Com o objetivo de se tornar o primeiro país a lançar uma usina de energia solar em órbita terrestre, a China pretende começar as obras ainda em 2022 para testar como será feita a transferência de energia
A China pretende se tornar o primeiro país a implantar uma usina de energia solar na órbita da Terra. As obras do seu experimento devem começar em 2022 e a estimativa é que em 2030 a usina já esteja por completo na órbita.
Leia também
A usina de energia solar espacial pode trazer vantagens
A estrutura da usina da China tem planos de ser colocada na órbita geoestacionária, a uma altura de 35.786 quilômetros, onde terá a possibilidade de estar acima de um ponto selecionado da terra de forma constante, afirmou Long Lehao, projetista-chefe dos foguetes da China da série Changzheng-9 em uma apresentação feita em Hong Kong.
O projeto conta com obras de grandes painéis de energia solar em órbita. A vantagem que a usina proporciona é a possibilidade de recebimento quase constante de energia solar, mesmo que as condições climáticas não sejam as adequadas.
-
O mundo apostou no hidrogênio verde como combustível do futuro, mas agora encara o efeito colateral: produzir 1 quilo exige cerca de 9 litros de água ultrapura, e os maiores projetos do planeta ficam justamente nas regiões mais secas da Terra, onde a água já falta para as pessoas
-
África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda queima diesel para funcionar, enquanto empresas correm para cobrir antenas com energia solar e evitar apagões no sinal
-
Agricultores trocaram diesel por painéis solares no Paquistão, ligaram bombas de irrigação quase sem custo, ampliaram lavouras de arroz e agora a água subterrânea virou alerta vermelho no campo
-
Trabalhadores migrantes largaram o maior parque de energia renovável do mundo na Índia após calor extremo, jornadas de 12 horas, salários atrasados e alojamentos precários em uma obra que ainda promete abastecer 18 milhões de casas
O plano é que, para que a energia seja transmitida para a Terra, sejam usados lasers ou micro-ondas. A usina da China deve ter início com um pequeno experimento de transferência de energia em 2022 e em 2030, com as obras já terminadas e pronto para ser lançado em órbita.
O futuro da usina solar da China
Além dessa, que é de classe megawatt, os cientistas do país pretendem colocar, até 2050 uma usina de energia solar comercial de classe gigawatt. Segundo os cálculos, essa estimativa exigirá que sejam feitos mais de cem lançamentos do foguete Changzheng-9.
De acordo com Long Lehao e Qi Faren, importante projetista da tecnologia espacial da China, a construção da usina pode enfrentar diversas dificuldades, tendo em vista que os cientistas devem resolver problemas de viabilidade econômica do projeto. Eles afirmam que é necessário resolver as questões de segurança na transmissão de energia e também reduzir o custo das obras.
Usinas solares orbitais
Um plano antigo envolvendo ideias para obras de usinas de energia solar desse tipo já foram propostos antes, por vários países além da China como, Japão e Estados Unidos.
O projeto de energia solar da China já foi mencionado em 2008 nos planos do país, e somente em 2019 a Academia Chinesa de Tecnologia Espacial, na cidade de Chongqing, começou a construção de uma base experimental para o início de testes de métodos de transmissão de energia sem o uso de fios.

Seja o primeiro a reagir!