Fraudes digitais crescem no Brasil, mas só 1 em cada 4 empresas tem seguro. Risco ameaça dados e finanças.
Fraudes digitais avançam e Brasil segue vulnerável
No Brasil, a cada quatro empresas, apenas uma conta com seguro contra fraudes digitais. A revelação é de um levantamento da Grant Thornton em parceria com o escritório OPICE Blum Advogados. O dado contrasta com outro número alarmante: 79% das organizações afirmam sentir-se mais expostas a ataques cibernéticos.
Esse cenário expõe uma contradição perigosa. Enquanto duas em cada três empresas reconhecem que a Segurança Cibernética está entre os cinco principais riscos corporativos, a maioria segue sem proteção adequada.
Como os criminosos digitais agem
Segundo Marco Lagoa, cofundador da Witec Soluções, os ataques são cada vez mais sofisticados. Criminosos utilizam dados e certificados digitais para abrir contas falsas, pedir empréstimos e até alterar sócios de empresas de forma clandestina.
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Eles criam domínios, e-mails e até sites falsos para simular operações legítimas. “Acabam iludindo, falando que tem algum concurso, algum prêmio que foi sorteado. As pessoas acabam caindo, passando dados pessoais”, explicou Lagoa à rádio Itatiaia.
Além disso, há a venda de listas de clientes vazadas de plataformas antigas. Essas informações negligenciadas tornam-se armas nas mãos de fraudadores.
Riscos financeiros e reputacionais
Os impactos das fraudes digitais vão muito além de prejuízos imediatos. Empresas afetadas enfrentam danos de imagem, perda de clientes e instabilidade no fluxo de caixa. Em alguns casos, a recuperação é lenta ou até inviável.
Outro risco é o uso indevido de informações fiscais. Lagoa cita como exemplo a exposição de dados da Nota Fiscal Eletrônica (NFE). Criminosos exploram esses detalhes para solicitar antecipação de pagamentos ou cancelar operações anteriores.
Caminhos para a proteção
Apesar do cenário desafiador, há formas de reduzir os riscos. A criação de um comitê de análise de riscos e contingenciamento é uma das medidas mais eficazes. Esse grupo atua não apenas na prevenção, mas também na resposta rápida diante de um ataque.
O treinamento das equipes é outro ponto crucial.
“O principal é treinar a equipe como responder quando tiver um problema, como identificar uma possível falha. A gente já presenciou criminosos se passando pela área de TI e pedindo acesso remoto à máquina do financeiro. Isso só foi mitigado porque a pessoa do financeiro estava preparada e sabia como lidar”, reforçou Lagoa.
Por que agir agora
O avanço da Tecnologia trouxe novas oportunidades de negócios, mas também abriu espaço para fraudes digitais em escala inédita. A proteção de dados não é mais apenas uma questão técnica, mas um pilar estratégico para a sobrevivência das empresas no Brasil.
Ignorar esse cenário pode custar muito caro. Afinal, quando a Segurança Cibernética falha, os prejuízos atingem tanto o presente quanto o futuro de qualquer organização.
