Brasil atinge 9 mil MW de energia solar: a solução para a crise energética brasileira que superou toda soma da capacidade de termelétricas a carvão e das usinas nucleares

Flavia Marinho
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22-07-2021 07:36:00
em Energia Renovável
energia - energia solar - preço - termelétrica a carvão - usina nuclear - energia nuclear - crise energética Trabalhador em obra de usina solar – placa solar / Imagem Google

Crise energética no Brasil afeta o bolso dos brasileiros que passa por constantes aumentos na conta de energia elétrica (Já está valendo o aumento da Aneel de 52% de taxa extra na conta de luz, passando para R$ 9,49 por 100 kWh) e há possibilidade de apagões.

Olhar para o problema sem apresentar soluções não adianta muito, e por isso a energia solar tem sido um dos principais temas de discussão e investimentos no Brasil. De acordo com a Absolar, a fonte trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos, além de 270 mil empregos em menos de dez anos. Minas Gerais está em primeiro lugar no ranking de geração distribuída, com 9.154 usinas geradoras, seguido de Rio Grande do Sul, que tem, hoje, 82.619,22 kW instalados, superando, inclusive, o estado de São Paulo, que ocupa a terceira posição da lista. Logo depois estão os estados do Paraná, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco.

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Em meio a pior recessão hídrica dos últimos 90 anos, as autoridades estão discutindo entre ter apagões ou um racionamento de energia – possibilidade posta em prática na crise de 2001. As consequências de ambas as possibilidades serão desastrosas, com destaque para o aumento de óbitos nos hospitais devido à interrupção do funcionamento de aparelhos; paralisação da produção industrial – e falta de produtos; deficiência nos processos de comunicação em geral – sem internet e telefonia; e a impossibilidade de as pessoas pagarem suas contas e tributos.

Crise energética afeta Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. E todo Brasil já está pagando mais caro na conta de luz

Cinco estados brasileiros que estão sob alerta máximo de emergência, segundo o governo federal: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. E todo Brasil já está pagando mais caro na conta de energia. Tudo porque as usinas termelétricas, que usam gás e óleo e têm, portanto, geração mais cara, estão acionadas. Para se ter uma ideia do custo, desde o dia 1º de junho, o acionamento da bandeira vermelha, no patamar 2, representa R$ 6,24 a cada 100 kWh. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu pelo aumento de 52% de taxa extra na conta de luz, passando para R$ 9,49 por 100 kWh.

As justificativas por trás desta situação, que já afeta a inflação e ameaça o crescimento econômico, estão na falta de chuva, nas falhas de planejamento e na operação do sistema elétrico, bem como no modelo de formação de preços de energia. Contudo, como ensinou o inventor e engenheiro mecânico estadunidense Henry Ford, “não encontre um defeito, encontre uma solução”, a chave para este problema pode estar mais perto do que parece. “Ela está na energia fotovoltaica”, garante o sócio e proprietário da Entec Solar, empresa especializada no ramo, Tiago Sarneski, enaltecendo que, no fim do mês de maio, a energia solar atingiu a marca de 9 mil megawatts de potência instalada.

Segundo recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o estado de Minas Gerais está em primeiro lugar no ranking de geração distribuída, com 9.154 usinas geradoras; 938,1 megawatts em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, respondendo sozinho por 18,1% de todo o parque brasileiro de energia fotovoltaica. A “medalha de prata” vai para o Rio Grande do Sul – onde mais cresce a procura pela geração distribuída –, que tem, hoje, 82.619,22 kW instalados, superando, inclusive, o estado de São Paulo, que ocupa a terceira posição da lista, seguido pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco.

Energia solar superou toda soma da capacidade de termelétricas a carvão, usinas nucleares e trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos, gerando mais de 270 mil empregos no Brasil!

“E os motivos para comemorar não param por aí: atingindo a marca de 9 mil megawatts, a energia do astro rei está superior hoje a toda soma da capacidade de termelétricas a carvão e, até mesmo, das usinas nucleares, que representam 5,6 gigawatts”, enaltece Sarneski.

De acordo com a Absolar, desde 2012 a fonte trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 270 mil empregos.

Na visão do especialista da Entec Solar, o momento é bem oportuno para tratar do assunto por várias razões: a primeira delas é o risco de apagão, seguida pela economia de dinheiro no bolso do brasileiro. “Depois, porque está para ser analisado no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 5.829, de 2019, que instituirá o marco legal de energia fotovoltaica no país, democratizando o acesso à energia solar.”

Por fim, ele lembra que são muitas as vantagens da energia solar, como “o baixo impacto ambiental, sua instalação simples, seu irrelevante custo em relação ao tempo de vida útil (mais de 25 anos) e o fato de poder ser utilizada como substituta da energia elétrica convencional.”

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.