Países mais perigosos do mundo em 2025, segundo a ACLED, coloca o Brasil em 7º lugar e aproxima o país de cenários de guerra como Palestina, Síria e Mianmar, ao lado de México, Equador e Haiti, com gangues, megaoperações letais e críticas à militarização na América Latina, com pressão regional.
O Brasil apareceu em 7º lugar no índice que lista os países mais perigosos do mundo em 2025, divulgado pela ONG ACLED em 12/12/2025, e passou a dividir o top 10 com Palestina, Mianmar e Síria. O levantamento cruza mortalidade, perigo para civis, abrangência geográfica dos conflitos e número de grupos armados.
Na América Latina, o relatório coloca México em 4º, Equador em 6º, Brasil em 7º e Haiti em 8º, relacionando as posições à disputa territorial de gangues e ao uso recorrente de força estatal. Em outubro de 2025, uma operação no Rio contra o Comando Vermelho deixou mais de 120 mortos; no Haiti, a instabilidade se arrasta desde o assassinato de Jovenel Moïse, em 2021.
Como a ACLED monta o ranking e o que o índice mede

A ACLED (Armed Conflict Event Location and Data Project) organiza o índice com base em quatro indicadores: mortalidade, perigo para civis, abrangência geográfica dos conflitos e número de grupos armados.
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O avião espacial militar que quase levou a Guerra Fria para a órbita: Boeing X-20 Dyna-Soar foi projetado para reentrar acima de Mach 20, voar por até 40 horas, pousar como avião e transformar foguetes Titan em porta de entrada para uma nova era de guerra orbital
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FAB aposta em drones nacionais e amplia investimentos para fortalecer a indústria aeroespacial brasileira
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Seis vezes, um crescente luminoso do tamanho da Lua assustou o céu soviético ao entardecer: parecia uma onda de OVNIs, mas era uma arma orbital secreta criada para atacar os Estados Unidos pelo Polo Sul e escapar dos radares da Guerra Fria
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O governo dos Estados Unidos aprovou uma possível venda de 100 mísseis antiaéreos portáteis Stinger ao Exército Brasileiro, em um pacote estimado em cerca de 330 milhões de dólares que ainda depende de negociação entre os dois países
A leitura central do relatório é que a violência na América Latina tem crescido, mas com motores diferentes por país.
No recorte de países mais perigosos do mundo em 2025, a presença de México, Equador, Brasil e Haiti no top 10 é tratada como sinal de consolidação e expansão de atores armados, com impactos diretos sobre civis e sobre a governança local.
Brasil em 7º lugar e o peso de gangues e operações letais

