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BR-156 recebe R$ 380 milhões, asfalta 62 quilômetros no Tronco Sul e promete virar ligação rápida entre Macapá e Laranjal do Jari, cortando atolado, atraso e isolamento para quem depende da rodovia na rotina local

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 21/12/2025 às 22:06
BR-156 Tronco Sul entra no Novo PAC com pavimentação da BR-156, ligando Macapá e Laranjal do Jari e reduzindo isolamento na região.
BR-156 Tronco Sul entra no Novo PAC com pavimentação da BR-156, ligando Macapá e Laranjal do Jari e reduzindo isolamento na região.
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Obras na BR-156 Tronco Sul recebem R$ 380 milhões, pavimentam 62 quilômetros entre Igarapé Água Branca e Maracá, integram o Novo PAC até 2026 e prometem reduzir atolamento, atrasos, acidentes e o isolamento diário de quem depende da rodovia entre Macapá e Laranjal do Jari no extremo sul do Amapá

O governo federal detalhou o pacote de R$ 380 milhões destinado à BR-156 no trecho conhecido como Tronco Sul, entre Macapá e Laranjal do Jari, dentro do cronograma do Novo PAC previsto até 2026. O projeto prevê pavimentar cerca de 62 quilômetros entre o Igarapé Água Branca, na área do Jari, e a comunidade de Maracá, com prazo estimado de 36 meses após a assinatura da Ordem de Serviço e a liberação das licenças ambientais.

Ao longo de décadas, a BR-156 se tornou sinônimo de atolamento, viagens imprevisíveis e isolamento para comunidades do sul do Amapá. A meta agora é transformar o Tronco Sul em um corredor asfaltado contínuo, capaz de encurtar o tempo de viagem entre Macapá e Laranjal do Jari, reduzir o custo do frete regional e garantir que ambulâncias, ônibus escolares e caminhões deixem de ficar presos na lama sempre que a chuva aperta.

O que está contratado para o novo trecho da BR-156 Tronco Sul

BR-156 Tronco Sul entra no Novo PAC com pavimentação da BR-156, ligando Macapá e Laranjal do Jari e reduzindo isolamento na região.

O pacote anunciado para a BR-156 no Tronco Sul contempla pavimentação, adequação de plataforma e obras de arte especiais ao longo de aproximadamente 62 quilômetros, ligando o Igarapé Água Branca à comunidade do Maracá.

Trata-se de um trecho em área de floresta e terreno instável, onde hoje a trafegabilidade é limitada, com trechos de terra sujeitos a buracos profundos, poças permanentes e atoleiros críticos em períodos de chuva.

O investimento de cerca de R$ 380 milhões está vinculado ao Novo PAC, que prioriza intervenções em rodovias federais estratégicas na região Norte.

Na prática, cada quilômetro asfaltado da BR-156 nesse trecho representa menos tempo perdido na estrada, menos desgaste mecânico para caminhões e ônibus e mais previsibilidade para quem depende do transporte rodoviário para trabalhar ou escoar produção.

A obra inclui drenagem, correção de curvas, reforço de base e implantação de estruturas como bueiros e pequenas pontes, para que a pavimentação não seja apenas uma camada de asfalto sobre solo frágil, mas um conjunto de soluções pensadas para resistir a anos de uso intenso, chuvas fortes e tráfego pesado.

Como a licitação foi estruturada e em que pé está a BR-156

A licitação do Lote 2 da BR-156 Tronco Sul foi lançada no fim de 2024, com previsão de contratação no primeiro semestre de 2026, seguindo o calendário de análise de propostas e licenciamento ambiental.

Esse lote será o terceiro da região a entrar em obras, somando-se aos Lotes 1 e 4, que já contam com frentes de serviço em andamento, e ao Lote 3, em fase de execução em outros segmentos da rodovia.

A divisão em lotes foi planejada para permitir execução em etapas, com menor risco de paralisações generalizadas, facilitando a gestão contratual e o acompanhamento técnico e ambiental. Enquanto um trecho avança em terraplenagem, outro pode estar em fase de pavimentação ou drenagem, evitando que todo o corredor da BR-156 fique parado à espera de uma única licença ou decisão administrativa.

Esse modelo também ajuda a adequar o cronograma às janelas de clima e à logística de mobilização de equipamentos pesados, equipes de engenharia e insumos.

