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China constrói a maior base militar subterrânea do mundo perto de Pequim — satélites revelam 1.500 acres com 100 guindastes, e o complexo será 10x maior que o Pentágono

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 28/04/2026 às 19:00
Atualizado em 28/04/2026 às 20:53
Pentágono dos Estados Unidos visto de cima para comparação de escala
Representação artística do Pentágono — o complexo chinês será aproximadamente 10 vezes maior que o edifício mais famoso do Departamento de Defesa americano
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Imagens de satélite revelam que a China está construindo o maior complexo militar subterrâneo da história — e ele será 10 vezes maior que o Pentágono

Analistas de defesa que monitoram imagens de satélite detectaram na região de Qinglonghu, a cerca de 32 quilômetros de Pequim, um canteiro de obras colossal que vem sendo escavado silenciosamente há anos.

Segundo reportagem da Newsweek, o local — apelidado de “Beijing Military City” por especialistas em inteligência — ocupa aproximadamente 1.500 acres e apresenta sinais inequívocos de construção militar de grande escala.

Contudo, o que mais chamou a atenção dos analistas não foi o tamanho da superfície — mas o que está sendo construído por baixo dela.

De acordo com múltiplas fontes de inteligência citadas pela Sustainability Times, o complexo inclui escavações profundas que indicam a construção de bunkers subterrâneos capazes de resistir a ataques nucleares diretos.

Dessa forma, a China pode estar erguendo o maior centro de comando militar subterrâneo já construído por qualquer nação — superando até mesmo as instalações mais secretas dos Estados Unidos e da Rússia.

Além disso, a área total do complexo — estimada em 1.500 acres — é aproximadamente 10 vezes maior que o Pentágono, o icônico edifício do Departamento de Defesa americano que ocupa cerca de 150 acres.

Imagem de satélite mostrando complexo militar gigante em construção na China
Representação artística de vista por satélite — mais de 100 guindastes operam simultaneamente no canteiro de 1.500 acres

Mais de 100 guindastes operam simultaneamente — e o governo chinês não disse uma palavra sobre o projeto

Fotos de satélite de fevereiro de 2025 mostram mais de 100 guindastes operando ao mesmo tempo no canteiro — uma escala de atividade que normalmente está associada à construção de megacidades, não de instalações militares.

Consequentemente, analistas concluem que o projeto é tratado como prioridade absoluta pelo Comitê Central do Partido Comunista Chinês.

No entanto, apesar da escala monumental visível do espaço, o governo chinês não confirmou oficialmente a existência do projeto nem revelou sua finalidade.

Da mesma forma, nenhuma reportagem da mídia estatal chinesa mencionou o canteiro de Qinglonghu — um silêncio que, paradoxalmente, confirma a natureza militar classificada da instalação.

Igualmente, a velocidade de construção é sem precedentes para projetos militares subterrâneos, que historicamente levam décadas para serem concluídos — como o rio artificial de Gaddafi na Líbia, que também envolveu escavações subterrâneas colossais, ou o Projeto 816, que a própria China levou 17 anos para escavar.

Portanto, Qinglonghu pode representar uma nova era na engenharia militar chinesa: megaestruturas subterrâneas construídas em tempo recorde com tecnologias modernas de escavação.

O que os analistas acreditam: um bunker nuclear capaz de proteger a liderança chinesa durante uma guerra total

Segundo análise publicada pelo Indian Defence Review, o complexo provavelmente substituirá o Western Hills Complex — o atual bunker de comando militar chinês, em operação desde os anos 1960.

Nesse sentido, o novo complexo seria o centro de comando estratégico principal da China em caso de conflito militar de grande escala — incluindo cenários de guerra nuclear.

Além disso, especialistas apontam que o design parcialmente enterrado e a profundidade das escavações são consistentes com instalações projetadas para sobreviver a impactos diretos de armas nucleares tático e estratégicas.

