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Brasil esquece EUA, foca na China e vê americanos sofrerem com preços históricos de carne: exportações disparam 41% e saldo com Pequim já soma US$ 93 bilhões só em 2025

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 09/12/2025 às 16:10
Assista o vídeoPreços da carne disparam nos EUA enquanto exportações do Brasil para a China avançam e reforçam o saldo comercial em 2025.
Preços da carne disparam nos EUA enquanto exportações do Brasil para a China avançam e reforçam o saldo comercial em 2025.
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Mercado global de carnes vive contraste inédito entre crise nos EUA e avanço brasileiro rumo à China, enquanto exportações nacionais alcançam níveis históricos e consumidores americanos enfrentam preços recordes.

Os preços da carne bovina nos Estados Unidos atingiram níveis históricos em meio à queda significativa do rebanho nacional, ao mesmo tempo em que o Brasil amplia sua presença no mercado chinês e consolida quase US$ 93 bilhões em exportações para Pequim no acumulado de 2025.

A combinação desses movimentos acentua o contraste entre a crise de oferta americana e a crescente demanda chinesa por produtos brasileiros.

Preços da carne nos EUA e impacto da inflação

Segundo reportagem publicada pelo Plantão Times Brasil, da CNBC, nesta terça-feira (09), o índice de preços ao consumidor dos EUA mostra que a categoria de carne bovina e vitela avançou 14,7% em 12 meses, ritmo muito acima dos 3,1% registrados para os alimentos em geral.

O aumento expressivo reflete um mercado pressionado por oferta reduzida e custos crescentes ao longo da cadeia produtiva.

A mesma apuração detalha que o país opera, neste início de 2025, com o menor número de cabeças de gado desde 1951.

A seca prolongada dos últimos anos permanece como um dos principais fatores para a redução do rebanho, já que dificultou a manutenção de pastagens, encareceu a alimentação animal e desestimulou a retenção de matrizes.

Em diversas regiões, pecuaristas optaram por acelerar o abate diante da inviabilidade de sustentar grandes plantéis.

De acordo com apuração do jornal, tarifas incidentes sobre alguns fornecedores e episódios envolvendo doenças bovinas também contribuíram para apertar o quadro de oferta.

Embora as importações norte-americanas sejam mais relevantes para carne moída, os impactos se espalham por toda a cadeia, e consumidores relatam aumentos perceptíveis em cortes diversos, incluindo bifes, assados e produtos industrializados.

Ciclo pecuário e reação do consumidor americano

O ciclo pecuário norte-americano, que alterna momentos de expansão e retração ao longo de cerca de uma década, reforça a lentidão na recomposição da oferta.

Com o encarecimento dos animais para abate, frigoríficos repassam parte do custo para o varejo e, inevitavelmente, para o consumidor.

As redes de supermercado ajustam estratégias, revisam tamanhos de porções e promovem substituições por proteínas alternativas, embora a demanda por carne bovina continue sólida mesmo diante dos preços recordes.

Avanço das exportações brasileiras para a China

Enquanto isso, o fluxo comercial brasileiro segue em direção oposta.

As exportações para a China cresceram 41% em novembro, impulsionadas principalmente por commodities como soja, carnes e petróleo.

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No acumulado do ano, o valor exportado se aproxima de US$ 93 bilhões, reforçando a posição da China como principal motor do superávit do comércio exterior brasileiro.

O avanço ocorre em um contexto de maior apetite chinês por matéria-prima e energia, ampliando a dependência do mercado asiático das vendas brasileiras.

Em entrevista concedida ao jornal Plantão Times Brasil, analistas destacaram que a China incrementou compras em praticamente todos os setores-chave da pauta brasileira.

A demanda elevada por grãos e proteínas animais, somada à competitividade do agronegócio nacional, sustenta o crescimento dos embarques.

A soja e o milho se mantêm entre os principais produtos despachados, enquanto carnes bovina, suína e de frango registram desempenho favorável mesmo diante de oscilações em mercados concorrentes.

O jornal também apontou que esse comportamento reforça uma tendência observada desde 2024, quando Pequim já liderava com folga o saldo comercial brasileiro.

Mudança no peso comercial entre Brasil, China e Estados Unidos

O movimento também evidencia a perda momentânea de espaço dos Estados Unidos como destino relevante das exportações brasileiras.

Relatórios recentes indicam queda significativa nos embarques para o mercado americano, ao passo que as importações vindas dos EUA aumentaram, aproximando o país de um déficit na balança bilateral.

A combinação de seca prolongada, tarifas e doenças que penalizam a produção americana contrasta com a expansão do agronegócio brasileiro, que se beneficia de condições de oferta, câmbio e demanda favoráveis.

A China, por sua vez, busca diversificar fornecedores, mas mantém o Brasil como parceiro essencial para garantir segurança alimentar e energética.

O crescente descompasso entre o mercado interno dos EUA e o comércio exterior brasileiro ilustra como choques climáticos, sanitários e econômicos transformam, em pouco tempo, a dinâmica global das proteínas animais.

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Cesar
Cesar
11/12/2025 16:47

Nunca se consumiu tanta proteína **** no Brasil.

Lena N
Lena N
11/12/2025 10:50

Aqui a carne ainda é mais cara do que nos EUA.😏

Jeferson
Jeferson
11/12/2025 09:31

O grande problema aqui é que a gente tmbm está sofrendo com os preços da carne! E já faz tempo!

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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