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China avança na litografia EUV e desafia o domínio global da indústria de chips

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 28/12/2025 às 10:21
Atualizado em 28/12/2025 às 10:22
China desenvolve litografia EUV para produzir semicondutores avançados e reduzir dependência externa na indústria global de chips.
Foto: IA
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China desenvolve litografia EUV para produzir semicondutores avançados e reduzir dependência externa na indústria global de chips.

A China intensificou, nos últimos anos, um ambicioso esforço para dominar a litografia EUV, tecnologia crítica para a produção de semicondutores avançados, como parte de uma política nacional de autonomia tecnológica.

O movimento envolve governo, universidades e grandes empresas de tecnologia, ocorre principalmente em centros industriais como Shenzhen, avança por meio de pesquisa coordenada e investimentos públicos robustos e busca reduzir os impactos das sanções impostas pelos Estados Unidos desde 2018.

O objetivo central é reposicionar o país na indústria de chips e alterar o equilíbrio da geopolítica tecnológica global. 

Essa estratégia ganhou força após as restrições ao acesso chinês a equipamentos sensíveis, especialmente no setor de semicondutores.

Desde então, Pequim passou a tratar a litografia EUV como um ativo estratégico, essencial para sustentar o crescimento econômico, a segurança nacional e a competitividade tecnológica de longo prazo. 

O que é a litografia EUV e por que ela é estratégica 

litografia EUV — sigla para ultravioleta extremo — é uma técnica usada para gravar circuitos extremamente pequenos em wafers de silício.

Ela opera com comprimentos de onda muito curtos de luz, o que permite fabricar chips abaixo de 7 nanômetros, patamar dos processadores mais avançados do mundo. 

Esse nível de miniaturização aumenta significativamente a densidade de transistores, melhora a eficiência energética e amplia o desempenho computacional.

Por isso, a litografia EUV é considerada indispensável para aplicações modernas, como inteligência artificial, computação de alto desempenho, redes 5G e sistemas militares sofisticados. 

Atualmente, poucas empresas dominam essa tecnologia, com destaque para a holandesa ASML, fornecedora quase exclusiva das máquinas EUV usadas globalmente. 

Protótipo chinês sinaliza redução de dependência externa 

A máquina de litografia EUV desenvolvida na China, ainda em fase de protótipo, representa um passo relevante rumo à autonomia tecnológica.

O equipamento, criado em Shenzhen, indica a possibilidade de reduzir, ao menos parcialmente, a dependência de fornecedores estrangeiros na etapa mais sensível da fabricação de chips. 

Embora o protótipo ainda esteja distante da produção comercial em larga escala, analistas avaliam que o simples avanço técnico já altera as expectativas do mercado.

Na prática, trata-se de um sinal claro de que a China busca controle sobre os elos mais críticos da indústria de chips

Como surgiu o “Projeto Manhattan Chinês” 

O esforço ficou conhecido informalmente como “Projeto Manhattan Chinês”, em referência ao programa dos Estados Unidos que desenvolveu a bomba atômica na década de 1940.

A analogia destaca a escala do projeto, o alto grau de confidencialidade e o caráter estratégico da iniciativa. 

O programa reuniu milhares de engenheiros ligados à Huawei, além de universidades e institutos estatais, todos sob coordenação centralizada e forte financiamento público.

Segundo relatos, o desenvolvimento combinou engenharia reversa de componentes importados e o recrutamento de ex-especialistas de empresas estrangeiras. 

O objetivo técnico é viabilizar, entre 2028 e 2030, uma linha de produção estável de semicondutores avançados, alinhada às metas nacionais de autossuficiência parcial. 

Principais eixos técnicos da litografia EUV chinesa 

Para tornar a litografia EUV viável em escala industrial, a China estruturou múltiplos eixos de pesquisa paralelos.

Cada frente busca superar gargalos historicamente dominados por poucos fornecedores globais, concentrados na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. 

Esses desafios incluem desde fontes de luz estáveis e sistemas ópticos ultrassensíveis até materiais químicos, fotomáscaras e processos de manutenção contínua.

Superar essas barreiras é essencial para garantir operação confiável, com rendimento elevado e funcionamento ininterrupto. 

Impactos sobre a indústria global de chips 

Caso avance, a litografia EUV chinesa pode desafiar o domínio de empresas centrais da cadeia global, como a própria ASML e a fabricante taiwanesa TSMC.

A entrada gradual da China tende a redistribuir capacidades produtivas e abrir novas rotas de fornecimento. 

Por outro lado, especialistas alertam que a distância entre um protótipo funcional e a disputa por contratos globais ainda é significativa.

Escalar a tecnologia exige confiabilidade 24 horas por dia, integração com processos industriais maduros e autonomia mesmo sem acesso irrestrito a fornecedores estrangeiros. 

Reflexos para IA, defesa e geopolítica tecnológica 

Então o avanço da litografia EUV chinesa tem impactos diretos sobre inteligência artificial, data centers mais eficientes e sistemas militares de comando e controle.

Ao reduzir a dependência externa, a China amplia sua margem de manobra em segurança nacional e em política industrial. 

No cenário internacional, o protótipo reacende debates sobre controles de exportação, propriedade intelectual e realocação de fábricas.

Assim, a tendência é de maior fragmentação tecnológica, com blocos regionais buscando autonomia tecnológica e reavaliando riscos na cadeia global de semicondutores avançados

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Alquenis Tomaz
Alquenis Tomaz
28/12/2025 18:45

Obrigado

Khinecapa
Khinecapa
Em resposta a  Alquenis Tomaz
31/12/2025 18:44

China llega en un momento innecesarios de minituarización , ya que los desarrolladores se enfocan en Nueva integración y en sustituir al silicio. Aunque les servirá de experiencia

Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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