Um novo ciclone deve ganhar força nos próximos dias, trazer calorão persistente até quarta-feira (28) com máximas acima de 36°C e sensação de abafamento desde cedo, e depois organizar instabilidades pela fronteira Oeste, espalhando temporais no Sul, com acumulados de 50mm a 80mm e picos acima de 100mm no Paraná.
O ciclone previsto para os próximos dias começa com um roteiro típico de tempo extremo: primeiro, calor fora do padrão e sensação de abafamento desde as primeiras horas do dia, depois uma virada com chuva, tempestades irregulares e aumento rápido das áreas de instabilidade no Sul e no Sudeste.
Até quarta-feira (28), a tendência é de temperaturas acima da média, com máximas próximas de 40°C, além de vários dias passando de 36°C, especialmente com foco no Rio Grande do Sul e na metade Oeste da Região Sul. Na sequência, o cenário muda com o avanço de temporais e volumes de chuva que podem ultrapassar 100mm em áreas do Paraná.
Calor antes da virada: manhã já acima de 30°C e máximas perto de 40°C
Entre 26 de janeiro e 3 de fevereiro, a Região Sul entra num período de forte sensação de abafamento desde cedo.
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A previsão indica termômetros ultrapassando 30°C ainda pela manhã, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde o calor aparece já nas primeiras horas do dia e se mantém durante a tarde.
Até quarta-feira (28), as máximas devem continuar elevadas, permanecendo acima de 36°C diariamente, com foco no Rio Grande do Sul e na metade Oeste da Região Sul.
Esse padrão mantém a sensação de calorão prolongado e prepara o terreno para mudanças rápidas quando a instabilidade se organiza.
Onde o alerta aperta: Oeste e Campanha do Rio Grande do Sul e áreas centrais
Algumas áreas citadas como sob alerta se repetem na projeção de instabilidade, formando um corredor de atenção. Estão nessa lista:
- Oeste e Campanha do Rio Grande do Sul
- Centro-Oeste de Santa Catarina
- Paraná
A combinação de calor persistente e entrada de instabilidades costuma elevar o risco de pancadas intensas e temporais localizados, especialmente quando o ar quente e úmido encontra sistemas mais organizados avançando pela fronteira Oeste.
Primeiros sinais de instabilidade: tempestades isoladas no Paraná já na terça-feira (27)
Antes do período mais amplo de temporais, a previsão já aponta uma mudança inicial: na terça-feira (27), podem ocorrer tempestades isoladas no Paraná.
Esse tipo de ocorrência costuma ser irregular, com áreas recebendo chuva forte em pouco tempo enquanto outras permanecem com pouca ou nenhuma precipitação.
A partir de quarta-feira (28), a tendência é de ampliação das áreas de instabilidade, indicando que a chuva deixa de ser um evento isolado e começa a ganhar mais cobertura geográfica, preparando a fase em que as tempestades se espalham por grande parte do Sul.
Quinta-feira (29): temporais se espalham e a organização começa pela fronteira Oeste
Na quinta-feira (29), o padrão muda de vez. As tempestades devem se espalhar por grande parte do Sul, e os sistemas começam a se organizar pela fronteira Oeste.
Há destaque para a possibilidade de episódios intensos ainda pela manhã na região de Uruguaiana, sinalizando um ponto de partida importante do avanço das instabilidades.
Depois desse início, as áreas de chuva e temporais avançam em direção a Santa Catarina e ao Paraná, ampliando o alcance e elevando o risco de pancadas mais fortes conforme o sistema ganha corpo e se desloca.
Sexta-feira (30) e sábado (31): chuva mais forte na metade Leste e ciclone se formando na costa
Na sexta-feira (30), a previsão indica que chuvas intensas e tempestades tendem a se concentrar na metade Leste dos estados do Sul, com possibilidade de atingir também o Nordeste do Rio Grande do Sul.
Esse detalhe aponta para uma redistribuição da instabilidade: depois de organizar pela fronteira Oeste, o foco passa a migrar e se intensificar em outras áreas.
Entre sexta-feira e sábado (31), está prevista a formação do ciclone na costa brasileira, entre o Sul e o Sudeste.
Esse é o ponto-chave da “virada brusca” descrita: calor e abafamento primeiro, seguido por um cenário de temporais e chuva mais volumosa em partes específicas.
Chuva irregular, mas com volumes expressivos: 50mm a 80mm e picos acima de 100mm
Mesmo com a instabilidade, a chuva deve ocorrer de forma irregular na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul. Isso significa que o volume pode variar bastante de um município para outro, com núcleos de chuva forte concentrados e intervalos com pouca precipitação.
Ainda assim, os acumulados até sábado devem variar entre 50mm e 80mm.
O destaque mais crítico fica para o Paraná: no Centro e no Nordeste do Paraná, os volumes podem ultrapassar 100mm, elevando o alerta para episódios de tempo severo e pancadas mais violentas dentro do período.
O que esperar na prática: dias de tempo extremo e mudanças repentinas
O desenho geral do evento combina três elementos que costumam aumentar a sensação de instabilidade para a população:
- Calor persistente até quarta-feira (28), com máximas acima de 36°C e perto de 40°C
- Entrada de chuva e tempestades de forma irregular, com ampliação das instabilidades a partir de quarta
- Organização mais forte entre quinta (29) e sábado (31), com formação do ciclone na costa e volumes acima de 100mm em áreas do Paraná
Com esse cenário, a sensação é de “vai e volta” do tempo: calorão e abafamento, depois pancadas e temporais, com chance de episódios intensos em horários específicos, como o destaque dado para Uruguaiana ainda pela manhã na quinta-feira (29).
Na sua cidade, você prefere encarar o calorão de quase 40°C ou a virada com temporais e mais de 100mm de chuva chegando de uma vez?

Virada do tempo para refrescar.
Detesto os dois, mas entre calorão e temporais, com certeza escolho o calorão.
Calorão