República Livre de Verdis nasce às margens do Rio Danúbio, reúne 400 cidadãos oficiais e desperta interesse global mesmo sem ninguém ter pisado no território físico
Imagine acordar e descobrir que um novo país foi criado na Europa, com governo próprio, ministros, embaixadores, passaporte com tecnologia de segurança e centenas de cidadãos. Pois foi exatamente isso que aconteceu quando o britânico Daniel Jackson, de apenas 21 anos, proclamou a fundação da República Livre de Verdis, uma micronação localizada às margens do Rio Danúbio, em uma área historicamente disputada entre Sérvia e Croácia.
A informação foi divulgada pelo jornal “Extra”, conforme reportagem assinada por Letícia Lima, que detalha como o jovem transformou uma área de disputa territorial em um projeto político e digital com alcance internacional.
Embora pareça roteiro de ficção, o país já possui estrutura administrativa e até processo formal de cidadania.
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Como surgiu a República Livre de Verdis e quanto custou o projeto
Para viabilizar a criação da nova nação, Daniel Jackson conseguiu arrecadar cento e oitenta mil libras, valor que corresponde a quase um milhão e trezentos mil reais. Com esse montante, o jovem estruturou o governo e passou a organizar oficialmente a micronação.
Desde sua eleição, no ano de 2019, Jackson nomeou diversos ministros e embaixadores, estabelecendo uma estrutura governamental completa. Além disso, atualmente o país conta com quatrocentos cidadãos oficiais, todos portadores de um passaporte próprio.
O documento, inclusive, apresenta tecnologias modernas de segurança, como marcas visíveis sob luz ultravioleta, o que demonstra o nível de organização e formalidade do projeto.
No entanto, existe um detalhe curioso: apesar da complexa estrutura administrativa, nenhum cidadão pisou fisicamente no território até hoje. Consequentemente, todas as atividades da República Livre de Verdis acontecem no ambiente digital.
Cidadania rigorosa e milhares de interessados
Embora o território ainda não tenha sido ocupado fisicamente, o interesse pelo projeto é surpreendente. Mais de duas mil e oitocentas pessoas já iniciaram o processo para obter a nova nacionalidade.
Entretanto, o governo estabeleceu regras bastante rígidas. Os candidatos precisam obrigatoriamente apresentar bom histórico pessoal e não podem ter qualquer antecedente criminal. Além disso, a micronação busca ativamente indivíduos com habilidades técnicas, principalmente profissionais das áreas de medicina e infraestrutura.
Portanto, apesar de inusitado, o projeto não funciona como mera brincadeira digital. Pelo contrário, há critérios formais e planejamento estratégico para formação de uma sociedade estruturada.
Inspiração em Liberland e características da micronação
A República Livre de Verdis também é conhecida pelo nome de Pocket três e possui bandeira azul e branca. Em termos territoriais, o tamanho da área supera o do Vaticano e equivale a aproximadamente setenta e cinco campos de futebol.
Além disso, a inspiração para a criação do novo país veio diretamente da República Livre de Liberland, fundada em 2015 pelo político tcheco Vít Jedlička, também em área disputada na região.
Segundo Daniel Jackson, administrar uma iniciativa desse porte exige certa dose de ousadia. “É preciso loucura para administrar essas terras”, afirmou. Ainda assim, ele acredita que o mundo seria mais chato sem ideias inovadoras como essa.
Atualmente, Jackson segue como governante da República Livre de Verdis, consolidando uma das micronações mais comentadas da Europa recente.
E você, teria coragem de solicitar cidadania em um país que existe oficialmente, mas ainda não foi fisicamente ocupado?

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