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EUA giraram um prédio de 11 mil toneladas em 90 graus durante 31 dias, moveram a estrutura com roletes e macacos hidráulicos e mantiveram 600 funcionários trabalhando lá dentro sem cortar água, gás, luz ou telefone

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Escrito por Ana Alice Publicado em 06/07/2026 às 17:48 Atualizado em 06/07/2026 às 17:50
Assista o vídeoConheça o prédio de 11 mil toneladas que foi girado em 90 graus nos EUA enquanto funcionários trabalhavam e serviços seguiam ativos. (Imagem: Ilustrativa)
Conheça o prédio de 11 mil toneladas que foi girado em 90 graus nos EUA enquanto funcionários trabalhavam e serviços seguiam ativos. (Imagem: Ilustrativa)
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Caso histórico voltou a circular por mostrar como engenheiros conseguiram deslocar uma central telefônica inteira em Indianápolis, mantendo funcionários no expediente e serviços básicos ativos durante uma operação planejada em 1930.

Algumas histórias de engenharia voltam a circular de tempos em tempos não pela novidade do fato, mas pelos detalhes técnicos que ainda chamam a atenção do público.

Uma delas apareceu novamente em publicações recentes sobre curiosidades históricas: a operação que girou um prédio inteiro no centro de Indianápolis, nos Estados Unidos, sem interromper o trabalho dentro dele.

O caso envolveu o antigo Indiana Bell Building, um edifício de cerca de 11 mil toneladas ligado ao serviço telefônico da cidade.

Entre outubro e novembro de 1930, a construção foi deslocada, girada em 90 graus e reposicionada com o uso de roletes, vigas e macacos hidráulicos.

Enquanto isso, centenas de funcionários continuaram trabalhando no interior do prédio, com água, gás, luz, telefone e outros serviços em funcionamento.

O episódio foi retomado pela Indiana Historical Society em uma publicação de 21 de novembro de 2024, que relembrou como arquitetos e engenheiros moveram o edifício sem paralisar as atividades da companhia telefônica.

A história também apareceu em agosto de 2024 no portal HistoryFacts, em uma matéria sobre a operação que manteve pessoas trabalhando dentro do prédio enquanto a estrutura mudava de lugar.

Embora tenha ocorrido em 1930, o caso segue presente em publicações de história, arquitetura e engenharia porque ajuda a explicar como uma estrutura desse porte pôde ser movida em plena área urbana, com funcionários entrando e saindo, cabos telefônicos ativos e serviços básicos preservados.

A resposta passa por planejamento, adaptação das redes internas e uma velocidade tão baixa que muitos ocupantes sequer percebiam o deslocamento.

Indiana Bell Building foi deslocado para abrir espaço

O prédio original havia sido construído em 1907, no cruzamento das ruas Meridian e New York, em Indianápolis.

Quando a Indiana Bell passou a planejar uma sede maior, uma das alternativas consideradas era demolir a estrutura existente e erguer uma nova construção no terreno.

O projeto seguiu outro caminho após a atuação do escritório Vonnegut, Bohn & Mueller.

Segundo a Indiana Historical Society, os arquitetos concluíram que o prédio poderia ser girado em 90 graus e movido cerca de 100 pés para oeste, o equivalente a pouco mais de 30 metros.

O HistoryFacts informa que a proposta de mover o edifício, em vez de derrubá-lo, foi associada ao arquiteto Kurt Vonnegut Sr., pai do escritor Kurt Vonnegut Jr.

O plano previa deslocar a estrutura dentro do lote para liberar espaço à expansão da companhia, preservando a operação que já funcionava no local.

A rotação começou na terça-feira, 14 de outubro de 1930, e terminou no sábado, 15 de novembro do mesmo ano, conforme registros citados pela Indiana Historical Society.

Ao longo de 31 dias, a estrutura foi movimentada com roletes e macacos hidráulicos de 75 toneladas, monitorados por 18 homens.

Edifício Indiana Bell, 1930 - Imagem: Reprodução
Edifício Indiana Bell, 1930 – Imagem: Reprodução

Como engenheiros moveram 11 mil toneladas

O deslocamento precisava ocorrer de forma lenta e coordenada para preservar o alinhamento do edifício.

Se diferentes pontos de apoio avançassem em ritmos incompatíveis, a estabilidade da construção poderia ser comprometida.