Sobretudo, a existência de um bunker de comando à prova de ataque nuclear é considerada essencial para a credibilidade da dissuasão nuclear chinesa: se a liderança pode sobreviver a um primeiro ataque, a ameaça de retaliação se torna crível.

Apesar disso, a transparência zero do projeto alimenta temores internacionais de que o complexo possa ter finalidades adicionais além de comando e controle — incluindo armazenamento de arsenais estratégicos ou centros de pesquisa classificados.

Pentágono dos Estados Unidos visto de cima para comparação de escala
Representação artística do Pentágono — o complexo chinês será aproximadamente 10 vezes maior

A expansão nuclear que assusta o mundo: 500 ogivas até 2030, mil até 2035

O complexo de Qinglonghu não existe isoladamente — ele faz parte de uma expansão nuclear chinesa acelerada que vem alarmando analistas ocidentais há anos.

De acordo com relatórios do Departamento de Defesa americano, a China triplicou seu arsenal nuclear nos últimos cinco anos e pode atingir 500 ogivas até 2030 e mil até 2035.

Consequentemente, a construção de um centro de comando capaz de coordenar um arsenal dessa magnitude é perfeitamente consistente com a trajetória de modernização militar do país.

Por outro lado, a CNN reportou em abril de 2026 que imagens de satélite de sites nucleares na província de Sichuan mostram expansão contínua e construções não identificadas.

Da mesma forma, o ritmo de construção de silos de mísseis balísticos intercontinentais no deserto chinês acelerou significativamente — com mais de 300 novos silos identificados nos últimos três anos.

Ainda assim, a China mantém oficialmente a política de “não primeiro uso” de armas nucleares — embora analistas ocidentais questionem cada vez mais se essa doutrina será mantida à medida que o arsenal cresce.

Bunker militar subterrâneo com portas blindadas de aço
Representação artística de bunker militar — o complexo incluirá instalações à prova de ataque nuclear

O que o mundo sabe — e o que ainda não sabe — sobre o maior projeto militar secreto do planeta

A construção em Qinglonghu é um dos segredos militares mais mal guardados da história: as imagens são públicas, os guindastes são visíveis do espaço, e analistas publicam relatórios detalhados sobre o local.

No entanto, os detalhes internos permanecem um mistério absoluto: quantos níveis subterrâneos terá, que sistemas serão instalados, e por quanto tempo a liderança chinesa poderia sobreviver isolada em caso de ataque nuclear total.

O que se sabe é o seguinte: a 32 km de Pequim, a China escava uma estrutura 10 vezes maior que o Pentágono, com mais de 100 guindastes operando ao mesmo tempo — e ninguém no governo explicou para que ela serve.

Numa era em que satélites fotografam cada metro quadrado do planeta, o maior projeto militar do mundo é também um dos mais enigmáticos — e o silêncio de Pequim só aumenta as perguntas sobre o que estão construindo debaixo daquelas colinas.

De fato, o investimento na expansão nuclear chinesa é tão acelerado que analistas do Pentágono revisaram suas estimativas três vezes nos últimos dois anos — sempre para cima.

Apesar disso, a China nunca participou de nenhum tratado de controle de armas nucleares, ao contrário dos EUA e da Rússia — o que significa que sua expansão nuclear não tem limite formal.

Sobretudo, o complexo de Qinglonghu pode ser apenas a ponta visível de um iceberg muito maior: a inteligência americana estima que existem pelo menos seis outros projetos militares subterrâneos em andamento na China que não foram fotografados por satélite.

Por outro lado, a história militar mostra que grandes potências sempre construíram bunkers de comando durante períodos de tensão — os EUA têm Cheyenne Mountain, a Rússia tem a Montanha Yamantau, e agora a China terá Qinglonghu.

Consequentemente, a diferença é que Qinglonghu está sendo construído em plena era de transparência por satélite — o que torna impossível escondê-lo, mas não impossível manter em segredo o que há dentro dele.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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