O Brasil aparece em 7º no ranking da ACLED para países mais perigosos do mundo em 2025, e o relatório associa o resultado à atuação de gangues que disputam o controle de grandes áreas.
O texto cita que, em outubro de 2025, uma operação policial no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho resultou em mais de 120 mortes.
O dado é apresentado no contexto de megaoperações e da escalada letal como resposta de segurança.
A combinação de disputa territorial e ações de alto impacto é tratada como elemento que sustenta a posição do Brasil no top 10.
México em 4º, disputa em Sinaloa e violência contra políticos
O México ocupa a 4ª posição, a mesma de 2024, ficando atrás de Palestina, Mianmar e Síria.
A ACLED atribui parte do aumento de incidentes violentos à guerra interna no Cartel de Sinaloa após a prisão de Ismael “El Mayo” Zambada, em julho de 2024, nos Estados Unidos, onde ele afirma ter sido enganado por Joaquín Guzmán López, filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán.
A organização afirma que esse conflito remodelou a dinâmica criminal em vários estados e tende a continuar alimentando violência em novas áreas.
Em agosto de 2025, a CNN noticiou que o número de homicídios em Sinaloa aumentou 400% no ano seguinte à captura de Zambada.
O relatório também destaca violência contra políticos e funcionários públicos, com registro de 360 incidentes no último ano, incluindo menção ao assassinato de Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, em Michoacán.
Equador em 6º e salto de 36 posições com mais de 3.600 mortes
O Equador ocupa o 6º lugar no indicador da ACLED para 2025, após subir 36 posições em comparação com 2024.
O relatório aponta aumento significativo dos níveis de violência devido a confrontos entre grupos criminosos locais e alerta para recordes históricos.
A ACLED afirma que a violência relacionada a gangues já resultou na morte de mais de 3.600 pessoas e que a taxa de homicídios pode ser a mais alta da América Latina pelo terceiro ano consecutivo.
O documento lista três fatores: disputa entre Los Lobos e Los Choneros, fragmentação das gangues após prisão, morte ou exílio de líderes e a crescente relevância do país no tráfico regional e transnacional de drogas, em um cenário de aumento contínuo da produção de cocaína.
Haiti em 8º, instabilidade desde 2021 e força multinacional de 5.000
O Haiti aparece em 8º no ranking e é descrito como caso em que gangues se aproveitam da instabilidade política para ganhar terreno.
O relatório relaciona esse contexto ao período posterior ao assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021.
Segundo a ACLED, a atividade de gangues está concentrada em Porto Príncipe, mas se espalha para outras áreas.
Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a criação de uma nova força multinacional, composta por mais de 5.000 pessoas, com o objetivo de reprimir esses grupos.
Militarização como resposta e o alerta de curto prazo sem efeito duradouro
Sandra Pellegrini, analista sênior da ACLED para a América Latina e o Caribe, avalia que ampliar militares ou policiais nas ruas pode reduzir eventos violentos no curto prazo, mas não sustenta queda duradoura.
A análise apresentada pela CNN é que, no médio e longo prazo, a militarização pode fragmentar grupos criminosos, ampliar disputas e elevar o risco de abusos por parte das forças do Estado.
O relatório descreve um cenário político desfavorável para revisão de estratégia, porque políticas de “tolerância zero” costumam ter apoio social e porque há pressão dos Estados Unidos para medidas contra narcotraficantes e outros grupos criminosos.
Pellegrini afirma que a tendência de militarização antecede o segundo mandato de Donald Trump, citando experiências anteriores como El Salvador, Honduras e Trinidad e Tobago, que passou a declarar estado de emergência no ano anterior.
Ranking dos 10 países mais perigosos do mundo em 2025, segundo a ACLED
A lista apresentada no relatório da ACLED para países mais perigosos do mundo em 2025 é a seguinte, com variações em relação a 2024 quando informadas:
Palestina, mesma posição de 2024
Mianmar, mesma posição de 2024
Síria, mesma posição de 2024
México, mesma posição de 2024
Nigéria, mesma posição de 2024
Equador, subiu 36 posições em comparação com 2024
Brasil, desceu 1 posição em comparação com 2024
Haiti, subiu 3 posições em comparação com 2024
Sudão, mesma posição de 2024
Paquistão, subiu 2 posições em comparação com 2024
0.8 Checkpoint de Realidade
O que está explicitamente na base:
A metodologia da ACLED com quatro indicadores, o top 10 e as posições de México, Equador, Brasil e Haiti, as mudanças relativas a 2024, a prisão de Zambada em julho de 2024, o dado de 400% em Sinaloa citado pela CNN, os 360 incidentes contra políticos no México, as mais de 3.600 mortes ligadas a gangues no Equador, a operação no Rio em outubro com mais de 120 mortes, a instabilidade haitiana desde 2021 e a força multinacional de mais de 5.000.
O que não está na base: respostas oficiais dos governos contatados pela CNN e detalhamento operacional das ações policiais citadas, além dos números mencionados.
O recorte de países mais perigosos do mundo em 2025 coloca o Brasil no mesmo ranking de zonas de guerra e reforça um diagnóstico incômodo para a região: gangues e disputas territoriais convivem com respostas de força que podem produzir efeito imediato, mas sem garantia de redução sustentada da violência.
O indicador sintetiza risco para civis, expansão geográfica do conflito e multiplicação de grupos armados como sinais de alerta.
Você concorda que a militarização, do jeito que vem sendo usada, piora o cenário de países mais perigosos do mundo em 2025 ou ainda é a única resposta viável no curto prazo?

ACLED are an ok source. Not great but not terrible, just a few too many holes in their methodology.
The middle of a list that’s otherwise mostly passable doesn’t look right i.e. the odd preponderance of countries from a relatively safe continental region. Haiti aside (bizarrely also rated as the least violent of the 4), none of the other 3 are anywhere near the world’s 10 most violent countries.
It should look like this:
• Afghanistan
• Central African Republic
• Haiti
• Libya
• Palestinian Territories
• Somalia
• Sudan
• Syria
• Ukraine
• Yemen
At city-level the same kind of countries populate the list. Gaza City, Khartoum, Port-au-Prince and so forth.
Source: Independent security risk assessors 2026 (i.e. Global Guardian, State Department etc.)