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China dá um banho de eficiência no frio extremo e deixa rivais para trás: teste real na Noruega revela quais carros elétricos aguentaram temperaturas de até -32ºC e entregaram mais autonomia na estrada

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 12/05/2026 às 18:03
Atualizado em 12/05/2026 às 18:05
Comboio de carros elétricos em estrada nevada na Noruega durante teste de autonomia real em frio extremo.
Carros elétricos percorrem estrada coberta de neve durante avaliação de autonomia real em temperaturas extremas na Noruega.
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Avaliação conduzida pelo Automóvel Clube Norueguês colocou 27 carros elétricos à prova em temperaturas extremas de até -32ºC, comparou a autonomia real com os números oficiais do ciclo WLTP e revelou quais modelos conseguiram manter melhor desempenho, eficiência energética e capacidade de rodagem em longas viagens sob frio severo nas estradas da Noruega

Desde 2020, o Automóvel Clube Norueguês, conhecido como NAF, realiza um dos testes mais observados do mercado de carros elétricos.

A entidade carrega totalmente os modelos avaliados e, em seguida, conduz todos pela mesma rota, ao mesmo tempo, para medir a autonomia real.

Neste ano, porém, o desafio foi ainda mais severo.

O teste enfrentou as temperaturas mais baixas já registradas pela associação, com mínima de -32ºC em Høyeste e máxima de -8ºC em Oslo.

Teste realizado pelo Automóvel Clube Norueguês colocou carros elétricos à prova em estradas congeladas e temperaturas extremas para medir a autonomia real das baterias. Imagem: NAF

Frio extremo muda tudo no teste

O objetivo principal foi verificar a diferença entre a autonomia informada pelo ciclo WLTP e a distância realmente percorrida em estrada.

Embora o WLTP tenha evoluído, ele ainda não mostra com precisão absoluta o consumo em rodovias longas, principalmente sob frio intenso.

Ao mesmo tempo, os carros elétricos costumam consumir menos na cidade.

Por isso, a autonomia média homologada pode parecer mais favorável do que o desempenho obtido em viagens prolongadas.

Como a avaliação foi conduzida

Segundo o NAF, os 27 carros elétricos saíram de Oslo e seguiram por mais de 400 quilômetros em rodovias nacionais. O percurso começou ao nível do mar e passou por trechos de forte elevação.

Em seguida, a rota alcançou pontos acima de 1.000 metros antes de retornar para cerca de 750 metros de altitude. Assim, os veículos enfrentaram subidas, descidas, frio extremo e longos períodos de estrada.

Os motoristas interromperam o teste quando perceberam perda de potência. Dessa forma, a avaliação não deixou as baterias descarregarem completamente.

Neste teste, o primeiro motorista parou quando o carro ainda indicava 11% de bateria restante.

Modelos com menor perda chamam atenção

Entre os melhores desempenhos, o destaque ficou para os veículos que menos se afastaram da autonomia prometida.

Nesse recorte, Hyundai Inster e MG IM6 apresentaram perda de 29% em relação ao WLTP. Além deles, outros modelos asiáticos também tiveram resultado competitivo no frio extremo.

O Hyundai Inster percorreu 256 quilômetros, contra 360 quilômetros no WLTP. Já o KGM Musso EV rodou 263 quilômetros, diante de 379 quilômetros homologados.

Enquanto isso, o Voyah Courage alcançou 300 quilômetros, contra 440 quilômetros declarados. O Changan Deepal S05 percorreu 293 quilômetros, ante 445 quilômetros no ciclo WLTP.

Por fim, o MG IM6 chegou a 352 quilômetros, diante de 505 quilômetros prometidos.

Maiores diferenças exigem contexto

Por outro lado, alguns modelos tiveram perdas maiores na comparação com a autonomia oficial. No entanto, o contexto é essencial.

O Lucid Air, por exemplo, registrou o maior desvio percentual, com 49%. Ainda assim, foi o carro que percorreu a maior distância do teste, chegando a 520 quilômetros. Com isso, ele ficou exposto por mais tempo às temperaturas abaixo de -30ºC.

O BMW iX percorreu 388 quilômetros, contra 641 quilômetros no WLTP. Já o Tesla Model Y rodou 359 quilômetros, diante de 629 quilômetros homologados.

O Volvo EX90 alcançou 339 quilômetros, contra 611 quilômetros oficiais. Enquanto isso, o Mercedes CLA percorreu 421 quilômetros, ante 709 quilômetros informados.

Por fim, o Lucid Air registrou 520 quilômetros, contra 960 quilômetros declarados.

Resultado reforça importância da autonomia real

O teste norueguês mostra como o frio extremo altera o desempenho dos carros elétricos. Ainda assim, mesmo os modelos com maior perda rodaram entre 339 e 520 quilômetros.

Portanto, os dados enfraquecem a ideia de que veículos elétricos percorrem distâncias muito pequenas quando a temperatura cai. A avaliação reforça a importância de comparar a autonomia oficial com testes independentes em condições reais.

No fim, o resultado indica que a autonomia dos elétricos muda bastante no inverno, mas segue relevante para viagens longas.

Diante de temperaturas tão extremas, qual modelo elétrico surpreendeu mais: o que perdeu menos autonomia ou o que percorreu a maior distância?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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