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Brasil vai atrair 50% dos investimentos de subsea no mundo

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 10/06/2019 às 01:00 Atualizado em 09/06/2019 às 10:35

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O Brasil deve atrair 50% do investimento mundial no mercado de subsea para petróleo e gás. A avaliação é de Rachid Félix, chairperson da sessão 3 do SPE Brazil Subsea Symposium: Unleashing the potential of Subsea 4.0​​​​​​​​​​​​​​, que acontece em 18 e 19 de junho, na Firjan, no Rio de Janeiro.

Serão discutidos nos dias 18 e 19 deste mês, na Firjan, no Rio de Janeiro, como a indústria subsea pode desenvolver novas tecnologias em um ambiente naturalmente conservador, uma vez que os riscos e os acidentes são muito caros para toda a indústria.  Segundo Felix,  a ideia do evento é por em discussão como conciliar segurança com o desenvolvimento de novas tecnologias.

“Esse é um grande desafio. Temos que enfrentá-lo. Quanto mais rápido quisermos andar maior será o desafio a ser vencido”, diz Félix.

A otimização de novas tecnologias, será outro assunto abordado no evento.  De acordo com Felix, o modelo de negócio da área de petróleo mudou profundamente depois da última crise, por conseguinte, novas tecnologias são necessárias e os tempos de desenvolvimentos mais curtos.

“O cenário atual faz com que o negócio do petróleo demande viabilidade – não somente no longo prazo – mas também no curto prazo. A sobrevida do modelo de utilização energética está em processo de mudança”, disse Félix.

Félix sinaliza que, com as mudanças recentes na regulação brasileira, o país passará a ter um leque de operadoras, desde as majors até as companhias independentes. A visão é que toda mudança vai ajudar na implementação de novas tecnologias. Enxerga novos desenvolvimentos vindo inclusive de empresas independentes.

“Esse é o grande atrativo dessa mudança estrutural. Antes o mercado brasileiro era bastante lento. Com a abertura do mercado, teremos empresas também grandes mas com culturas diferentes.

Com problemas e soluções diferentes. E também vamos começar a ver pequenas empresas desenvolvendo projetos de forma rápida. Passaremos de um operador para talvez 15 ou 20 muito rapidamente”, afirma.

O SPE Brazil Subsea Symposium é uma continuidade de diversos fóruns que acontecem há muitos anos onde se juntam empresas e especialistas para discutir abertamente. “É efetivamente um fórum de discussão tecnológica para a área submarina”, diz Rachid.

O petróleo deixou de ser um recurso escasso e existe em abundância. O custo de retirá-lo – na comparação com as demais fontes de energia é hoje o principal desafio – e vai mover a indústria para acelerar a redução do custo de produção, o aumento da segurança e uma eficiência do sistema. Isso acontecerá também no subsea.

“Esse dilema é sempre acelerado por uma bela competição, que é sempre positiva. O mundo se move mais rápido com competição”, conclui Félix.

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por epbr

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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