A Indiana Historical Society informa que os macacos hidráulicos movimentavam o prédio a cerca de 15 polegadas por hora, o equivalente a aproximadamente 38 centímetros por hora.

Esse ritmo permitia controlar o avanço e reduzir os efeitos perceptíveis do deslocamento dentro da estrutura.

De acordo com o HistoryFacts, as colunas de sustentação foram retiradas de suas bases de ferro fundido e colocadas sobre apoios temporários de aço.

O portal relata que 18 macacos operados manualmente empurravam a construção sobre uma sequência de roletes, com avanços de três oitavos de polegada por vez.

A coordenação dependia de sinais do encarregado da obra, que indicava quando os trabalhadores deveriam acionar os equipamentos.

Engenheiros acompanhavam o prumo do edifício e corrigiam a posição dos roletes sempre que necessário, segundo a descrição publicada pelo HistoryFacts.

Na etapa de giro, a equipe precisou levantar a estrutura por instantes para reposicionar os roletes.

O HistoryFacts relata que máquinas a vapor conectadas a cabos auxiliaram o movimento final, até que o prédio fosse colocado na nova posição.

O ArchDaily, em reportagem publicada em 19 de janeiro de 2022, também descreveu a operação como um deslocamento de uma central telefônica de 11 mil toneladas sem suspensão das atividades internas.

A publicação registrou o uso de macacos hidráulicos, roletes e passarela móvel para manter o acesso ao prédio durante a movimentação.

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Funcionários trabalharam dentro do prédio durante a mudança

Um dos pontos mais citados nas publicações sobre o caso é a presença de trabalhadores no edifício durante a mudança.

O HistoryFacts e o ArchDaily informam que cerca de 600 funcionários continuaram usando o prédio enquanto a estrutura era deslocada.

Para manter a circulação de pessoas, foi instalada uma ponte ou passarela móvel entre a calçada e a entrada do edifício.

A solução permitia que os funcionários entrassem e saíssem do imóvel mesmo enquanto ele mudava de posição dentro do terreno.

As redes internas também precisaram ser adaptadas.

Segundo a Indiana Historical Society, cabos telefônicos fortemente protegidos foram emendados com folga suficiente para acompanhar o deslocamento.

Durante o processo, mais de 500 circuitos telefônicos de longa distância permaneceram em uso.

O fornecimento de água, gás, eletricidade e telefone também foi preservado, segundo relatos reunidos pelo ArchDaily e pelo HistoryFacts.

As conexões acompanharam a movimentação da estrutura, o que permitiu manter as atividades sem interrupção dos serviços básicos informados pelas fontes.

O HistoryFacts afirma ainda que os trabalhadores não perceberam o deslocamento enquanto estavam dentro do prédio.

A explicação apresentada nas fontes é a baixa velocidade da operação, que fazia a estrutura avançar em ritmo gradual.

Operação abriu caminho para nova sede da companhia telefônica

A operação permitiu liberar área para a construção de uma nova sede da companhia telefônica.

A Indiana Historical Society informa que, após a rotação, um edifício de sete andares foi construído no espaço deixado pela estrutura movida, com conclusão em 1932.

As fontes consultadas divergem em detalhes sobre a duração total e a precisão final da manobra.

A Indiana Historical Society registra 31 dias de operação e afirma que o prédio ficou a 1/64 de polegada do ponto calculado nos planos de Vonnegut, Bohn & Mueller.

Já o HistoryFacts descreve o processo como uma movimentação de cerca de um mês e informa margem de 1/16 de polegada em relação ao destino previsto.

A diferença não altera o fato principal: o prédio foi deslocado e girado sem que a operação interna fosse paralisada, segundo as três publicações consultadas.

Como os registros disponíveis aparecem em fontes secundárias e históricas, a margem exata foi mantida no texto com atribuição às respectivas fontes.

A Indiana Bell continuou ampliando suas instalações nas décadas seguintes.

O prédio original de 1907, que havia sido movido em 1930, não é a estrutura preservada atualmente no endereço associado ao complexo.

De acordo com o HistoryFacts e o ArchDaily, o edifício original foi demolido em 1963 para dar lugar a novas instalações.

O caso permanece citado em publicações de história, arquitetura e engenharia por combinar movimentação estrutural, continuidade operacional e preservação temporária de uma central telefônica em funcionamento.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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