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China aposta alto e quer transformar este país da América Latina em potência energética com mega usina solar de 70 megawatts e US$ 83 milhões em investimento estratégico

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 20/02/2026 às 10:03 Atualizado em 20/02/2026 às 10:04
Nicarágua, China, Energia solar, Usina solar
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Com investimento de US$ 83 milhões, a nova usina solar de 70 megawatts em Nindirí amplia a geração de energia solar e reforça laços estratégicos entre Nicarágua e China

A Nicarágua deu início, em junho de 2025, à construção de sua maior usina solar no município de Nindirí, em Masaya, com investimento de US$ 83 milhões e capacidade de 70 megawatts, ampliando a geração de energia solar e aprofundando a parceria com a China.

Energia solar impulsiona nova fase da matriz energética

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a China Communications Construction Company Limited CCCC e representa um marco para a energia solar no país.

A expectativa é que a obra seja concluída até o final deste ano, consolidando um avanço relevante na produção de fontes renováveis.

Com capacidade instalada de 70 megawatts, a estrutura contará com 112.700 painéis fotovoltaicos. A iniciativa busca ampliar a participação das energias limpas na matriz nacional e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais no setor elétrico.

A expansão da energia solar é vista como estratégica para diversificar a geração e diminuir pressões sobre o sistema.

Parceria com a China avança em meio a críticas

A construção da usina ocorre em um momento de fortalecimento das relações diplomáticas entre Nicarágua e China, reativadas recentemente.

Além da energia solar, a cooperação bilateral se estende a áreas como mineração, transporte e saúde.

O projeto, no entanto, é desenvolvido em um cenário de críticas e sanções ao governo de Daniel Ortega.

Analistas apontam que a parceria evidencia um alinhamento geopolítico estratégico entre os dois países, ampliando a presença chinesa na América Central.

Benefícios sustentáveis e preocupações financeiras

Embora a nova usina solar prometa benefícios ambientais e econômicos, há preocupações em relação à dependência de financiamentos chineses.

A dívida externa da Nicarágua segue em trajetória de alta, o que acende alertas sobre a sustentabilidade fiscal no médio e longo prazo.

Os contratos de financiamento firmados com a China apresentam prazos de carência mais curtos e juros mais altos em comparação com instituições como o Banco Mundial.

Esse contexto levanta questionamentos sobre as condições financeiras associadas ao projeto.

À medida que a usina solar se aproxima da conclusão, cresce a expectativa sobre seus impactos na economia e na política nacional, em um momento decisivo para o setor energético e para as relações internacionais do país.

Com informações de Crusoe.

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Romário Pereira de Carvalho

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