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Casal encara neve, gelo, balsa e 14 países em uma jornada de 33.800 km com um carro elétrico, do Polo Norte Magnético ao Polo Sul, e faz história sobre rodas

Publicado em 15/05/2026 às 20:37
Atualizado em 15/05/2026 às 20:39
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Casal britânico percorreu 33.800 quilômetros em um Nissan Ariya elétrico, cruzou 14 países desde o Polo Norte Magnético até o Polo Sul e mostrou a resistência do veículo em gelo, neve, estradas e longas distâncias

Chris e Julie Ramsey percorreram 33.800 quilômetros em um carro elétrico, atravessaram 14 países e chegaram ao Polo Sul em 15 de dezembro de 2023, concluindo a primeira expedição de veículo elétrico entre o Polo Norte Magnético e a Antártida.

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O feito histórico em carro elétrico

A jornada começou em março, cerca de nove meses antes da chegada. O casal saiu do ponto mais próximo possível do Polo Norte magnético e terminou sobre a neve congelada do Polo Sul, ao lado da estátua metálica em forma de globo.

Nenhum carro havia completado esse trajeto antes. O feito ganhou força por ter sido realizado em um Nissan Ariya elétrico. Julie afirmou ao Washington Post que eles poderiam ter falhado a qualquer momento.

A missão tinha um objetivo claro e direto: mostrar a capacidade dos veículos elétricos em condições extremas e em distâncias muito longas. Para o casal, a viagem demonstrou que esses modelos podem ir longe.

Casal, Polo Sul, Polo Norte
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Um Nissan Ariya quase padrão enfrentou gelo e neve

O veículo usado foi um Nissan Ariya padrão. As principais mudanças foram feitas com a Arctic Trucks, que reforçou a carroceria e instalou pneus gigantes de 39 polegadas para enfrentar gelo e neve.

A bateria e o sistema de propulsão permaneceram intactos. Na prática, o carro continuou funcionando como um veículo elétrico comum, com necessidade de paradas regulares para recarga.

Chris, apaixonado por café, também acrescentou energia para uma máquina de expresso. Usaram um gerador a gás e, às vezes, um gerador solar.

Seis anos de preparo e 14 países no roteiro

A aventura exigiu seis anos de planejamento, desenvolvimento, treinamento e apoio. Apesar da dificuldade, Chris e Julie já tinham experiência em jornadas longas.

Eles haviam completado o Mongol Rally, uma viagem de 16.000 quilômetros do Reino Unido à Mongólia, usando um Nissan Leaf. Chris também já possuía um título do Guinness World Records desde 2018.

Naquele ano, ele percorreu 285 quilômetros em uma bicicleta elétrica durante 12 horas, conquistando o recorde de maior distância nesse período. A nova tentativa, porém, tinha escala muito maior.

No início da expedição, as temperaturas chegaram a -45°C enquanto o casal dirigia sobre gelo e bancos de neve escondidos. Eles acampavam em barracas ao lado do carro ou dentro dele quando o vento ficava forte.

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Ao alcançar o continente canadense, o casal passou a depender de estações de recarga e de tomadas oferecidas por moradores. Ainda assim, eles relataram que muitas estações apresentavam defeitos e que os fornecedores precisavam melhorar.

O desafio de manter a bateria carregada acompanhou a viagem épcia. Antes de seguir pela América do Sul, Chris e Julie mapearam trechos onde a autonomia poderia ser insuficiente.

Eles trabalharam com a Enel X para instalar 20 estações de recarga no Chile, Peru, Equador e Colômbia.

Durante o percurso rumo ao sul, a única vez em que precisaram deixar o carro foi para pegar uma balsa até a Colômbia e contornar o Darién, na fronteira entre Panamá e Colômbia.

Da América do Sul ao Polo Sul

Depois, o casal passou por estradas arborizadas e por Cali, na Colômbia, e Lima, no Peru.

Ao longo do caminho, encontraram pessoas generosas e apaixonadas por carros. Algumas ofereceram serviços para cuidar do Nissan, enquanto outras quiseram ouvir mais sobre a missão.

A etapa final começou em novembro, quando chegaram à Antártida. Eles desembarcaram em Punta Arenas, no extremo sul do Chile, e se prepararam para voar até o continente gelado.

Na Antártida, reencontraram a equipe de apoio da Arctic Trucks e percorreram mais 1.100 quilômetros até o destino final. O Nissan chegou coberto de neve e gelo.

Chris disse à Top Gear que estar no Polo Sul parecia irreal após tantos anos de planejamneto. Ele afirmou que sempre confiou no Nissan Ariya, embora a experiência tenha sido mais difícil do que imaginava.

Sune Tamm, diretor de operações da Arctic Trucks, disse ao Washington Post que eles fizeram algo que ninguém sonhava ser possível, nem mesmo em veículo a combustíveis fósseis.

Nas redes sociais, o casal celebrou a chegada. Para Chris, depois do estresse enfrentado, outros motoristas podem relaxar ao ver o que um carro elétrico conseguiu fazer.

Com informações de Guinness.

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Romário Pereira de Carvalho

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