Helicóptero Moyujian avança para testes acima de 6.000 metros com tiro real a 4.000 metros, autonomia de 9 horas e alcance operacional de 1.000 km, segundo SCMP e CCTV
O helicóptero não tripulado Moyujian, desenvolvido pela Sichuan Tengden Technology, avançou para testes de combate em altitudes superiores a 19.000 pés após ser exibido em Zhuhai, entre 27 e 30 de novembro, reforçando capacidades para missões em planaltos e mares.
O Moyujian foi apresentado durante a Exposição de Aviação Geral da Ásia com destaque para seu primeiro teste de tiro real em alta altitude, registrado em imagens divulgadas ao público pela organização do evento.
A aeronave foi exibida camuflada em uma mostra estática, enquanto seus desenvolvedores explicaram que o desempenho registrado em grandes altitudes aumentou a confiança no uso operacional em áreas onde o voo se torna mais desafiador.
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A Tengden afirmou que o helicóptero foi projetado para reconhecimento, ataques de precisão, retransmissão de comunicações, resgate de emergência e prevenção de incêndios florestais, integrando missões civis e militares.
A empresa também destacou que o projeto suporta operações em planaltos e ambientes marítimos, permitindo longos tempos de voo e desempenho estável mesmo sob condições adversas.
Testes de tiro real e planos para comunicação via satélite
Um operador da Tengden relatou à emissora estatal CCTV que o Moyujian realizou testes de tiro real em julho a uma altitude superior a 4.000 metros, utilizando dois mísseis durante o exercício programado.
Segundo a emissora, o helicóptero foi testado contra alvos móveis e estacionários, concluindo a missão conforme planejado e validando a integração dos sistemas de ataque da aeronave.
A operadora informou ainda que a próxima fase envolverá comunicação e controle via satélite além da linha de visão, um requisito para missões mais longas e complexas realizadas acima de 6.000 metros.
A Tengden afirmou que esse estágio exigirá estabilidade elevada, desempenho consistente do motor e links de dados confiáveis, elementos essenciais para operações em altitudes extremas.
A empresa relatou que o Moyujian possui alcance máximo de 1.000 km e autonomia de voo de 9 horas, projetado para decolagens e pousos em altitudes elevadas sem comprometer a estabilidade.
A aeronave dispõe de um teto de serviço de 7.200 metros, reforçando sua missão em regiões onde o oxigênio rarefeito e os ventos fortes prejudicam o desempenho de aeronaves convencionais.
Capacidades para planaltos tibetanos e patrulhas marítimas
O nome Moyujian foi inspirado no personagem Zhang Qing, de “À Margem da Água”, cujo apelido flecha sem penas remete aos ataques de precisão atribuídos ao helicóptero.
A capacidade de operar em altitudes de 4.000 a 5.000 metros foi apontada como fundamental para missões no Planalto Tibetano, onde o relevo acidentado e a baixa densidade do ar dificultam o voo de aeronaves tradicionais.
A região inclui trechos do Himalaia na fronteira com a Índia, impondo desafios adicionais para sensores, propulsão e controle, fatores mitigados pelo design específico do Moyujian.
O SCMP informou que o alcance de 1.000 km também viabiliza missões marítimas distantes da costa, como patrulhas prolongadas no Mar da China Meridional.
Essa autonomia é relevante para vigilância contínua sobre rotas oceânicas estratégicas, onde as forças chinesas priorizam monitoramento e prontidão para ataques.
A aeronave foi descrita como apta para cobrir vastas áreas oceânicas, condição alinhada às prioridades estabelecidas para sistemas não tripulados em expansão no país.
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Expansão chinesa em sistemas não tripulados
A China tem investido em larga escala em equipamentos terrestres, marítimos e aéreos não tripulados com objetivo de competir com programas globais voltados a aplicações civis e militares.
Demonstrações recentes evidenciam esse avanço, incluindo a exibição de veículos autônomos durante o desfile do Dia da Vitória em 3 de setembro, quando submarinos, drones de apoio aéreo e robôs de combate foram apresentados.
Outro equipamento da Tengden, o helicóptero de carga pesada Boying T1400, realizou seu voo inaugural no mês passado utilizando layout semelhante ao Chinook, projetado para operar desde o Himalaia até o Mar da China Meridional.
Imagens de satélite de agosto e setembro identificaram drones em um aeroporto militar em Shigatse, no Tibete, área frequentemente usada para operações em grandes altitudes.
Em outubro, segundo a Xinhua, foi inaugurado um centro de testes para equipamentos não tripulados em Ali, outra região de planalto destinada a validações em ambientes extremos.
Relatórios confirmaram que o Comando Militar de Xinjiang realizou um exercício logístico a 5.300 metros em janeiro, empregando cães robôs e veículos de combate autônomos.
Essas ações demonstram a expansão contínua dos sistemas não tripulados chineses, consolidando o Moyujian como um dos projetos de maior relevância para operações em elevadas altitudes.
As iniciativas mostram padrões de investimento prolongado, com foco em ampliar o portfólio operacional em diversos terrenos, embora ainda haja etapas de teste antes da consolidação final.
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