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Oceanógrafa viu redes de pesca abandonadas no mar de Ilha Grande, transformou lixo em bolsas, pochetes e renda para 20 pessoas, e agora fatura mais de R$ 35 mil por mês com negócio que começou pagando R$ 5 por sacola e virou impacto ambiental local no Rio de Janeiro sem sair da comunidade

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Escrito por Carla Teles Publicado em 05/07/2026 às 18:36 Atualizado em 05/07/2026 às 18:38
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Redes de pesca em Ilha Grande viram Marulho, reduzem lixo no mar e geram renda com bolsas e pochetes. Imagem: Reprodução/Marulho
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As redes de pesca descartadas no mar viraram matéria-prima da Marulho em Ilha Grande, onde Bia Mattiuzzo transforma lixo no mar em bolsas, pochetes e renda, movimenta vendas por redes sociais e e-commerce, envolve 20 pessoas da comunidade local e fatura R$ 35 mil mensais hoje, segundo PEGN/Um Só Planeta.

As redes de pesca abandonadas no mar viraram o ponto de partida da Marulho, negócio criado pela oceanógrafa e empreendedora Bia Mattiuzzo em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A iniciativa transforma resíduos retirados do ambiente costeiro em bolsas, pochetes, sacolas e outros produtos, com faturamento mensal de R$ 35 mil.

As informações são do PEGN / Um Só Planeta, em publicação de 23/03/2025, às 07h, atualizada no mesmo dia às 12h02. Segundo a reportagem, a empresa nasceu da observação direta de Bia sobre o acúmulo de redes descartadas em uma cidade caiçara e hoje envolve 20 pessoas da comunidade.

O lixo visto no mar virou ponto de partida

Redes de pesca em Ilha Grande viram Marulho, reduzem lixo no mar e geram renda com bolsas e pochetes.
Imagem: Reprodução/Redes sociais.

A ideia da Marulho surgiu a partir de uma cena recorrente para quem vive perto do oceano: materiais de pesca abandonados ou descartados de forma inadequada. Como oceanógrafa, Bia Mattiuzzo já observava muitas redes de pesca no ambiente marinho e percebeu que o problema não era apenas visual, mas também de gestão de resíduos.

Em vez de tratar o descarte como algo distante, ela decidiu testar uma saída local. O que antes ficava perdido no mar passou a ser recolhido, limpo, reaproveitado e transformado em produto, conectando impacto ambiental, trabalho manual e geração de renda dentro da própria Ilha Grande.

Primeiras sacolas nasceram de uma parceria simples

No início, a proposta era recolher a maior quantidade possível de redes de pesca e encontrar uma forma de dar uso ao material. Para isso, Bia fez parceria com um pescador aposentado, que ajudou a transformar as redes em sacolas vendidas a turistas que passavam pela região.

A operação começou pequena e com retorno quase simbólico. A empreendedora contou à reportagem que pagava R$ 5 por sacola e vendia por R$ 6, reinvestindo o valor no próprio negócio. A margem era estreita, mas serviu para testar se havia interesse real pelos produtos feitos com resíduos do mar.

Bolsas e pochetes ampliaram o negócio

Redes de pesca em Ilha Grande viram Marulho, reduzem lixo no mar e geram renda com bolsas e pochetes.
Imagem: Reprodução/Marulho

Com o tempo, a Marulho deixou de vender apenas sacolas e passou a desenvolver outros itens, como bolsas e pochetes. Essa ampliação ajudou a transformar as redes de pesca em uma linha de produtos com mais apelo comercial, sem abandonar a origem ambiental do projeto.

A mudança também mostrou que o reaproveitamento de resíduos pode ir além de uma peça simples de lembrança turística. Quando há design, acabamento e história por trás do produto, o material descartado ganha outro valor, especialmente para consumidores interessados em impacto positivo e produção local.

Vinte pessoas passaram a participar da produção

Atualmente, o projeto envolve 20 pessoas, incluindo costureiros, e gera renda para moradores da comunidade. Esse ponto é central porque a Marulho não apenas retira redes de pesca do mar, mas também cria uma cadeia produtiva ao redor do reaproveitamento desses resíduos.

A produção exige etapas manuais, organização de estoque, costura, acabamento e venda. Com isso, o negócio cria oportunidades para pessoas da região e mantém parte do valor econômico dentro da própria Ilha Grande, em vez de levar o problema para longe ou depender apenas de soluções externas.

Fábrica de sardinha desativada virou base da operação

Redes de pesca em Ilha Grande viram Marulho, reduzem lixo no mar e geram renda com bolsas e pochetes.
Imagem: Reprodução/Marulho

O estoque da Marulho fica armazenado em uma antiga fábrica de sardinha desativada. O espaço passou a funcionar como apoio para guardar materiais, organizar a produção e estruturar a rotina de um negócio que nasceu de forma experimental e cresceu com demanda.

As vendas acontecem por redes sociais e e-commerce, o que permite que os produtos feitos de redes de pesca cheguem a consumidores fora da ilha. A operação combina uma origem profundamente local com canais digitais de venda, aproximando uma comunidade costeira de um mercado mais amplo.

Crescer exigiu aprender gestão na prática

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Apesar da formação em oceanografia, Bia precisou aprender a lidar com áreas que não faziam parte de sua rotina inicial, como fluxo de caixa, gestão de pessoas e organização comercial. A própria empreendedora reconheceu à reportagem que enfrentou dificuldades para administrar essas frentes.

Esse aprendizado ajuda a explicar a transição de um projeto ambiental para uma empresa de impacto. Recolher redes de pesca era apenas uma parte do desafio; a outra era transformar a ideia em uma operação capaz de pagar fornecedores, organizar produção, vender com regularidade e sustentar renda para outras pessoas.

Impacto ambiental ficou perto da comunidade

Um dos diferenciais da Marulho é manter a solução próxima do problema. As redes de pesca descartadas aparecem no território onde a empresa atua, e a transformação do material também acontece dentro da comunidade, envolvendo pessoas que vivem no entorno da atividade pesqueira e turística.

Isso dá ao negócio uma dimensão local importante. A iniciativa não promete resolver sozinha o problema dos resíduos marinhos, mas mostra como uma resposta comunitária pode reduzir descarte, gerar renda e chamar atenção para a responsabilidade sobre materiais abandonados no mar.

Negócio mostra o valor escondido em resíduos costeiros

A história da Marulho revela como resíduos vistos como problema podem se tornar matéria-prima para uma cadeia econômica pequena, mas relevante. Ao transformar redes de pesca em bolsas, pochetes e sacolas, a empresa une reaproveitamento, empreendedorismo e identidade territorial.

O caso também levanta uma discussão maior: quantos resíduos ainda poderiam virar renda se houvesse mais iniciativas locais, apoio técnico e canais de venda? Você acha que negócios de impacto como esse conseguem mudar a relação das comunidades costeiras com o lixo no mar? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

Produzo conteúdos diários sobre economia, curiosidades, setor automotivo, tecnologia, inovação, construção e setor de petróleo e gás, com foco no que realmente importa para o mercado brasileiro. Aqui, você encontra oportunidades de trabalho atualizadas e as principais movimentações da indústria. Tem uma sugestão de pauta ou quer divulgar sua vaga? Fale comigo: carlatdl016@gmail.com

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