Semana marcada por chuva frequente, calor persistente e risco de temporais em várias regiões do país, com destaque para o Sul sob influência de ciclone extratropical e avanço de frente fria, enquanto outras áreas enfrentam instabilidade provocada por umidade elevada e sistemas atmosféricos.
A semana entre 24 e 30 de março de 2026 será marcada por instabilidade em grande parte do Brasil, com chuva frequente, calor persistente e risco de temporais em áreas do Sul, do Sudeste, do Centro-Oeste e da Amazônia.
No Sul, a formação de um ciclone extratropical perto do Rio Grande do Sul, somada ao avanço de uma frente fria, concentra o maior potencial para chuva forte, ventos e eventual granizo, enquanto outras regiões seguem sob influência de calor e umidade elevados.
Sul concentra os maiores riscos com ciclone e frente fria
No Sul, o quadro mais delicado se concentra sobre o Rio Grande do Sul, onde a combinação entre o ciclone e a frente fria mantém o céu carregado e favorece episódios de chuva mais intensa ao longo da semana.
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A previsão indica risco maior para temporais no estado, com possibilidade de rajadas de vento, descargas elétricas e queda localizada de granizo, sobretudo entre a quarta e a quinta-feira.
Em Porto Alegre, a temperatura permanece mais contida no começo do período, com máxima de cerca de 24°C nesta terça-feira e condição de chuva com tempestade na quarta.
O alerta amarelo do Inmet para a capital gaúcha reforça a previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, além de ventos de 40 a 60 km/h.
Santa Catarina e Paraná também entram na rota das instabilidades, embora com perspectiva menos severa do que a observada no território gaúcho.
A tendência é de chuva em vários momentos, mas com redução gradual da intensidade após a passagem mais organizada dos sistemas sobre a Região Sul.
Sudeste terá calor, pancadas de chuva e atenção em Minas Gerais
No Sudeste, o calor continua presente, mas deixa de ser sinônimo de tempo firme.
A atuação de um vórtice ciclônico em altos níveis favorece o aumento das pancadas, especialmente entre o leste de Minas Gerais e o Espírito Santo, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro seguem com tardes abafadas e chuva mais irregular.
Na capital paulista, a máxima prevista gira em torno de 30°C nesta terça e de 29°C na quarta, com mais nuvens e chance de precipitação a partir da segunda metade da semana.
Já em Belo Horizonte, o cenário é mais instável, com máximas entre 26°C e 27°C nos próximos dias e presença de alertas para acumulado de chuva e chuvas intensas.
O interior mineiro merece atenção adicional, porque parte do estado aparece sob aviso para tempestade, com previsão de volumes mais elevados, ventos intensos e risco de granizo em áreas específicas.
Esse padrão mantém o Sudeste em uma faixa de transição, em que o calor não desaparece, mas passa a conviver com nuvens carregadas e episódios de chuva forte mais espalhados.
Centro-Oeste segue quente e com risco de temporais isolados
No Centro-Oeste, a semana será quente e úmida, com pancadas distribuídas pelos quatro estados e reforço das instabilidades entre 25 e 27 de março.
A previsão aponta chuva em toda a região nesse intervalo, com risco mais elevado para temporais em áreas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Em Brasília, a máxima prevista fica perto de 27°C nesta terça e de 25°C na quarta, com sequência de alertas para tempestades e chuvas intensas.
Há possibilidade de rajadas entre 60 e 100 km/h, além de novos episódios de instabilidade ao longo da semana.
A manutenção do calor em superfície, somada à umidade disponível, sustenta a formação de nuvens carregadas desde cedo em vários pontos da região.
Isso indica que a chuva não deve se restringir ao fim da tarde, repetindo um padrão típico com temporais isolados, alagamentos pontuais e variação rápida do tempo.
Norte concentra maiores volumes de chuva e sensação de abafamento
A Região Norte continua entre as áreas com maior potencial de chuva no país, especialmente na faixa amazônica.
Manaus tem previsão de máxima de 33°C nesta terça, seguida por dias com tempestades e pancadas frequentes.
Há alerta para chuvas intensas com acumulados expressivos e ventos fortes.
Além do Amazonas, a previsão indica manutenção de chuva significativa no extremo norte do país e em parte do Pará e do Amapá.
A atuação da Zona de Convergência Intertropical reforça episódios de precipitação mais volumosa nessas áreas.
O resultado é uma sensação persistente de abafamento, alternada com pancadas fortes e intervalos curtos de melhora.
Em áreas urbanas, esse padrão aumenta o risco de transtornos pontuais, como alagamentos rápidos e impactos no deslocamento.
Nordeste tem contraste entre faixa norte chuvosa e litoral mais quente
No Nordeste, a distribuição da chuva seguirá desigual ao longo da semana.
Maranhão e Piauí aparecem entre os estados com acumulados mais relevantes, com possibilidade de volumes acima de 60 milímetros e pontos que podem superar 100 milímetros.
Enquanto isso, o litoral leste da região terá dias mais quentes e com sol mais presente.
Apesar disso, não se descartam pancadas passageiras ao longo dos próximos dias.
Em Recife, a máxima prevista oscila entre 31°C e 33°C, com chuva mais irregular em comparação com o norte da região.
Esse cenário reforça o contraste entre os diferentes setores do Nordeste, mantendo o padrão típico de transição entre estações, com calor, umidade elevada e aumento das instabilidades em várias áreas do país.
