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O agro brasileiro encontrou na China mais que um comprador gigante: foram US$ 55,3 bilhões em 2025

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 08/04/2026 às 20:39 Atualizado em 08/04/2026 às 23:45
China impulsiona agro brasileiro, concentra 32,7% das vendas externas do setor e ajuda a levar exportações a US$ 169,2 bilhões.
China impulsiona agro brasileiro, concentra 32,7% das vendas externas do setor e ajuda a levar exportações a US$ 169,2 bilhões.
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Com US$ 55,3 bilhões em compras e alta de 11,3% em um ano, a China reforçou sua posição como principal motor do agro brasileiro em 2025, ajudou a levar o setor ao recorde de US$ 169,2 bilhões em exportações e abriu espaço para novos produtos além das commodities tradicionais

O agro brasileiro alcançou um novo patamar nas exportações para a China em 2025, em um movimento que reforçou a centralidade do mercado asiático para o setor e ajudou a levar o agronegócio nacional a um resultado histórico. As vendas ao país cresceram 11,3% em valor na comparação com 2024, com variação absoluta de US$ 5,62 bilhões, o maior avanço entre todos os compradores.

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 169,2 bilhões em 2025, alta de 3% em relação ao ano anterior. Com esse desempenho, o setor respondeu por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no período, consolidando um ano recorde para o comércio externo do campo.

China lidera compras e amplia peso no agro brasileiro

A China ficou na liderança isolada entre os destinos do agro brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em compras e participação de 32,7% nas exportações do setor. Na sequência apareceu a União Europeia, com US$ 25,2 bilhões e 14,9% do total, um volume inferior à metade do absorvido pelo mercado chinês.

O resultado reforçou uma relação comercial de grande peso para o agro brasileiro, sustentada principalmente por soja, carne bovina e celulose. Ao mesmo tempo, a pauta exportadora começou a incorporar itens mais especializados e com maior valor agregado, ampliando o alcance dos embarques ao mercado asiático.

DDGS abre nova frente de exportação para a China

Um dos marcos recentes dessa diversificação foi o envio de DDGS, coproduto gerado na produção de etanol de milho e utilizado na alimentação animal. As primeiras cargas brasileiras chegaram à China no início de abril, após embarque realizado no Porto de Imbituba, em Santa Catarina.

O navio transportou 62 mil toneladas do produto até o porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China. A abertura desse mercado, concretizada em maio de 2025, foi resultado de longas negociações sanitárias e da atuação do setor produtivo, com impulso da União Nacional do Etanol de Milho, a Unem.

A entrada do Brasil nesse segmento também alterou um cenário em que os Estados Unidos dominavam o fornecimento de DDGS ao mercado chinês.

Com isso, o agro brasileiro passou a ocupar espaço relevante em um comércio de insumos agrícolas que vinha sendo abastecido majoritariamente por outro competidor internacional.

Novos produtos reforçam diversificação do agro brasileiro

Outro avanço recente ocorreu com a farinha de vísceras de aves, insumo amplamente usado na nutrição animal. O primeiro contêiner do produto foi enviado à China após a abertura do mercado chinês em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal, a Abra.

O embarque confirmou um movimento de aproveitamento comercial de subprodutos da indústria nacional, transformados em novas fontes de receita. O processo reuniu o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária em iniciativas voltadas à ampliação da pauta exportadora.

Os casos de DDGS e farinha de vísceras de aves evidenciaram um padrão crescente de atuação, em que entidades setoriais ajudam a impulsionar a abertura de mercados. Em 2025, a diversificação de produtos elevou em cerca de 15% as exportações de itens não tradicionais e ajudou o agronegócio brasileiro a enfrentar turbulências como o tarifaço, casos de influenza aviária e a queda dos preços internacionais de algumas commodities.

Com isso, o agro brasileiro não apenas preservou o volume de vendas para a China, como também ampliou a variedade de produtos enviados ao país asiático. Cada novo item incorporado à pauta consolidou um movimento de expansão comercial com menor dependência das commodities tradicionais e presença mais ampla no comércio global

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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