A pesca com ímã levou James Kane e Barbi Agostini a retirar um cofre cheio de notas de 100 dólares de um lago em Nova York, em maio de 2024, depois que o casal encontrou dinheiro danificado, chamou a polícia e ouviu que poderia ficar com o valor achado.
A pesca com ímã feita por James Kane, de 40 anos, e Barbi Agostini, de 39, terminou com um achado incomum no Flushing Meadows Corona Park, no Queens, em Nova York. Em 31 de maio de 2024, o casal retirou de um lago um cofre viscoso que, segundo eles, continha até US$ 100 mil em notas encharcadas de 100 dólares.
As informações foram publicadas pela Associated Press, em reportagem atualizada em 4 de junho de 2024, e também noticiadas pelo The Guardian em 2 de junho de 2024. Segundo as fontes, o casal chamou a polícia de Nova York e foi informado de que não havia evidência de crime nem identificação do dono do cofre.
Cofre apareceu no lago durante uma pesca com ímã

James Kane já havia retirado bicicletas, armas, granadas, joias e outros objetos das águas de Nova York usando pesca com ímã. O hobby consiste em lançar uma corda com um ímã potente na água e puxar objetos metálicos que ficam escondidos no fundo.
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Desta vez, porém, o objeto encontrado era muito diferente. O casal puxou um cofre coberto de lodo no Flushing Meadows Corona Park, área conhecida por ter recebido as Feiras Mundiais de 1939 e 1964. O que parecia mais uma busca comum por sucata virou uma descoberta capaz de chamar a atenção internacional.
Notas de 100 dólares estavam molhadas e danificadas

Dentro do cofre, Kane e Agostini encontraram sacos com maços de notas de 100 dólares. O dinheiro estava encharcado, parcialmente deteriorado e grudado por causa da água, mas o casal estimou que o valor poderia chegar a US$ 100 mil.
Segundo a Associated Press, as notas tinham fita de segurança 3D, sinal de que eram relativamente recentes. Mesmo assim, o estado do material impediu uma confirmação simples sobre valor e autenticidade. O dinheiro existia, mas recuperá-lo integralmente seria outro desafio.
Polícia foi chamada após a descoberta
Depois de abrir o cofre e perceber o conteúdo, o casal acionou a polícia de Nova York para relatar o achado. Segundo Kane e Agostini, os agentes informaram que não havia indícios de crime relacionados ao material encontrado.
O Departamento de Polícia de Nova York afirmou que o valor e a autenticidade da suposta moeda não puderam ser determinados por causa do estado de grave deterioração das notas. Ainda assim, como o cofre não trazia pista sobre o proprietário, o casal disse ter sido informado de que poderia ficar com o dinheiro.
Sem dono identificado, casal ouviu resposta inesperada
O detalhe mais surpreendente da história foi a ausência de identificação no cofre. Não havia documentos, marcas ou pistas que permitissem apontar quem seria o legítimo dono do dinheiro encontrado no lago.
Kane resumiu a situação dizendo que recebeu a versão prática de “achado não é roubado”. A frase virou o ponto mais curioso da história, porque transformou uma descoberta suspeita e enlameada em um possível prêmio inesperado para dois praticantes de pesca com ímã.
Hobby cresceu com vídeos nas redes sociais
A pesca com ímã ganhou popularidade justamente porque mistura aventura, limpeza de rios e lagos, risco controlado e possibilidade de achados inesperados. Muitos praticantes publicam vídeos no YouTube, TikTok e Instagram mostrando objetos retirados de canais, córregos e lagoas.
Kane e Agostini também compartilham suas descobertas nas redes. Antes do cofre com dinheiro, eles já haviam documentado objetos perigosos e incomuns, incluindo armas e uma granada antiga, casos em que chamaram a polícia para recolher o material como possível prova.
Achados podem ir de lixo a itens perigosos
Embora pareça uma caça ao tesouro, a pesca com ímã nem sempre termina com objetos valiosos. Muitas vezes, o resultado é lixo metálico, partes de bicicletas, ferramentas enferrujadas ou equipamentos descartados em canais urbanos.
Em outros casos, os achados podem ser perigosos. A Associated Press citou episódios envolvendo crânio humano preso a um haltere em Nova Orleans e rifle encontrado em um riacho na Geórgia. Por isso, especialistas e autoridades recomendam cautela quando o objeto retirado parece arma, explosivo ou evidência criminal.
Ímãs potentes conseguem puxar objetos pesados

