Em um ano marcado por queda expressiva no volume embarcado, o Brasil alcança receita inédita de US$ 12,7 bilhões e mantém a liderança mundial, enquanto China e Colômbia revelam mudanças no fluxo global das exportações de café
O Brasil manteve a liderança nas exportações de café ao alcançar US$ 12,715 bilhões entre janeiro e outubro de 2025, segundo o Cecafé.
O resultado superou o mesmo período de 2024, quando a receita ficou em US$ 9,96 bilhões. A valorização internacional sustentou o avanço financeiro mesmo diante da queda no volume embarcado.
Redução no volume e predominância do Arábica
As exportações somaram 33,28 milhões de sacas de 60 kg no acumulado do ano, quantidade inferior às 41,77 milhões registradas em 2024.
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O Arábica respondeu por 79,9% dos embarques, com 26,60 milhões de sacas. O Conilon representou 3,51 milhões e o café solúvel atingiu 3,11 milhões.
No mês de outubro, a tendência foi semelhante. O volume enviado ao exterior chegou a 4,14 milhões de sacas, queda de 20% frente ao mesmo mês de 2024. A receita, porém, alcançou US$ 1,65 bilhão, alta de 12,6%.
Movimentação nos destinos e avanço chinês
O ranking mensal indicou mudanças entre os principais compradores. A Alemanha liderou com 609,5 mil sacas e participação de 14,7%. A Itália ocupou o segundo lugar com 360,73 mil. Os Estados Unidos ficaram na terceira posição com 347,53 mil, registrando queda de 54,37%.
A China avançou para o sexto lugar após adquirir 221,78 mil sacas e crescer 176,42%. A Colômbia também se destacou ao alcançar o décimo posto com 101,63 mil sacas e aumento de 308,40%.
Desempenho dos Estados Unidos e cafés diferenciados
No acumulado do ano civil, os Estados Unidos mantiveram a primeira posição com 4,711 milhões de sacas, mesmo com redução de 28,1%. A retirada recente do tarifaço elevou a expectativa de recuperação das vendas.
Os cafés diferenciados representaram 6,58 milhões de sacas, equivalentes a 19,8% do total exportado, e geraram US$ 2,8 bilhões. Estados Unidos, Alemanha e Bélgica lideraram a demanda nesse segmento.