Em uma rodovia que corta áreas isoladas, o planejamento logístico é tão decisivo quanto o orçamento, e qualquer erro pode atrasar toda a operação na prática.

Por que a BR-156 Tronco Sul é um corredor estratégico para o Amapá

A BR-156 tem extensão total de cerca de 821 quilômetros, mas o Tronco Sul, entre Macapá e Laranjal do Jari, concentra cerca de 243 quilômetros com papel central para o Amapá.

Nessa faixa, a rodovia é a principal ligação terrestre entre a capital e a região do Jari, funcionando como eixo para transporte de cargas, deslocamento de trabalhadores e acesso a serviços básicos.

Hoje, boa parte desse percurso ainda apresenta segmentos de terra, curvas estreitas e pontos críticos que comprometem a segurança.

Quando a BR-156 está intransitável, o escoamento da produção agrícola, madeireira e de insumos industriais fica comprometido, e comunidades inteiras veem consultas médicas, entregas de medicamentos e rotas escolares serem suspensas por dias.

A pavimentação contínua do Tronco Sul tende a complementar o transporte fluvial e integrar a região a portos, terminais de carga e outras rodovias federais, ampliando opções logísticas e atraindo novos empreendimentos produtivos.

A expectativa é que uma BR-156 mais estável estimule investimentos em cadeias de valor locais, reduzindo a dependência de poucos fornecedores e rotas frágeis.

O que muda na rotina de quem depende da BR-156

Para quem vive em comunidades ao longo da BR-156, a principal mudança esperada é a previsibilidade.

Em vez de sair de madrugada sem saber se chegará ao destino em seis horas ou em dois dias, o motorista passa a planejar turnos de trabalho com base em um piso de velocidade mínima garantida pelo asfalto.

Isso reduz custo de combustível, desgaste de pneus e o risco de estragos na suspensão de veículos de carga e de passeio.

A circulação de ambulâncias e ônibus escolares também é diretamente afetada. Com uma BR-156 pavimentada, o transporte de pacientes graves até Macapá deixa de depender da sorte de não encontrar trechos totalmente atolados.

Do mesmo modo, estudantes de áreas rurais passam a ter menos interrupções no calendário letivo por causa de chuvas e atoleiros.

No comércio, a melhora da rodovia tende a baratear alguns produtos e aumentar a oferta de itens perecíveis em cidades como Laranjal do Jari, reduzindo perdas com mercadorias que hoje estragam no caminho.

Ao mesmo tempo, produtores locais ganham mais condições de enviar sua produção para além da região, conectando-se a mercados mais amplos sem depender exclusivamente de barcos e condições de navegabilidade dos rios.

Próximos passos para consolidar a BR-156 como corredor até 2026

Os próximos anos devem ser decisivos para o futuro da BR-156 Tronco Sul.

O cronograma previsto inclui a conclusão das licitações em aberto, a assinatura dos contratos pendentes e a efetiva emissão das Ordens de Serviço para todos os lotes ainda em fase preparatória.

Em paralelo, seguem os trâmites de licenciamento ambiental, ajustes de projeto executivo e acordos com comunidades afetadas pela obra.

Com o início da implantação em campo, a prioridade será garantir frentes de trabalho contínuas, fiscalização de qualidade do asfalto e cumprimento de prazos, evitando trechos abandonados ou obras paralisadas por falhas básicas de planejamento.

A conclusão dos lotes deve, gradativamente, tornar o traçado entre Macapá e Laranjal do Jari mais homogêneo em pavimentação, sinalização e padrão de segurança.

A meta declarada é que, até 2026, o Tronco Sul da BR-156 esteja próximo de um padrão de corredor logístico estável, com menor risco de interrupções prolongadas e capacidade de sustentar crescimento econômico regional.

Até lá, o desafio será transformar recursos empenhados em quilômetros efetivamente entregues, sob monitoramento constante de órgãos de controle, Ministério dos Transportes e sociedade local.

Diante desse cenário, na sua opinião qual é hoje o maior problema a ser resolvido na BR-156 Tronco Sul: concluir rápido os 62 quilômetros de asfalto anunciados ou garantir que toda a rodovia seja mantida em bom estado depois que as obras forem inauguradas?

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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