O hobby depende de ímãs fortes presos a cordas longas. Algumas peças usadas por praticantes conseguem se prender a objetos muito pesados, permitindo arrastar materiais que ficariam invisíveis para quem passa pela superfície da água.
Essa força explica por que cofres, armas, bicicletas e peças metálicas podem aparecer em pescarias urbanas. No caso de Nova York, o cofre estava submerso no lago do parque, coberto de lodo, até ser puxado por Kane durante a atividade.
Dinheiro ainda precisava ser recuperado
Encontrar o cofre não significava que o casal conseguiria usar imediatamente todo o valor estimado. As notas estavam molhadas e danificadas, o que exigiria avaliação e possível resgate junto ao órgão responsável por moeda danificada nos Estados Unidos.
Kane disse que pretendia levar o dinheiro ao Departamento de Impressão e Gravação, em Washington, para tentar recuperar o valor possível. Mesmo com autorização para ficar com o achado, parte das notas poderia estar deteriorada demais para ser convertida.
Casal já pensava no que fazer com o valor

Segundo a Associated Press, Kane e Agostini já tinham ideias para usar o dinheiro que eventualmente conseguissem recuperar. Entre os planos citados estavam comprar um veículo novo e melhorar os equipamentos usados para produzir conteúdo.
A reação chama atenção porque o valor estimado é alto, mas incerto. O cofre podia conter até US$ 100 mil, porém a quantia real aproveitável dependeria da condição das notas e da análise oficial. Entre a euforia da descoberta e o dinheiro disponível, ainda havia um caminho burocrático.
Caso reacendeu dúvidas sobre descobertas virais
Vídeos de pesca com ímã costumam gerar milhões de visualizações, mas também atraem céticos. Em fóruns online, há quem questione se algumas descobertas são reais ou encenadas para chamar atenção.
No caso de Kane e Agostini, a cobertura da Associated Press e do Guardian deu peso jornalístico ao episódio. Ainda assim, o próprio caráter improvável do achado ajuda a explicar por que a história viralizou: um cofre, dinheiro, lama, polícia e a possibilidade de ficar com tudo formam uma sequência difícil de ignorar.
Lago do Queens virou cenário de caça ao tesouro urbana
O Flushing Meadows Corona Park é um dos espaços mais conhecidos do Queens, em Nova York. No episódio, o parque deixou de ser apenas área de lazer e virou cenário de uma descoberta improvável feita durante uma atividade de baixo custo.
Kane contou ao Guardian que ele e Agostini começaram a praticar pesca com ímã pelo fascínio da busca por tesouros sem precisar gastar muito dinheiro em equipamentos. A descoberta do cofre mostrou exatamente por que esse hobby mexe tanto com a imaginação de quem acompanha os vídeos.
Achado mistura sorte, risco e curiosidade pública
A história do cofre de Nova York reúne elementos que prendem a atenção: um casal comum, um lago urbano, um ímã, dinheiro danificado e a ausência de um dono identificado. Ao mesmo tempo, também mostra os limites desse tipo de aventura, já que muitos achados podem envolver risco, investigação ou perda total do material encontrado.
A pesca com ímã pode parecer brincadeira, mas já retirou de águas urbanas objetos perigosos, lixo antigo e, neste caso, um cofre com uma fortuna estimada. Você acha justo o casal ficar com o dinheiro após chamar a polícia e nenhum dono ser identificado, ou o valor deveria ter outro destino? Comente sua opinião.

