Os recentes danos a dois cabos submarinos no Mar Báltico, considerados um provável ato de sabotagem, levantaram preocupações não apenas na Europa, mas também no Brasil. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, descreveu o incidente como uma tática de guerra “híbrida”, intensificando as discussões sobre a segurança da infraestrutura global de internet.
Em um intervalo de 24 horas, dois cabos submarinos de fibra ótica foram rompidos: um conectando a Alemanha à Finlândia e outro ligando a Suécia à Lituânia. Pistorius afirmou que “ninguém acredita que esses cabos foram cortados acidentalmente”, sugerindo uma ação deliberada, possivelmente relacionada a tensões geopolíticas envolvendo a Rússia.
A OTAN, incluindo novos membros como Suécia e Finlândia, está em estado de alerta máximo devido a várias tentativas de sabotagem atribuídas à Rússia. Incidentes anteriores incluem ataques a gasodutos e infraestruturas críticas, aumentando a preocupação com a segurança dos cabos submarinos.
Embora os cabos danificados estejam localizados na Europa, o incidente serve como um lembrete da vulnerabilidade global dos cabos submarinos. Mas quais poderiam impactar diretamente o Brasil?
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Quais cabos submarinos podem afetar a internet no Brasil?
O Brasil é conectado ao mundo através de mais de 15 cabos submarinos. Alguns dos principais são:
Monet: conecta o Brasil aos Estados Unidos, com pontos em Santos (SP) e Fortaleza (CE).
SACS (South Atlantic Cable System): liga o Brasil à Angola, conectando a América do Sul à África.
GlobeNet: conecta o Brasil aos EUA, Venezuela, Bermudas e Colômbia.
BRUSA: estende-se do Rio de Janeiro até Virginia Beach, nos EUA.
Esses cabos são essenciais para o tráfego de internet internacional. Um rompimento em qualquer um deles poderia causar lentidão, interrupções em serviços online e impactos econômicos significativos.
Cabos submarinos afetam data centers e hospedagens no Brasil?
Sim, os cabos submarinos são vitais para o funcionamento de data centers e serviços de hospedagem no Brasil. Empresas como a Equinix e a Ascenty dependem desses cabos para fornecer conectividade internacional de alta velocidade. Serviços de streaming, plataformas de e-commerce e aplicações em nuvem poderiam ser afetados em caso de falhas nos cabos.
O cabo rompido na Europa pode afetar provedores ou hospedagens brasileiras?

Diretamente, não. Os cabos submarinos danificados conectam países europeus entre si. No entanto, o incidente evidencia a possibilidade de ataques coordenados a infraestruturas críticas.
Se táticas semelhantes fossem empregadas contra cabos que servem o Brasil, provedores de internet e empresas de hospedagem poderiam enfrentar sérios problemas.
O que está sendo feito?
Após os ataques, países da OTAN intensificaram a vigilância de suas infraestruturas submarinas. No Brasil, a Marinha possui o Programa Nuclear da Marinha (PNM), que inclui iniciativas para proteger as linhas de comunicação submarinas.
Além disso, empresas privadas investem em sistemas de monitoramento e redundância para minimizar impactos de possíveis danos.
Por que o Brasil deve se preocupar?
Dependência Digital: Com o aumento do home office e da digitalização de serviços, a confiabilidade da internet é mais crucial do que nunca.
Economia: Setores como finanças, comércio e indústria dependem de conexões estáveis para operar.
Segurança Nacional: A infraestrutura digital é considerada estratégica para a soberania do país.
Os danos aos cabos submarinos no Mar Báltico são um alerta para o Brasil e o mundo sobre a importância da segurança das infraestruturas de comunicação.
Embora o incidente europeu não afete diretamente o país, reforça a necessidade de vigilância e investimento em proteção. Em um mundo cada vez mais conectado, garantir a integridade desses cabos é essencial para manter a economia e a sociedade funcionando sem interrupções.

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