Proibição inédita reforça disputa tecnológica entre EUA e China
A Administração do Ciberespaço da China (CAC) determinou, em 15 de setembro de 2025, que grandes empresas locais suspendessem compras e testes do chip RTX Pro 6000D.
A norte-americana Nvidia desenvolveu o chip exclusivamente para o mercado chinês.
O Financial Times confirmou a medida em 17 de setembro com base em fontes ligadas ao setor.
A decisão reflete a política de reduzir a dependência de semicondutores estrangeiros.
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Decisão amparada em investigações antimonopólio
Segundo a Administração Estatal para a Regulação do Mercado, a Nvidia foi considerada em violação das leis antimonopólio da China.
Por essa razão, a companhia seguirá sujeita a investigações locais.
Consequentemente, pedidos de dezenas de milhares de unidades do RTX Pro 6000D foram cancelados.
Assim, empresas que já haviam iniciado testes tiveram de paralisar os projetos.
Esse movimento reforça o esforço do governo chinês em consolidar fabricantes nacionais e estimular cadeias produtivas próprias.
Reações da Nvidia diante da pressão chinesa
O diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, manifestou-se durante viagem ao Reino Unido.
De acordo com declarações ao Financial Times, Huang pretende discutir a situação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ele afirmou que a companhia deseja permanecer na China, mas depende de decisões políticas entre Washington e Pequim.
Assim, a Nvidia reforça a postura de paciência estratégica diante das tensões comerciais.
A empresa reconhece que a disputa vai além do setor de tecnologia.
Contexto de avanços locais e novas orientações governamentais
Autoridades chinesas indicaram que a indústria doméstica de semicondutores já alcançou nível comparável às líderes globais.
Dessa forma, eles acreditam que podem substituir gradualmente a importação de chips avançados.
Em agosto de 2025, a Bloomberg noticiou que o governo havia recomendado que empresas evitassem o uso dos processadores H20 da Nvidia.
A recomendação se aplicava especialmente em aplicações oficiais.
Portanto, a decisão mais recente representa a continuidade de uma estratégia consolidada de independência tecnológica.
Negociações comerciais e impacto internacional
A Nvidia havia retomado, em julho de 2025, os envios de chips H20 para a China.
A retomada ocorreu após um acordo com Washington que permitiu exportações condicionadas ao pagamento de 15% das receitas geradas no país.
A medida foi acompanhada pela AMD, sinalizando uma acomodação temporária nas restrições.
Entretanto, com a proibição chinesa de setembro, esse equilíbrio se rompe novamente.
Assim, intensifica-se a corrida para que a China avance em inovação própria.
Enquanto isso, os Estados Unidos reforçam a vigilância sobre a tecnologia de ponta.
