O Brasil está construindo um grande e moderno complexo portuário para facilitar o comércio com a Ásia, seu principal mercado, e beneficiar uma série de setores produtivos
A instalação de 1.800 hectares, chamada de Porto Central, está localizada na cidade costeira de Presidente Kennedy, no sudeste do Espírito Santo, na divisa com o vizinho estado do Rio de Janeiro.
Leia também
- Como o petróleo é encontrado? Uma breve explicação sobre sísmica offshore
- Imetame inicia contagem regressiva para a construção do complexo logístico portuário no Espírito Santo
- Petrobras deseja construir cascos de FPSO na Ásia
- Petrobras perto de entregar a construção de mais um FPSO para a Ásia, desta vez para empresa da Malásia
Outrossim, em seminário organizado terça-feira pelo Consulado Geral da China no Rio de Janeiro, o diretor-geral do Porto Central, José Maria Novaes, convidou empresas chinesas a aderirem ao projeto e aproveitarem o porto, projetado para ser o mais moderno da América do Sul, quando for inaugurado no final de 2023.
Novas fronteiras para o comércio brasileiro – Porto industrial
“Inegavelmente, a Ásia, principalmente a China, é o maior parceiro comercial do Brasil, e esse fluxo de comércio internacional, principalmente de commodities do Brasil para a Ásia e de produtos industrializados da Ásia para o Brasil, exige navios de grande porte” que poucos portos brasileiros podem acomodar agora, observou Novaes.
-
Antiga fábrica Vulcan vira escombro na Zona Norte do Rio, acumula água parada e lixo e expõe abandono de uma área industrial que ainda deve passar por vistoria depois de ser depenada e virar problema urbano para moradores
-
A Marinha dos Estados Unidos levou testes de submarinos para um lago no interior de Idaho, com mais de 350 metros de profundidade, porque o silêncio da água ajuda a revelar ruídos que o oceano pode esconder
-
Uma fábrica britânica que antes vivia de peças mecânicas agora monta 420 mil unidades de propulsão elétrica por ano e pode equipar 70% dos carros elétricos da Ford vendidos na Europa
-
Enquanto frigideiras riscadas costumam ir para o lixo, França criou uma rede que aceita panelas de qualquer marca, separa alumínio e revestimento e quer recuperar até 20 milhões de peças até 2027
“Existem poucos portos no Brasil com capacidade de embarque e desembarque dos grandes navios do mundo. Sendo assim, esse é o diferencial do projeto Porto Central: poder receber os maiores navios do mundo, em cada classe, em cada terminal portuário”, disse.
Porto industrial viabilizará água, energia e gás a preços competitivos
“É um porto industrial que viabiliza água, energia e gás a preços competitivos. Com terminais para exportação de matérias-primas e produtos semiacabados, e com flexibilidade para acomodar os interesses dos desenvolvedores de projetos”, acrescentou.
Por fim, o secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Marcos Kneip, disse aos participantes do seminário: “O Porto Central está se tornando uma realidade. É um complexo industrial portuário que atenderá empresas de petróleo e gás, mineração e agricultura, e apoiará o off-shore indústria.”
