes metrópoles, o relatório mostra que cidades menores têm avançado em ritmo ainda mais acelerado.
Esse movimento já fez com que a maior parte da população urbana global esteja concentrada nessas localidades.
Hoje, existem cerca de 12 mil cidades no mundo — número que mais que dobrou desde 1975. A expectativa é que esse total ultrapasse 15 mil até 2050.
Desse conjunto, 96% das cidades possuem menos de um milhão de habitantes.
